sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Homenagem a Arno Leopoldo Schneider (11.03.1931 – 29.01.2015)


Arno Leopoldo Schneider nasceu no dia 11 de março de 1931, na cidade de Santo Ângelo (RS). Cursou Odontologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, e era especialista em endodontia.  
Casou-se em 22 de julho de 1955 com Ismênia Ribeiro Schneider, com quem viveu por quase 60 anos. Faleceu em 29 de janeiro de 2015, em Florianópolis, deixando quatro filhos e quatro netos, além de muitas histórias para relembrar.
Como bem lembrou o Portal de notícias “Daqui”[i], com frequência, Sêo Arno era visto no bairro de Santo Antônio de Lisboa, caminhando de mãos dadas com sua esposa Ismênia, degustando um bom vinho ou ainda ouvindo uma boa música. Era impressionante ver sua amabilidade e vitalidade mesmo aos 83 anos de idade, sempre disposto a organizar as coisas da casa, participar dos eventos do Baiacu, acompanhar a esposa em eventos como o lançamento de seu livro, entre tantas outras ocasiões. Sempre será lembrado como um ótimo companheiro, marido, pai, avô e amigo, e um exemplo de como aproveitar a vida.
Sêo Arno era muito bem quisto entre familiares e amigos, sendo considerado pela esposa como o “seu fiel escudeiro”. Tal apreço era observado nos mais distintos momentos do cotidiano e tornou-se bastante evidente com as homenagens após o seu falecimento. Ainda em seu velório, Sêo Arno foi homenageado com música, assim como na cerimônia em que suas cinzas foram lançadas ao mar. Além disso, belas palavras foram proferidas em sua lembrança, como no texto de Ci Ribeiro, referindo-se a cerimônia de despedida de Arno Leopoldo Schneider:

Todos nós, de uma maneira ou outra, buscamos se possível enganar a morte, pois no geral não sabemos tratar esta etapa de nossas vidas, apesar da certeza da morte física para todos. Porem foi confortante ter participado ontem com vocês e amigos do ato de despedida da desencarnação do sêo Arno. Saí da celebração com orgulho de ter participado de um contraponto ao sentimento de perda e morte do querido sêo Arno.
Hoje, 30 de janeiro de 2015, amanheceu e segue nublado e chuvoso, como que num simbólico pranto pela nossa perda da companhia física dele entre nós. Mas prefiro ver esta chuva muito mais como água de apoio à germinação do que plantamos e estar por vir.
A acolhida e serenidade de vocês, as falas de carinho e apreço, de amigos e parentes, num misto de orações, recordações e músicas, serviu para comemorar o exemplo de vida do sêo Arno. Aquela celebração deu alento à perda ao enaltecer as virtudes do Arno cidadão, companheiro, irmão, esposo, pai, tio e avô, amante da cultura, de um bom vinho, das gentes e especial da Ismênia.
Poucos entre nós iremos merecer tal celebração e acolhida num momento tão delicado para os que ficam, cheio de eternas incertezas espirituais e materiais sobre o sentido e objetivo de nossas vidas.
A celebração, os sentimentos-compromissos expressos e o legado que nos deixa sêo Arno e vocês, com certeza ira se somar aos esteios de nossos sonhos e esperanças fraternas, por uma nova sociedade.
Como aprendiz da vida e da morte de companheiros, sem qualquer conotação religiosa à priori, acredito na possibilidade de um elo espiritual eterno, junto a nós, daqueles que nos foram caros e virtuosos. Acredito que os que positivamente fizeram a diferença em nossas vidas privadas e coletivas, lembrados e celebrados com esta virtude, nunca morrerão em nossas vidas, mas servirão de apoios aos nossos sonhos e esperanças.
Vida eterna para as virtudes do companheiro Arno, seu testemunho de vida em nossas vidas!!!
Abraços fraternos para todos vocês, em especial para a querida Ismênia.
Ci Ribeiro

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Dados genealógicos de Arno Leopoldo Schneider

            Arno Leopoldo Schneider era:

- Filho de João Miguel Schneider (nasc. 1901) e de Amanda Lucia Wiegert Schneider (nasc. 1910).

