segunda-feira, 26 de março de 2018

Rua Thassilo Neves Bleyer


 Ismênia Ribeiro Schneider
Cristiane Budde

Ainda na cidade de São Joaquim, destacamos a Rua Thassilo Neves Bleyer (ou Tacilio ou Tacilo). Ela homenageia mais um personagem importante do município, que foi farmacêutico em São Joaquim e Urubici, e participante ativo da política joaquinense.
Thassilo também possuía, segundo a descendente Sônia Maria Aguiar, um sítio em Urubici, que a família frequentava nas férias.
Teve 10 filhos, dos quais, 7 foram educadores em São Joaquim. Mais abaixo apresentaremos a listagem dos filhos.

Thassilo Neves Bleyer era filho de George Clarck Bleyer (ou Georg Carl Adolf Bleyer ou ainda, Jorge Carlos Adolpho Bleyer) e Adelaide Neves Bleyer.
Adelaide era filha do Coronel João Augusto Xavier Neves e de Rosalina Pereira de Macedo Neves, naturais de Lages[i]. O Coronel João era conhecido por “Joca Neves”, que dá nome a uma das Praças de Lages.
Georg Carl Adolf Bleyer era médico, higienista e naturalista, “desempenhou papel crucial na instituição da saúde pública em Santa Catarina, e foi um dos pioneiros da medicina tropical, da antropologia e da arqueologia no Brasil” (Costa, 2003[ii]). Georg nasceu na Alemanha, em Hannover, a 21 de janeiro de 1867, filho de Friedrich Karl Cristoph Caspar Bleyer (1835), alemão de Linden, e Carolyn Amalie Clarke (1836), nascida em Manchester (Inglaterra)” (Costa, 2003, p. 272).
        Costa (2003, p. 273-274) ainda descreve que “Bleyer cursou medicina em Londres, no University College, onde recebeu o título de doutor em 15 de outubro de 1891. [...] ganhou de presente de formatura uma viagem à Índia e à América do Sul. [...] Ao visitar um doente em estado grave em Lajes (SC), conheceu Adelaide Augusta Neves, e com ela se casou em 1898. Apesar de não ser formada em enfermagem, tornou-se sua auxiliar onde quer que fosse chamado, pouco importando os desconfortos das mudanças ou os solavancos das estradas precárias. O casal residiu em diversos municípios e, por esse motivo, seus 11 filhos nasceram em diferentes localidades”.
            O matrimônio de Georg Clark Adolph Bleyer e Adelaide Augusta Neves foi registrado em Lages, em 21/05/1898[iii].
             
Filhos de Georg Bleyer e Adelaide Neves[iv] (nas certidões de óbito, constam apenas 10 filhos, não 11 como cita Costa, 2003):
-        -  Silvio Neves Bleyer;
-        -  Tacilo (Thassilo) Neves Bleyer;
-          - Hilário Neves Bleyer;
-          - Afonso Neves Bleyer;
-          - Aloisio Neves Bleyer;
-          - Ademar Neves Bleyer;
-          - Ondina Neves Bleyer;
-          - Carmen Bleyer Ramos. C.c. Jaui Camargo Ramos;
-          - Carolina Bleyer Waltrick, c.c. Leopoldo de Oliveir Waltrick;
-          - Angélica Bleyer de Meira Lima, viúva do major Joathan de Meira Lima.

Nota: Segundo informações de Enedino Batista Ribeiro (1999)[v], Hilário Bleyer era farmacêutico prático em São Joaquim (SC).

Thassilo Neves Bleyer casou-se com Philomena Mattos Bleyer (nasc. 15/12/1903), filha de Juvenal da Silva Mattos (02/01/1865 - 02/11/1951) e Marianna Martorano (11/08/1876 - 29/04/1927). O matrimônio ocorreu na residência de Juvenal da Silva Mattos, em São Joaquim, em 24/04/1925[vi].


Figura 1 - Assinaturas na certidão de matrimônio de Thassilo Neves Bleyer e Philomena Mattos.

