quinta-feira, 2 de abril de 2015

Filhos de João da Silva Mattos (ou João Zeferino De Mattos) e de Ana Joaquina Cardoso - Continuação dos estudos da Família da Silva Mattos



       Para retomar os estudos da Família da Silva Mattos (uma das ancestrais da Família Palma), seguimos com a listagem dos filhos de João da Silva Mattos (ou João Zeferino de Mattos) (nasc. em Laguna-SC, falec. 26.04.1843), que se casou em 20.05.1820 (Laguna) com Ana Joaquina Cardoso (ou da Conceição) (falec. 1881).


Árvore genealógica da Família da Silva Mattos – tronco principal.





O casal João da Silva Mattos e Ana Joaquina Cardoso teve os seguintes filhos[i]:
           
1- JOSÉ ZEFERINO DE MATTOS (nasc. 1821 - 30.03.1913[ii]), c.c.
1as núpcias: Maria Thomázia de Souza (de Jesus) (1829 - 10.09.1877[iii]), filha de Thomas Antonio de Souza e de Apolônia Maria de Jesus (filha de “Donana”).
O casamento realizou-se em 1851, em Lages (SC)v.

2as núpcias: Maria José de Souza (nasc. 24.08.1858v, bat. 26.07.1860[iv], 26.12.1940v), filha de Alexandre Pereira de Souza e de Francisca Maria Gertrudes da Silva Ribeiro.
Casamento: 11 de dezembro de 1878, em Lages-SCv.



José Zeferino de Mattos (Imagem fornecida por Rogério de Palma Lima).


Maria José de Souza, 2ª esposa de José Zeferino de Mattos (Imagem fornecida por Rogério de Palma Lima).
 

Obs.: Os filhos de José Zeferino de Mattos serão listados na próxima matéria do blog.


2- MANOEL DA SILVA MATTOS (nasc. 1822).
Débil mental, assassinou o pai em 1843 e foi recolhido as Galés Perpétuas.

3- JOÃO ZEFERINO DE MATTOS (15.03.1826v – 24.04.1877v), c. c. Ana Joaquina da Luz, filha de José Joaquim da Luz e de Ignácia Maria Rodrigues.
Casamento: 20 de maio de 1859, Lages-SC[i].
Filhosv:
F1 – Maria da Silva Mattos (nasc. 28 de maio de 1861);

F2 – Manoel João da Silva Mattos (nasc. 4 de dezembro de 1862), c.c. Maria José de Sant'Annav;

F3 – Manuel da Silva Mattos (nasc. 4 de dezembro de 1862);
F4 – Theodora da Silva Mattos (nasc. 21 de agosto de 1864);

F5 – Thomaz da Silva Mattos (nasc. 17 de setembro de 1865);

F6 – Carolina Ana da Silva Mattos (1868 - 02/09/1907v), c.c.v
1as núpcias: Nascimento Bernardo da Silva.
2as núpcias: José Eusébio Ferreira.

F7 – Cândida Anna da Silva Mattos (nasc. 1869), c.c. Marcolino João Pereirav;

F8 – Thomázia Anna da Silva Mattos (1871 - 24/01/1931v), c.c. Inocêncio da Silva Ribeirov;

F 9 – Leopoldina da Silva Mattos (nasc. 1 de janeiro de 1871), c.c. Nascimento Manoel Bernardov;

F10 – Marcolina da Silva Mattos (nasc. 11 de fevereiro de 1875), c.c. Alexandre José de Souzav;

F11 – Carolina Joaquina da Luz (1876 - 02/09/1907v), c.c. José Eusébio Ferreira;

F12 – Prudência Anna da Luz (nasc. 1876).

4- FRANCISCO ZEFERINO DE MATTOS (nasc. 02.02.1828v), conhecido também como “Chico Palma”.
Guerrilheiro, morreu fuzilado em Lages na Revolução de 1893.