- Neto de Johann Schneider (nasc. 24.06.1868 – 18.07.1952) e de Elisabeta Flach (nasc. 25.03.1870 – 13.05.1942).

- Bisneto de Mathias Schneider (nasc. 1844, natural de Theley – falec. 17.11.1910) e de Catarina Zimmer (nasc. 01.07.1844, natural de Theley – falec. 11.08.1929).
Filhos do casal: Johann (casou-se com Elisabeta Flach), Pedro, Mathias, Regina, Ana Maria, Helena, Suzana, Catarina e Maria.

- Trineto de Mathias Schneider (nasc. 30.07.1818, natural de Theley) e de Ana Maria Scherer (nasc. 1823). Mathias exercia a profissão de ferreiro.
Mathias e Ana Maria saíram da Alemanha em 14 de abril de 1846 e chegaram ao Brasil, em Porto Alegre, em 21 de setembro de 1846, já com dois filhos: Maria, com 4 anos, e Mathias, com 2 anos. Além disso, sabe-se que tiveram pelo menos mais uma filha, Bárbara (13.01.1842 – 13.01.1842).

- Tetraneto de Peter Schneider (nasc. 11.05.1783, natural de Theley – falec. 21.01.1841) e de Barbara Backes (nasc. 24.01.1793, natural de Hasborn-Ottweiler). Peter também exercia a profissão de ferreiro.
Filhos do casal: Mtahias, Peter, Nikolaus, Johann Adam, Magdalena, Johann, Barbara, Michel, Margareth e Friedrich Wilhelm.
Dos filhos de Peter e Barbara Backes Schneider emigraram para o Brasil o Mathias em abril de 1846, a Barbara em abril de 1857 e o Michel em 1872 (segundo fonte considerada mais fidedigna. Outra fonte informa que teria sido em 1857).

- Pentaneto de Sebastian Schneider (nasc. 03.02.1755, natural de Selbach – falec. 21.05.1831) e de Catharina Holtzer (Holzer) (nasc. 06.02.1764, natural de Theley – falec. 06.02.1764). Sebastian era agricultor.
Filhos do casal: Peter, Maria, Magdalena, Katharina, Gertrud, Joahanna, Barbara e Johann.

- Sexaneto de Johann Nikolaus Schneider (03.06.1721 – 08.06.1789) e de Johanna Wilhelm (24.02.1719 – 04.01.1777), naturais de Selbach.
Filhos do casal: Michale, Anna Barbara, Maria, Catharina, Johannes, Sebastian, Anna e Elisabeth.

- Heptaneto de Johannes Sebastian Schneider (nasc. 09.10.1693, natural de Selbach – falec. 25.07.1742) e de Ana Gehren (nasc. 08.03.1700, natural de Gorinesweiller – falec. 01.08.1763).
Filhos do casal: Johann Nikolaus, Michael, Catharina, Anna Margaretha, Johannes, Nicolaus, Anna Maria, Eva, Johann Peter, Anna, Johann Adam.

- Octaneto de Johannes Peter Schneider e de Barbara Emmerich (falec. 14.04.1751), filha de adam e Johanna Emmerich.
Johannes e Barbara viviam em Selbach, Alemanha. Ambos são anteriores a 1692 e provavelmente nascidos por volta de 1670, pois a primeira filha, Anna Margaretha, nasceu em 1692.
Filhos de Johannes e de Barbara: Anna Margaretha, Johannes Sebastian, Cathtarina e Hans Leonhard.


Referências

Genealogia da Família Schneider: desde 1650, os passos de uma família desbravadora. Jornal Encontro da Família Schneider. São Vendelino, RS, p. 5.