Filhos de Thassilo e Philomena (dados fornecidos por Viviani Bleyer Remor):
- Milton Bleyer,
- Maria Mafalda Bleyer Aguiar,
- Hamilton Jader Bleyer,
- Maria Marlene Bleyer Remor,
- Adelaide Bleyer Zanette,
- Marilene Mariana Bleyer de Faria,
- Newton Bleyer,
- Tânia Mara Bleyer (gêmea de Vânia),
- Vânia Nara Bleyer (gêmea de Tânia).
- Iolanda Bleyer.


Figura 2 - Philomena Mattos. Foto disponibilizada por Elizabeth Mattos.

Milton Bleyer era educador, inspetor escolar e foi diretor de escola. Casado com Ismênia Palma Bleyer, filha de Prudente Cândido da Silva (25/03/1906 - 30/08/1977) e de Cândida Palma (09/06/1904 - 29/04/1953) (esta, filha de Inácio e Ismênia Palma).
Filhos:
- Jonathan George Bleyer (nasc. 10/10/1953[vii]),
- Mari Cândida Bleyer Rodrigues,
- Eliana Palma Bleyer.

Mafalda foi casada com José Aguiar (falecido).
Filhos:
- Saulo de Tarso Bleyer Aguiar
- Sônia Maria Aguiar[viii],
- Sandra Bleyer
- Solon Bleyer Aguiar,
- Suzi Meri Aguiar Almeida,
- Suzete Bleyer Aguiar Mondadori,
- Syomara Filomena Bleyer Aguiar.
Mafalda e José Aguiar tiveram 15 netos, sendo que três são falecidos.

Hamilton Jader foi casado com Nair Machado Bleyer.
Filhos:
- José Thassilo Machado Bleyer,
- Naura Machado Bleyer,
- Nara de Fátima Bleyer,
- Terezinha Gorete Bleyer,
- Elizabeth Machado Bleyer,
- Hamilton Jader Bleyer Júnior,
- Luiz Ricardo Machado Bleyer
- Ana  Filomena Machado Bleyer.
Jader e Nair tiveram tiveram 6 netos.

Maria Marlene é casada com Antônio Paulo Remor.
Filhas:
 - Viviani Bleyer Remor[ix],
- Cláudia Remor Borghezan,
- Ana Paula Bleyer Remor,
-Giana Maria Bleyer Remor,
- Josiane Maria Bleyer Remor,
Maria Marlene e Antônio Paulo Remor tem 9 netos e 5 bisnetos.
Netos:
Remo Remor Borghezan, Brunna Remor Borghezan, Guilhermo Affonso Remor Borghezan, Maria Thereza Remor Pache, Anna Luiza Remor Pache, Filipe Remor Tonello, Gabriella Bleyer Remor Tonello, Antônio Paulo Remor Soares e Brunno Otávio Remor Jordão.
Bisnetos: Rômulo Fernandes Borghezan, Maria Helena Fernandes Borghezan, Enzo Dadan Borghezan, Enrico Dadan Borghezan e Theo Remor Jordão.

Adelaide foi casada com Aracidio Zanette.
Filhos:
 - Márcio Bleyer Zanette,
- Maysa Adelaide Zanette Coral,
- Vanessa Zanette Ferreira
- Valéria Bleyer Zanette.
Adelaide e Aracido tem sete netos.

Marilene é casada com Luiz Lourenço de Faria.
Filhos:
- Luiz Fernando Bleyer de Faria
- Mariana Bleyer de Faria.
Ainda não tem netos.

Newton, vulgo “Nonoia”, é casado com Maria Helena Vieira Bleyer, “tia Nena”.
Filhas:
- Patrícia
- Andréa.
Newton e Maria Helena tem 3 netos.

 Vânia e Tânia são gêmeas, solteiras, sem filhos e moram em São Joaquim.

Iolanda (falecida), casada com Clenio Amarante Ferreira (já falecido).
Filhos:
- Álvaro Bleyer Ferreira,
- Cesário Joaquim Amarante Ferreira (falecido),
- Éden Sajoba Amarante Ferreira,
- Halceden Amarante Ferreira,
- George Bleyer Ferreira,
- Iolane Bleyer Ferreira Caron
- Raquel Bleyer Ferreira.
Iolanda e Clenio são avós de 13 netos e um bisneto.