5- ANTONIO DA SILVA MATTOS (12.10.1830 – 15.06.1916), conhecido como “Tonico das Palmas”.
Casado com:
1ªs núpcias: Maria Antônia de Jesus, “Mariazinha” (1821 – 16.02.1888).
O casal “Tonico das Palmas” e “Mariazinha” é o ancestral direto da FAMÍLIA PALMA.
Filhos:
F1 - Ignácio da Silva Mattos (falec. 15.07.1935, com 77 anos), c. c. Ismênia Pereira Machado (falec. 16.09.1934, aos 76 anos);

F2 - Cândida Maria da Silva Mattos (nasc. 03.06.1856, bat. 19.10.1856, c. c. Manoel José Pereira (1846 - 1924).

2ªs núpcias de Antônio: Francisca Rosa de Arruda, “Chiquinha”, filha de Manoel Joaquim Pinto (fundador de São Joaquim) e de Joaquina Rosa de Jesus.
Casamento: 22 de abril de 1840.
Com Francisca, Tonico das Palmas não teve filhos.

Mais informações sobre o casal Antonio da Silva Mattos (Tonico das Palmas) e Maria Antônia de Jesus (Mariazinha), seus filhos e netos em:






6- JOAQUIM (DAS PALMAS) DA SILVA MATTOS SOBRINHO (nasc. 02/05/1831 - 25/10/1916v), c. c. Theodora Alves da Silva (de Laguna).
         Filho mais moço entre seis irmãos, Joaquim tinha dez anos quando o pai foi assassinado pelo mais velho, Manoel, deficiente mental. Tornou-se criador e político de renome, filiado ao Partido Liberal, depois Federalista, marcadamente de oposição ao Partido Conservador, mais tarde Republicano, agremiação do governo. Nos trabalhos de fundação, Joaquim das Palmas de Silva Mattos, distinguiu-se como responsável pelo arruamento da nova Freguesia, isto é, pelo traçado e abertura das ruas e logradouros públicosvi.
         A família, a princípio domiciliada na Fazenda das Palmas, transferiu-se, mais tarde, para o “Rincão da Rondinha”, onde adquiriu a “Fazenda da Mantiqueira”, próxima de Bom Jardim, onde Joaquim faleceu e foi sepultado.



Joaquim (das Palmas) da Silva Mattos Sobrinho (Imagem do acervo de Teófilo Mattos, gentilmente cedida pela filha, Elizabeth Mattos).


Filhos do casalv, [vii]:

F1 – Angelina da Silva Mattos (nasc. 5 de maio de 1860 - 10/06/1941), “Irmã Rosina”. Era costureira do convento das Irmãs da Divina Providência.
Residente no Colégio Coração de Jesus, Florianópolis.
Entrada na Congregação da Divina Providência: 25/9/1904; início do noviciado: 09/05/1905; primeiros votos: 23/10/1907; votos perpétuos: 12/01/1915. Sua função no provincialato era de costureira[viii].

F2 – Esmeraldina da Silva Mattos (nasc. 12 de maio de 1861).

F3 - Adautina da Silva Mattos (11/06/1862 - 18/12/1920v), c.c. João Araújo Góss.

F4 - Genovencio da Silva Mattos (04/08/1863 - 13/02/1960v), c. c.
1as núpcias: Camila Nunes de Souza Borges (nasc. 1871), filha de Joaquim Firmino Nunes (nasc. 1891) e de Maria Antunes de Souza.
2as núpcias: Izabel Antonia Godoy, filha de Joaquim Antonio Godoy e de Anna Cavalheiro do Amaral.

Genovêncio foi grande chefe liberal (um dos fundadores do Partido Liberal).


F5 - Juvenal da Silva Mattos, (02/01/1865 - 02/11/1951v), c. c. Marianna Martorano, filha de Domingos Martorano (natural de Casteluccio Baselicata, Itália) e de Filomena (Philomena) Beviláqua.

F6 - Honorata da Silva Mattos (nasc. 1866).
Solteira, falecida em avançada idade.

F7 - Eulália da Silva Mattos Cassão (nasc. 1867), c. c. Antônio José Martins Cassão (natural do Minho, Portugal).

F8 - Enéas da Silva Mattos (nasc. 01/09/1868v), c.c. Maria da Conceição Ribeiro (“Mariquinha”), filha de Manoel Bento Ribeiro (filho de João “Sênior” e Maria Benta) e de Felicidade Maria Rodrigues (filha de Manoel Bento Rodrigues Nunes e Felisbina Maria de Saldanha).
Enéas era comerciante e ruralista.