[i] DAQUI, Portal de notícias. ‘Rancho de Amor à Ilha’ para Arno Schneider. 29 jan. 2015. Disponível em: http://daquinarede.com.br/2015/01/rancho-de-amor-a-ilha-para-arno-schneider/. Acesso em: 20 fev. 2015.



Genealogia da Família Schneider, Jornal Encontro da Família Schneider.
João Miguel Schneider e Amanda Lucia Wiegert Schneider, pais de Arno Leopoldo Schneider.

Primeira Comunhão de Arno.

Os primos Romilda, Rudi, Ivo, Arno e Alice. 

Arno Leopoldo Schneider.
Casamento de Arno Leopoldo Schneider e Ismênia Ribeiro Schneider, 1955.

Bodas de ouro de Arno e Ismênia. Da esquerda para a direita: Eliúde, Guilherme, Simone, Arno, Sarah, Ismênia, Felipe, André, Jorge, Míriam, Manolo, Daniela e Nelson.

O casal Arno e Ismênia com os filhos Daniela, Míriam, Simone e Guilherme.

Arno e Ismênia com os netos: André, Carina, Felipe, Jorge e Sarah (neta enteada).

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Fazenda das Palmas

      Enquanto preparamos a próxima postagem do Blog sobre os filhos de João da Silva Mattos e de Ana Joaquina Cardoso, aproveitamos para colocar uma matéria sobre a FAZENDA DAS PALMAS. A Família Da Silva Mattos foi a primeira família (de que temos notícia) que viveu na Fazenda das Palmas, razão pela qual os seus descendentes ficaram conhecidos pelo sobrenome Palma, sendo que alguns até o adotaram judicialmente.

FAZENDA DAS PALMAS

      A FAZENDA DAS PALMAS tinha em torno de 120.000.000 m², na época em que pertencia a Antonio da Silva Mattos (Tonico das Palmas) e Maria Antonia de Jesus (Mariazinha). Na época do inventário de Tonico das Palmas (1912), a fazenda foi dividida entre os dois filhos do casal: Inácio da Silva Mattos e Cândida Maria da Silva Mattos. A Fazenda se localizava em São Joaquim, na região do Bentinho.
        A sede da parte que ficou destinada a Inácio Palma era chamada FAZENDA DO ALECRIM, e a de Cândida chamava-se MONTE ALEGRE. A parte da fazenda que coube a Inácio media 64.680.000 m2, e ficava a 16 km da cidade de São Joaquim. Sua sede ficava às margens do rio Antonina, razão pela qual foi chamada também “Fazenda Antonina”, pelas gerações mais recentes.

      Abaixo segue um texto escrito por um descendente da Família Da Silva Mattos, Durval da Silva Mattos, que complementa um pouco da história da Fazenda.