Figura 3 - Rua Tacilio (Thassilo) Neves Beyer, em São Joaquim.



Obs.: Correções ou mais informações podem ser enviadas para o e-mail: menokaribeiro@gmail.com 


Referências



[i] Certidão de óbito de Adelaide Augusta Neves, 1954.
[ii] Costa, Therezinha de Jesus Thibes Bleyer Martins. Caminhos percorridos pelo dr. Jorge Clarke Bleyer nos campos da medicina tropical e da pré-história brasileira. História, Ciências, Saúde - Manguinhos, Rio de Janeiro, vol. 10(1): 272-85,  jan.-abr. 2003.
[iii] Certidão de matrimônio de Georg Bleyer e Adelaide Neves, 1898. Documento disponibilizado pelo pesquisador Rogério Palma de Lima. Disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HY-X9G9-P1P?i=38&wc=MXYP-9TG%3A337700801%2C337700802%2C338805801&cc=2016197.
[iv] Certidão de óbito do Doutor Georg Carl (Jorge Carlos) Adolpho Bleyer, 1955; e Certidão de óbito de Adelaide Augusta Neves Bleyer, 1954.
[v] RIBEIRO, Enedino Batista. Gavião-de-Penacho: memórias de um serrano. Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina (IHGSC); co-edição da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina. Florianópolis: IHGSC, 1999.
[vi] Certidão de matrimônio de Thassilo Neves Bleyer e Philomena Mattos, 1925. Documento disponibilizado pelo pesquisador Rogério Palma de Lima. Disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HT-61N9-ZJ3?i=122&wc=MXYG-368%3A337699901%2C337699902%2C338362501&cc=2016197.
[vii] Dado disponibilizado no site Genoom, pelo pesquisador Rogério Palma de Lima.
[viii] Agradecemos a Sonia Maria Aguiar, pelas informações sobre a profissão de Thassilo.
[ix] Agradecemos a Viviani Bleyer Remor, que nos forneceu as informações sobre os descendentes de Thássilo Neves Bleyer.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Rua Sebastião Furtado


Ismênia Ribeiro Schneider
Cristiane Budde

            Retomamos as atividades do Blog com mais uma matéria da série “Nomes de ruas e praças de São Joaquim (SC)”. A postagem de hoje apresenta uma rua localizada no centro da cidade, denominada Sebastião Furtado. Ela homenageia um personagem importante da região serrana, que foi advogado provisionado, jornalista e também político catarinense.
            Sebastião da Silva Furtado nasceu em 20 de janeiro de 1869, Lages, SC, filho de Moysés da Silva Furtado e de Emília Batista Ribeiro Furtado[i].

Notas:
* Moysés da Silva Furtado era filho de José da Silva Furtado e de Joaquina Maria do Espírito Santo. Mais informações sobre os filhos de Moysés mais abaixo.
Fazenda: do “Limoeiro”, formada de várias invernadas.
**Emília era filha de João da Silva Ribeiro Júnior (1819-1894) – “Cel. João Ribeiro” e de Esmênia Baptista de Souza (1831-1912) (filha de “Inholo”).


            De acordo com Piazza (1994, p. 305), Sebastião 
Fez seus estudos primários nas escolas da terra natal ou com “professores de fazenda”. Cursou o Colégio N. Sra. da Conceição, São Leopoldo, RS (1887). Dedicou-se ao jornalismo em Lages, redatoriando [os jornais] “Quinze de Novembro” (1889), “O Lageano”, 2ª fase (1891), “Gazeta de Lages” (1892) e “Região Serrana” (1897). [Foi] Promotor Público da Comarca de Lages (1895 – 1904) como advogado provisionado pelo Tribunal de Justiça de Estado, Deputado ao Congresso Representativo do Estado à 2ª Legislatura (1896 - 1897), Suplente de Secretário da Assembleia (1897), Deputado Estadual à 3ª Legislatura (1898 - 1900), Deputado Estadual à 6ª Legislatura (1907 – 1909), Deputado Estadual à Constituinte (1910) e à 7ª Legislatura (1910 – 1912), Deputado Estadual à 8ª Legislatura (1913 – 1915).
Faleceu, em Lages, em 12.12.1915.
Foi casado com D. Júlia Ramos Furtado, filha de Francisco Vitorino dos Santos Furtado e de D. Maria Gertrudes Ramos. Desse matrimônio houve descendência.