F9 – Maria da Silva Mattos (nasc. 19/05/1871v).

F10 – Adolpho da Silva Mattos (06/07/1875 - 13/02/1945v), c. c. Ivência Lima (ou Evência Passos Madruga Córdovav), filha de Plácido da Rosa Madruga e de Laura Demetilli Córdovav.
Casamento: 4 de maio de 1902, Lages – SC.
Artífice e músico, avô do contra-mestre da Banda de Música da Força Pública do Estado de SC, o Ten. Adolfo da S. Mattos Neto.

F11 – Alzira da Silva Mattos (06/08/1878 - 30/03/1904v), c.c. Antonio Ribeiro de Córdova.
Casamento: 26 de julho de 1903, em São Joaquim – SC.

F12 - Durval da Silva Mattos (25/02/1881 - 02/07/1971v), c.c. Joaquina Chaves Pereira.
Mestre de música, jornalista e tabelião em Araranguá – SCv.

F13 – Orlades da Silva Mattos (nasc. 01/06/1883v).



Referências




[i] Inventário sem Testamento de João Zeferino Da Silva Mattos, 1843.

[ii] Dado disponibilizado por Rogério Palma de Lima. Documento original do óbito de José Zeferino de Mattos, 1913. Disponível em: http://docs.genoom.com/20130529221852_3214_19959341_19959341_eb5e8f49-c4e3-406d-8b32-ba25d3a453de_.jpg

[iii] Dado disponibilizado por Rogério Palma de Lima. Documento original do óbito de Maria Thomazia de Souza, 1877. Disponível em: http://www.genoom.com/docs?f=1&pf=1&p=19973350&df=0&_filt=0


[iv] Documento original do batistério de Maria José de Souza, 1860, fornecido por Fabrício Ceni.
[v] Rogério Palma de Lima, dados inseridos no Genoom.

[vi] Dados retirados de um caderno manuscrito de Enedino Batista Ribeiro, acerca privado de Ismênia Ribeiro Schneider.

[vii] Dados do acervo privado de Ismênia Ribeiro Schneider.
[viii] Dados contidos em certidão emitida, a pedido de Ismênia Ribeiro Schneider, no dia 31 de outubro de 2002 e assinada pela Secretária Provincial Irmã Luzia Koch.








sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Homenagem a Arno Leopoldo Schneider (11.03.1931 – 29.01.2015)


Arno Leopoldo Schneider nasceu no dia 11 de março de 1931, na cidade de Santo Ângelo (RS). Cursou Odontologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, e era especialista em endodontia.  
Casou-se em 22 de julho de 1955 com Ismênia Ribeiro Schneider, com quem viveu por quase 60 anos. Faleceu em 29 de janeiro de 2015, em Florianópolis, deixando quatro filhos e quatro netos, além de muitas histórias para relembrar.
Como bem lembrou o Portal de notícias “Daqui”[i], com frequência, Sêo Arno era visto no bairro de Santo Antônio de Lisboa, caminhando de mãos dadas com sua esposa Ismênia, degustando um bom vinho ou ainda ouvindo uma boa música. Era impressionante ver sua amabilidade e vitalidade mesmo aos 83 anos de idade, sempre disposto a organizar as coisas da casa, participar dos eventos do Baiacu, acompanhar a esposa em eventos como o lançamento de seu livro, entre tantas outras ocasiões. Sempre será lembrado como um ótimo companheiro, marido, pai, avô e amigo, e um exemplo de como aproveitar a vida.
Sêo Arno era muito bem quisto entre familiares e amigos, sendo considerado pela esposa como o “seu fiel escudeiro”. Tal apreço era observado nos mais distintos momentos do cotidiano e tornou-se bastante evidente com as homenagens após o seu falecimento. Ainda em seu velório, Sêo Arno foi homenageado com música, assim como na cerimônia em que suas cinzas foram lançadas ao mar. Além disso, belas palavras foram proferidas em sua lembrança, como no texto de Ci Ribeiro, referindo-se a cerimônia de despedida de Arno Leopoldo Schneider:

Todos nós, de uma maneira ou outra, buscamos se possível enganar a morte, pois no geral não sabemos tratar esta etapa de nossas vidas, apesar da certeza da morte física para todos. Porem foi confortante ter participado ontem com vocês e amigos do ato de despedida da desencarnação do sêo Arno. Saí da celebração com orgulho de ter participado de um contraponto ao sentimento de perda e morte do querido sêo Arno.
Hoje, 30 de janeiro de 2015, amanheceu e segue nublado e chuvoso, como que num simbólico pranto pela nossa perda da companhia física dele entre nós. Mas prefiro ver esta chuva muito mais como água de apoio à germinação do que plantamos e estar por vir.
A acolhida e serenidade de vocês, as falas de carinho e apreço, de amigos e parentes, num misto de orações, recordações e músicas, serviu para comemorar o exemplo de vida do sêo Arno. Aquela celebração deu alento à perda ao enaltecer as virtudes do Arno cidadão, companheiro, irmão, esposo, pai, tio e avô, amante da cultura, de um bom vinho, das gentes e especial da Ismênia.
Poucos entre nós iremos merecer tal celebração e acolhida num momento tão delicado para os que ficam, cheio de eternas incertezas espirituais e materiais sobre o sentido e objetivo de nossas vidas.
A celebração, os sentimentos-compromissos expressos e o legado que nos deixa sêo Arno e vocês, com certeza ira se somar aos esteios de nossos sonhos e esperanças fraternas, por uma nova sociedade.
Como aprendiz da vida e da morte de companheiros, sem qualquer conotação religiosa à priori, acredito na possibilidade de um elo espiritual eterno, junto a nós, daqueles que nos foram caros e virtuosos. Acredito que os que positivamente fizeram a diferença em nossas vidas privadas e coletivas, lembrados e celebrados com esta virtude, nunca morrerão em nossas vidas, mas servirão de apoios aos nossos sonhos e esperanças.
Vida eterna para as virtudes do companheiro Arno, seu testemunho de vida em nossas vidas!!!
Abraços fraternos para todos vocês, em especial para a querida Ismênia.
Ci Ribeiro

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Dados genealógicos de Arno Leopoldo Schneider

            Arno Leopoldo Schneider era:

- Filho de João Miguel Schneider (nasc. 1901) e de Amanda Lucia Wiegert Schneider (nasc. 1910).

- Neto de Johann Schneider (nasc. 24.06.1868 – 18.07.1952) e de Elisabeta Flach (nasc. 25.03.1870 – 13.05.1942).

- Bisneto de Mathias Schneider (nasc. 1844, natural de Theley – falec. 17.11.1910) e de Catarina Zimmer (nasc. 01.07.1844, natural de Theley – falec. 11.08.1929).
Filhos do casal: Johann (casou-se com Elisabeta Flach), Pedro, Mathias, Regina, Ana Maria, Helena, Suzana, Catarina e Maria.

- Trineto de Mathias Schneider (nasc. 30.07.1818, natural de Theley) e de Ana Maria Scherer (nasc. 1823). Mathias exercia a profissão de ferreiro.
Mathias e Ana Maria saíram da Alemanha em 14 de abril de 1846 e chegaram ao Brasil, em Porto Alegre, em 21 de setembro de 1846, já com dois filhos: Maria, com 4 anos, e Mathias, com 2 anos. Além disso, sabe-se que tiveram pelo menos mais uma filha, Bárbara (13.01.1842 – 13.01.1842).

- Tetraneto de Peter Schneider (nasc. 11.05.1783, natural de Theley – falec. 21.01.1841) e de Barbara Backes (nasc. 24.01.1793, natural de Hasborn-Ottweiler). Peter também exercia a profissão de ferreiro.
Filhos do casal: Mtahias, Peter, Nikolaus, Johann Adam, Magdalena, Johann, Barbara, Michel, Margareth e Friedrich Wilhelm.
Dos filhos de Peter e Barbara Backes Schneider emigraram para o Brasil o Mathias em abril de 1846, a Barbara em abril de 1857 e o Michel em 1872 (segundo fonte considerada mais fidedigna. Outra fonte informa que teria sido em 1857).