    “A origem do nome “Palmas” veio da “Fazenda das Palmas” de propriedade de Manoel Zeferino de Mattos. Manoel Zeferino de Mattos era casado com Dona Ana da Silva, de cujo matrimônio houve sete filhos, todos varões: José, Antonio, Francisco, Estácio, Joaquim, João e Manoel. Este último, era mentecapto e por este motivo, acabou assassinando o próprio pai, com uma punhalada no coração, em represália a um castigo aplicado pelo mesmo.
     José (o filho mais velho) era geralmente conhecido por “Juca Zeferino” e usava assinar-se: Jose Zeferino de Mattos; os outros foram todos apelidados por “Palmas” devido a fazenda: “FAZENDA DAS PALMAS”. Assim chamavam-lhes: Antonio das Palmas, ou (Antonico das Palmas, como era mais conhecido;) Francisco das Palmas, Joaquim das Palmas etc. O velho fazendeiro, sempre foi conhecido por “Manoel Zeferino”, nunca lhe deram o apelido de “Palmas”, o povo reservou isto a seus filhos para melhor destacar das outras pessoas, porque, quando se referiam a Francisco, diziam logo – Francisco das Palmas; quando a Joaquim: Joaquim das Palmas e assim sucessivamente.
     Desta família o único que sabia ler e escrever era Joaquim, porque, quando garoto foi para a Cidade do Desterro (hoje Florianópolis), empregando-se na Casa Comercial de um Francês (cujo nome ignoramos), o qual matriculou-o em uma escola onde conseguiu aprender a ler e escrever regularmente, e recebeu também algumas noções de Francês, ensinadas pelo seu patrão. Joaquim depois de moço voltou para a Fazenda, mas, onde não ficou por muito tempo. Vivia em negócio ambulante, mascateando, principalmente com jóias. Casando-se em Imaruí, com D. Theodora Alves da Silva, filha do abastado Comerciante Cel. José Alves da Silva, veio a fixar residência na Fazenda, pois sua mãe já neste tempo se achava viúva e os outros filhos já se haviam casado. Estabeleceu-se então com casa Comercial e dirigia a Fazenda. Como todos seus irmãos, assinava-se Joaquim da Silva Mattos, mas, era geralmente conhecido por Joaquim das Palmas.
     Como Comerciante o nome de Palmas era muito popular, tomou a resolução de adotar a assinatura de Joaquim das Palmas da Silva Mattos. Nenhum outro irmão usou a palavra “Palmas” na sua assinatura, portanto, foi Joaquim o “PRIMEIRO E ÚNICO PALMAS” da família de Manoel Zeferino de Mattos. Os filhos de Joaquim, tantos  homens, como as mulheres, também não seguiram a tradição, não usaram a palavra “Palmas” em suas assinaturas, não obstante serem todos conhecidos por Palmas: Genovêncio Palmas, Juvenal Palmas, Enéas Palmas. No entanto, alguns descendentes seguiram a tradição, como, por exemplo, os filhos de Durval: Valmarino Matos Palmas e Aires Matos Palmas.

     Um galho Genealógico originou uma outra família “Palmas”, a de Inácio, sobrinho de Joaquim e filho de Antonio da Silva Mattos. Como acima ficou dito: Antonio nunca usou a palavra “Palmas” em sua assinatura, porém, era geralmente conhecido por Tonico das Palmas. Por isso, seu filho Inácio era também conhecido por “Inácio Palma”. Porém, sua assinatura sempre permaneceu: Inácio da Silva Mattos.”


Planta da Fazenda das Palmas, 1936.

Mapa do Município de São Joaquim, onde constam os nomes das fazendas da região, entre elas a Fazenda do Alecrim, que era sede da Fazenda que pertencia a Tonico das Palmas e foi herança de seu filho Inácio.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Filhos de Zeferino da Silva Mattos - Continuação dos estudos da Família da Silva Mattos



       Dos oito filhos de José da Silva Mattos e de Maria Antonia da Encarnação, o quinto é Zeferino da Silva Matos (ou Zeferino José da Silva Mattos) (1776 – 25.05.1861[i]), que se casou em primeiras núpcias com Ana Maria de Jesus (Cardoso de Aguiar) (1775 – 1819).
       Depois de ficar viúvo de Ana Maria de Jesus (Cardoso de Aguiar)[ii], Zeferino se casou, em segundas núpcias com Ludovina Antonia de Jesus (ou Ludovina Mattos) (falec. 25.05.1861), filha de Manoel Nunes Martins (natural da Freguesia de Sant'Anna) e de Anna Maria Joaquina (natural da Ilha de Santa Catarina (Florianópolis)[iii].

Filhos de ZEFERINO DA SILVA MATTOS e de ANA MARIA DE JESUS (CARDOSO DE AGUIAR)iii,i:

1. JOÃO DA SILVA MATTOS ou JOÃO ZEFERINO DE MATTOS (nasc. em Laguna-SC, falec. 26.04.1843[iv]), c.c. Ana Joaquina Cardoso (ou da Conceição) (falec. 1881[v]), filha de José Antonio Cardoso e Joaquina Maria (fls. 212, livro Matrimônios 1804/1822). Casamento em 20.05.1820 na Matriz de Santo Antônio Dos Anjos de Laguna-SC.
            João da Silva Mattos também era conhecido “João Zeferino de Mattos”. Foi um dos primeiros tropeiros a atingir pela Serra do Imaruí os campos de Lages, tornando-se, mais tarde, proprietário da FAZENDA DAS PALMAS, onde foi morar.
            Morreu aos 44 anos, assassinado pelo próprio filho, Manoel da Silva Mattos, deficiente mental, condenado às galés perpétuas, no ano de 1843.

Nota: Na próxima postagem colocaremos os filhos de João da Silva Mattos e de Ana Joaquina Cardoso. 

2. JOSÉ DA SILVA MATTOS (nasc. em torno de 1802, Laguna-SC).

3. MARIA ROSÁLIA DE JESUS (ou Rosaria) (nasc. 25.01.1804, bat. 05.02.1804, Laguna-SC), c.c. José Joaquim da Rosa, filho de Joaquim José da Rosa e Sabina Gomes da Conceição. Casamento: 26.11.1827.

4. JOAQUINA RITA DA CONCEIÇÃO (nasc. em Laguna-SC, bat. 26.05.1806, Laguna-SC), c.c. Antônio Paz de Faria Neto, filho de Manoel Paz de Farias e Joaquina de Jesus. Casamento: 29.11.1829.

5. ZEFERINO DA SILVA MATTOS FILHO (nasc. 08.05.1808, Laguna-SC, bat. 08.05.1808 (Livro de Batizados 1804/1808, fls. 147/147v), falec. 24.04.1837, com 29 anos, sepultado na Matriz de Santo Antonio dos Anjos de Laguna-SC (Nº 3, Livro 1, de Óbitos 1837/1864 de Tubarão)).
            Zeferino da Silva Mattos Filho casou-se em 03.06.1826, na Matriz de Santo Antônio Dos Anjos de Laguna-SC, com Ana Maria de Jesus (nasc. Freguesia do Ribeirão do Camarão/Desterro), filha de Silvestre dos Santos Botelho e Caetana Maria de Jesus.

6. MANOEL DA SILVA MATTOS (nasc. 03.12.1809, bat. 17.12.1809, Matriz de Santo Antonio dos Anjos da Villa de Laguna - SC (Livro batismos 1809/1814).

7. RITTA MARIA DA CONCEIÇÃO (ou de Jesus) (nasc. 28.08.1811, Laguna-SC, bat. 08.09.1811, Matriz de Santo Antônio dos Anjos de Laguna-SC), c.c. Francisco de Medeiros, filho de Manoel José de Medeiros e Maria Antonia. Casamento em 23.11.1830.

8. ANA JOAQUINA DE JESUS (nasc. por volta de 1815, Laguna-SC), c.c. Manoel José Cardoso, filho de Francisco Cardoso e Francisca de Jesus (livro Matrimônios 1834/1848,fls.05). Casamento: 08.02.1836, em Imaruí-SC.

ZEFERINO JOSÉ DA SILVA MATTOS e LUDOVINA ANTONIA DE JESUS tiveram os filhos i,iii:

   1.      JOAQUIM JOSÉ DA SILVA MATTOS (ou Joaquim Zeferino da Silva Mattos) (nasc. 02.08.1816, Laguna-SC, c.c. Maria Joanna de Jesus (ou Maria Joanna da Conceição ou Maria Joanna do Nascimento), filha de Silvano José Vieira e de Joanna Maria de Jesus (fls.50v, livro Matrimônios 1834/1848). Casamento: 11.06.1842, em Imaruí-SC.

   2.      THOMÁS DA SILVA MATTOS (nasc. 16.07.1817, Laguna-SC).

   3.      CLARINDA MARIA DOS ANJOS (nasc. 1819, Laguna-SC, falec. 26.03.1889, Imaruí-SC (livro Óbitos 1884/1890)), c.c. Policarpo dos Santos da Silva, filho de Silvestre dos Santos da Silva e Firmina Antonia de Jesus (fls.47v, livro Matrimônios 1834/1848). Casamento: 31.10.1841, em Imaruí-SC.