- Pentaneto de Sebastian Schneider (nasc. 03.02.1755, natural de Selbach – falec. 21.05.1831) e de Catharina Holtzer (Holzer) (nasc. 06.02.1764, natural de Theley – falec. 06.02.1764). Sebastian era agricultor.
Filhos do casal: Peter, Maria, Magdalena, Katharina, Gertrud, Joahanna, Barbara e Johann.

- Sexaneto de Johann Nikolaus Schneider (03.06.1721 – 08.06.1789) e de Johanna Wilhelm (24.02.1719 – 04.01.1777), naturais de Selbach.
Filhos do casal: Michale, Anna Barbara, Maria, Catharina, Johannes, Sebastian, Anna e Elisabeth.

- Heptaneto de Johannes Sebastian Schneider (nasc. 09.10.1693, natural de Selbach – falec. 25.07.1742) e de Ana Gehren (nasc. 08.03.1700, natural de Gorinesweiller – falec. 01.08.1763).
Filhos do casal: Johann Nikolaus, Michael, Catharina, Anna Margaretha, Johannes, Nicolaus, Anna Maria, Eva, Johann Peter, Anna, Johann Adam.

- Octaneto de Johannes Peter Schneider e de Barbara Emmerich (falec. 14.04.1751), filha de adam e Johanna Emmerich.
Johannes e Barbara viviam em Selbach, Alemanha. Ambos são anteriores a 1692 e provavelmente nascidos por volta de 1670, pois a primeira filha, Anna Margaretha, nasceu em 1692.
Filhos de Johannes e de Barbara: Anna Margaretha, Johannes Sebastian, Cathtarina e Hans Leonhard.


Referências

Genealogia da Família Schneider: desde 1650, os passos de uma família desbravadora. Jornal Encontro da Família Schneider. São Vendelino, RS, p. 5.





[i] DAQUI, Portal de notícias. ‘Rancho de Amor à Ilha’ para Arno Schneider. 29 jan. 2015. Disponível em: http://daquinarede.com.br/2015/01/rancho-de-amor-a-ilha-para-arno-schneider/. Acesso em: 20 fev. 2015.



Genealogia da Família Schneider, Jornal Encontro da Família Schneider.
João Miguel Schneider e Amanda Lucia Wiegert Schneider, pais de Arno Leopoldo Schneider.

Primeira Comunhão de Arno.

Os primos Romilda, Rudi, Ivo, Arno e Alice. 

Arno Leopoldo Schneider.
Casamento de Arno Leopoldo Schneider e Ismênia Ribeiro Schneider, 1955.

Bodas de ouro de Arno e Ismênia. Da esquerda para a direita: Eliúde, Guilherme, Simone, Arno, Sarah, Ismênia, Felipe, André, Jorge, Míriam, Manolo, Daniela e Nelson.

O casal Arno e Ismênia com os filhos Daniela, Míriam, Simone e Guilherme.

Arno e Ismênia com os netos: André, Carina, Felipe, Jorge e Sarah (neta enteada).

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Fazenda das Palmas

      Enquanto preparamos a próxima postagem do Blog sobre os filhos de João da Silva Mattos e de Ana Joaquina Cardoso, aproveitamos para colocar uma matéria sobre a FAZENDA DAS PALMAS. A Família Da Silva Mattos foi a primeira família (de que temos notícia) que viveu na Fazenda das Palmas, razão pela qual os seus descendentes ficaram conhecidos pelo sobrenome Palma, sendo que alguns até o adotaram judicialmente.

FAZENDA DAS PALMAS

      A FAZENDA DAS PALMAS tinha em torno de 120.000.000 m², na época em que pertencia a Antonio da Silva Mattos (Tonico das Palmas) e Maria Antonia de Jesus (Mariazinha). Na época do inventário de Tonico das Palmas (1912), a fazenda foi dividida entre os dois filhos do casal: Inácio da Silva Mattos e Cândida Maria da Silva Mattos. A Fazenda se localizava em São Joaquim, na região do Bentinho.
        A sede da parte que ficou destinada a Inácio Palma era chamada FAZENDA DO ALECRIM, e a de Cândida chamava-se MONTE ALEGRE. A parte da fazenda que coube a Inácio media 64.680.000 m2, e ficava a 16 km da cidade de São Joaquim. Sua sede ficava às margens do rio Antonina, razão pela qual foi chamada também “Fazenda Antonina”, pelas gerações mais recentes.