   4.      MANUEL DA SILVA MATTOS (nasc. 1823, falec. 28.07.1823, Laguna-SC, com 6 meses).

   5.      THOMASIA (nasc. 19.07.1824, bat. 29.08.1824, Laguna-SC) (fls.17v, livro Batismos 1824/1827 Laguna). Faleceu em 05.08.1825, em Laguna-SC, com pouco menos de 1 ano.

  6.      MARIA (nasc. 25.08.1825, Laguna-SC, bat. 14.09.1825, Laguna-SC (89v, livro Batismos 1824/1827).

  7.      MARIANNA ROSA DA SILVA (ou DE JESUS) (nasc. 08.01.1827, bat. 04.02.1827 em Laguna-SC (Batismos 1824/1827)), c.c. Francisco Manuel da Costa Junior, filho do Capitão Francisco Manoel da Costa e de Marianna Francisca Coelho (fls.94v, livro Matrimônios 1834/1848). Casamento: 17.02.1848 em Imaruí-SC.

  8.      THOMÁSIA (nasc. 12.03.1828, bat. 17.05.1828, Laguna-SC) (livro Batismos 1828/1830). Faleceu com 3 meses, em 25.06.1828.

  9.      BELIZARIA DA SILVA MATTOS (nasc. 17.05.1830, bat. 28.08.1830, Laguna-SC), c.c. Firmo Pereira Gomes.

  10.  ESTÁCIO BORGES DA SILVA MATTOS ou ESTACIO DA SILVA MATTOS (nasc. 18.12.1831, bat. 22.01.1832, Laguna-SC (fls.191, livro Batismos 1830/1833)). Estácio casou-se com Maria Benta Rodrigues Nunes (depois de casada: Maria Benta Rodrigues de Mattos) (nasc.1846), filha de Fermino Rodrigues Nunes e de Felicidade Maria de Saldanha (filha de João Sênior e Maria Benta).
Domicílio: Curitibanos.
Estácio foi assassinado com um tiro na cabeça em 1891, em Curitibanos.

   11.  MANOEL DA SILVA MATTOS ou MANOEL ZEFERINO DE MATTOS (nasc. 12.05.1834, bat. 14.06.1834, em Laguna-SC) (livro Batismos 1833/1834).

   12.  LEONIDA MARIA DE JESUS ou LEONIDA ROSA ou LEONÍDIA MARIA DA SILVA (nasc. em Laguna-SC), c.c. Francisco de Souza Nunes (nasc. Vila Nova de Santa Anna), filho de Antonio de Souza Nunes e Francisca Rosa de Jesus. Casamento: 09.07.1842, em Imaruí-SC  (fls.51v, livro Matrimônios 1834/1848).

  13.  FORTUNATA MARIA DE JESUS ou FORTUNATA MARIA DOS PASSOS (nasc. Laguna-SC), c.c. Theodozio de Souza Botelho Junior (nasc. Enseada do Brito-SC), filho de Theodozio de Souza Botelho e Marcelina Rosa de Jesus. Casamento: 07.01.1846 em Imaruí-SC (fls.79, livro Matrimônios 1834/1848).

   14.  JOSÉ ZEFERINO DA SILVA MATTOS ou JOSÉ DA SILVA MATTOS, c.c. Maria Policena de Jesus, filha de Feliciano José da Veiga e Policena Maria de Jesus. Casamento: 07.01.1849, em Imaruí-SC (livro Matrimônios 1848/1857 São João Batista/Imaruí).



Filhos de Zeferino da Silva Mattos.


     Agradecemos em especial a Glacy Weber Ruiz e Rogério de Palma Lima, que tanto contribuem com dados e documentos sobre a Família da Silva Mattos.

Referências

[i] Inventário de Zeferino da Silva Mattos, 1861. Arquivo pessoal de Ismênia Ribeiro Schneider.
[ii] LIMA, Rogério de Palma. Dados de Zeferino José da Silva Mattos inseridos no Genoom.
[iii] RUIZ, Glacy Weber. Zeferino José da Silva Mattos. Disponível em: http://www.familiasilvamattos.com.br/zeferino_j_silva_mattos.html.
[iv] Inventário de João da Silva Mattos, 1843. Arquivo pessoal de Ismênia Ribeiro Schneider.
[v] Inventário de Ana Joaquina Cardoso, 1881.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Família da Silva Mattos – Ancestral da Família Palma





        Como mencionado anteriormente neste blog, a Família “PALMA” de São Joaquim tem como principal representante o casal: Inácio da Silva Mattos e Ismenia Pereira Machado, conhecidos por INÁCIO PALMA e ISMÊNIA PALMA, em função da fazenda da qual eram proprietários: a Fazenda das Palmas, na região do Bentinho, em São Joaquim. Duas famílias são ancestrais de Inácio: a DA SILVA MATTOS e a PALHANO PRESTES. Outras duas o são de Ismênia: a Família PEREIRA DE MEDEIROS e a Família MACHADO.
        Iniciamos nossos estudos sobre a Família Palma neste blog a partir da família Palhano Prestes, uma das formadoras da de Inácio Palma. Agora, seguimos nosso estudo com a outra família que deu origem a de Inácio, que é a Família Da Silva Mattos. O ancestral mais antigo deste ramo de que temos informações é ANTONIO MATOS GOULART (falec. 13.11.1730, Freguesia de São Mateus, Madalena, Ilha do Pico, Açores, Portugal), que se casou com MARIA ALVES (fal. 22.02.1730, Ilha do Pico)i.
       O casal teve o filho JOSÉ SILVA (nasc. 28.12.1693, Ilha do Pico, Açores, Portugali), que se casou em 23.01.1724 com DOMINGAS GOULART (nasc. 01.07.1703, na Ilha do Pico, Açores)[i]. Domingas era filha de Manuel Goulart (falec. 16.06.1741, Ilha do Pico) e de Ines Vieira (falec. 26.02.1706, Ilha do Pico)i. José Silva veio para o Brasil, presume-se, na primeira metade do século dezessete, no seu início. Foi inventariado no Cartório da Provedoria de Porto Alegre, em 1819 (feito 1022, estante 5, maço 54).

Filhos de José Silva e de Domingas Goulart[i]:

1. Maria (nasc. 06.10.1726, Ilha do Pico);
2. Rosa (nasc. 30.09.1729, Ilha do Pico);
3. Manoel Goulart da Silva (nasc. 02.09.1732, Ilha do Pico), c.c. Maria Antonia do Espírito Santo;
4. José da Silva Mattos (nasc. 05.05.1735, Ilha do Pico, Açores), casou na Freguesia de São José da Terra Firme (SC, Brasil) com Marianna Antonia da Encarnação (falec. 07.06.1825 (fls 98/98v), Laguna-SC);
5. Antonio da Silva Mattos (nasc. 02.02.1738, Ilha do Pico, Açores);
6. Francisco da Silva Mattos (nasc. 13.03.1741, Ilha do Pico, Açores).

      A família MATTOS, originária, pois, da Ilha do Pico, Açores, Portugal, teve seu primeiro domicílio no Brasil na Freguesia de São José - Província de SC. O berço da família Mattos que depois se radicou em São Joaquim, foi a cidade de Santo Antonio dos Anjos da Laguna.
Dos filhos de José Silva e de Domingas Goulart, o descendente que dará origem ao ramo da Família Palma em São Joaquim é José da Silva Mattos (nasc. 05.05.1735), que se casou com Marianna Antonia da Encarnação.