      Abaixo segue um texto escrito por um descendente da Família Da Silva Mattos, Durval da Silva Mattos, que complementa um pouco da história da Fazenda.

    “A origem do nome “Palmas” veio da “Fazenda das Palmas” de propriedade de Manoel Zeferino de Mattos. Manoel Zeferino de Mattos era casado com Dona Ana da Silva, de cujo matrimônio houve sete filhos, todos varões: José, Antonio, Francisco, Estácio, Joaquim, João e Manoel. Este último, era mentecapto e por este motivo, acabou assassinando o próprio pai, com uma punhalada no coração, em represália a um castigo aplicado pelo mesmo.
     José (o filho mais velho) era geralmente conhecido por “Juca Zeferino” e usava assinar-se: Jose Zeferino de Mattos; os outros foram todos apelidados por “Palmas” devido a fazenda: “FAZENDA DAS PALMAS”. Assim chamavam-lhes: Antonio das Palmas, ou (Antonico das Palmas, como era mais conhecido;) Francisco das Palmas, Joaquim das Palmas etc. O velho fazendeiro, sempre foi conhecido por “Manoel Zeferino”, nunca lhe deram o apelido de “Palmas”, o povo reservou isto a seus filhos para melhor destacar das outras pessoas, porque, quando se referiam a Francisco, diziam logo – Francisco das Palmas; quando a Joaquim: Joaquim das Palmas e assim sucessivamente.
     Desta família o único que sabia ler e escrever era Joaquim, porque, quando garoto foi para a Cidade do Desterro (hoje Florianópolis), empregando-se na Casa Comercial de um Francês (cujo nome ignoramos), o qual matriculou-o em uma escola onde conseguiu aprender a ler e escrever regularmente, e recebeu também algumas noções de Francês, ensinadas pelo seu patrão. Joaquim depois de moço voltou para a Fazenda, mas, onde não ficou por muito tempo. Vivia em negócio ambulante, mascateando, principalmente com jóias. Casando-se em Imaruí, com D. Theodora Alves da Silva, filha do abastado Comerciante Cel. José Alves da Silva, veio a fixar residência na Fazenda, pois sua mãe já neste tempo se achava viúva e os outros filhos já se haviam casado. Estabeleceu-se então com casa Comercial e dirigia a Fazenda. Como todos seus irmãos, assinava-se Joaquim da Silva Mattos, mas, era geralmente conhecido por Joaquim das Palmas.
     Como Comerciante o nome de Palmas era muito popular, tomou a resolução de adotar a assinatura de Joaquim das Palmas da Silva Mattos. Nenhum outro irmão usou a palavra “Palmas” na sua assinatura, portanto, foi Joaquim o “PRIMEIRO E ÚNICO PALMAS” da família de Manoel Zeferino de Mattos. Os filhos de Joaquim, tantos  homens, como as mulheres, também não seguiram a tradição, não usaram a palavra “Palmas” em suas assinaturas, não obstante serem todos conhecidos por Palmas: Genovêncio Palmas, Juvenal Palmas, Enéas Palmas. No entanto, alguns descendentes seguiram a tradição, como, por exemplo, os filhos de Durval: Valmarino Matos Palmas e Aires Matos Palmas.

     Um galho Genealógico originou uma outra família “Palmas”, a de Inácio, sobrinho de Joaquim e filho de Antonio da Silva Mattos. Como acima ficou dito: Antonio nunca usou a palavra “Palmas” em sua assinatura, porém, era geralmente conhecido por Tonico das Palmas. Por isso, seu filho Inácio era também conhecido por “Inácio Palma”. Porém, sua assinatura sempre permaneceu: Inácio da Silva Mattos.”


Planta da Fazenda das Palmas, 1936.

Mapa do Município de São Joaquim, onde constam os nomes das fazendas da região, entre elas a Fazenda do Alecrim, que era sede da Fazenda que pertencia a Tonico das Palmas e foi herança de seu filho Inácio.