Filhos de José da Silva Mattos e de Marianna Antonia:

4.1 - JOSÉ DA SILVA MATTOS FILHO, (nasc. São José), c.c. Ignez Rosa de Jesus, filha de Antonio José de Santa Anna e de Joaquina de Jesus[ii].
Casamento: 07.02.1790 (Fl. 48v), Laguna.
Tiveram 07 filhos, todos nascidos em Laguna, exceto 01 que nasceu em Viamão, RS.

4.2 - JOANA ANTONIA (nasc. São José), c. c. Leandro José Duarte – em Laguna em 07.01.1801, filho de Manoel Duarte Vieira e Marcelina de Siqueira (nasc. São Francisco)
Tiveram 03 filhos.

4.3- MARIA ANTONIA DA SILVA, nasceu em São José, casou em Laguna com Luis José de Santa Ana, filho de Antônio José de Santa Ana.

4.4- ANA MARIA DE JESUS, (nasc. São José), c. c. Manuel de Araújo Borges, filho de André de Araújo Borges.
Casamento em Laguna, 25.04.1807.

4.5- ZEFERINO JOSÉ DA SILVA MATTOS (nasc. 1776[iii], Laguna – falec. 25.05.1861), c. c.
Em 1as núpcias: Ana Maria de Jesus (Cardoso de Aguiar), filha de Matheus Cardoso de Aguiar (nasc. em Santo Antônio do Porto do Judeu, Ilha Terceira, Açores, Portugal – falec. 10.09.1819 em Laguna – SCi) e de Rita Marianna.
Casamento de Zeferino e Ana Maria: 29.11.1797, Laguna[iv].
Em 2as núpcias: Ludovina Mattos (livro de Laguna, p.38)
Nota: Na próxima matéria do blog aparecerá a listagem dos filhos de Zeferino José da Silva Mattos.

4.6- CAETANA ROSA DE JESUS (nasc. Laguna), c. c. Fidelis Antonio dos Santos (viúvo de Ana Joaquina), filho de Antonio dos Santos Maria e Catarina Rosa de Jesus (ambos da Ilha de SC)
Nº de filhos: 06.

4.7- FRANCISCO DA SILVA MATTOS (nasc. Laguna), c. c. Florinda Maria, filha de Antonio Pais de Faria.
Moravam em Tubarão em 1813.
Nº de filhos: 04.

4.8- JOAQUIM DA SILVA MATTOS (nasc. Laguna), c. c. Eufiásia Maria, filha de Bernardo da Mota.
O casal morava em Tubarão em 1813.
Nº de filhos: 04

            Dos oito filhos de José da Silva Mattos e Maria Antonia da Encarnação, o quinto, ZEFERINO DA SILVA MATOS, casado em primeiras núpcias com ANA MARIA DE JESUS (CARDOSO DE AGUIAR), foi progenitor de um filho que se tornou o tronco da família MATTOS em São Joaquim.


 
Árvore genealógica da Família da Silva Mattos (clique em cima da imagem para ampliá-la).

Referências

[i] RUIZ, Glacy Weber. Família Silva Mattos. Disponível em: http://www.weber-ruiz.com/mattos/familia_mattos.html.
[ii] LIMA, Rogério de Palma. Matrimônio de José da Silva Mattos Filho e de Ignez Rosa de Jesus, 1790. Disponível em: http://docs.genoom.com/20120421011050_3489_19959341_19959341_6ffb395b-e1ea-47eb-9d62-b2d1cf6e6a12_.jpg.
[iii] LIMA, Rogério de Palma. Zeferino José da Silva Mattos. Disponível em: http://www.genoom.com/profile?id=19963573.  
[iv] CENI, Fabrício. Matrimônio de Zeferino José da Silva Mattos e Ana Maria de Jesus, 1797. Disponível em: http://docs.genoom.com/20110616013607_7362_19959341_19959341_a09513a1-8e4b-48b5-a3d0-8148c4e94883_.jpg (1ª parte) e http://docs.genoom.com/20110616014105_0018_19959341_19959341_f48eb7eb-7eb1-4f2d-9a30-a4cb01256627_.jpg (2ª parte).