Nota: Francisco Vitorino dos Santos Furtado (04/10/1844, Desterro, SC – 06/11/1885), filho de Francisco Furtado e de D. Maria Vitorina Lessa. 
Francisco Vitorino foi Promotor Público da Comarca de Lages (nomeado a 26/02/1872)i.



Sebastião da Silva Furtado. Fonte: PIAZZA, 1994.



Sebastião da Silva Furtado era filho de Moysés da Silva Furtado (1832 - 04/07/1900[ii]) e de Emília Batista Ribeiro Furtado[iii]. O casal teve ainda outros 11 filhos. Segue abaixo a relação completa dos filhos de Moysés e Emíliaii:    

F1- SEBASTIÃO DA SILVA FURTADO (20/01/1869 - 12/12/1915), c.c. JÚLIA RAMOS FURTADO, filha de Francisco Vitorino dos Santos Furtado e Maria Gertrudes Ramos.
Filhos:
N1.1- JULIETA RAMOS FURTADO, c. c. Hortêncio Goulart (de São Joaquim).
N1.2- EDITE RAMOS FURTADO, c. c. Acácio Vieira (São Paulo)
N1.3- MARIA JOSÉ RAMOS FURTADO, (“tia Zé”), c. c. Mário Izírio Pereira (de São Joaquim).
N1.4- MARIA EMÍLIA RAMOS FURTADO, c. c. Otávio Rafaeli.
N1.5- MARIA IZABEL RAMOS FURTADO, falecida ainda criança.
N1.6- RUBENS RAMOS FURTADO, c. c. Argentina Mattos Furtado.
N1.7- JOÃO GUALBERTO RAMOS FURTADO,
1as núpcias: Edir Pacheco Furtado.
2as núpcias: Heliete Magalhães Furtado.
N1.8- NOEMI FURTADO RAMOS, c. c. Lupércio de Oliveira Höche.
N1.9- GELSO RAMOS FURTADO, c. c. Hena Castro Furtado.

O casal Sebastião e Júlia teve mais dois filhos nati-mortos.
Viveram e criaram os filhos na Fazenda do Limoeiro (na chamada Fazenda do “Pinheirinho”), legítima de Sebastião, quando do inventário do pai em 1900. Sebastião faleceu aos 46 anos, em 1915.
Júlia e os filhos mudaram-se para a cidade de Lages.

F2- ISMÊNIA DA SILVA FURTADO, c. c. Saturnino da Silva Furtado, filho de Luciano da Silva Furtado e Maria Amélia Olinto.
Filho: Theodósio (nasc. 1892- ?).
Domicílio: Pelotinhas (Coxilha Rica).

F3- MANOEL DO NASCIMENTO FURTADO, c. c. Carolina Vieira Furtado, filha de João Luiz Vieira Jr. e Ismênia Muniz de Saldanha (filha de “D. Yayá”, Ismênia Muniz de Saldanha – 1803/1888) e Antonio Caetano Machado.
Filhos: Emília Furtado, c.c. Vidal Ramos Júnior; Ismênia, c.c. João Pedro Arruda; Djalma Furtado, c.c. Celina Ribeiro Ramos (filha de “Lica Ramos” e Júlia Batista Ribeiro Ramos, filha do Cel. João Ribeiro e Ismênia Baptista de Souza, sendo, pois, Celina, bisneta de Inholo); Nilo?

F4 - JUCUNDINO DA SILVA FURTADO, c. c. Maria Justina Rosa Furtado, filha de Francisco José da Rosa (falec. 1895) e Maria do Nascimento Silva Rosa (esta, filha de Manoel Ribeiro da Silva Filho, “Ribeirinho”, enteado de Inholo, filho de Cândida dos Prazeres Córdova e de seu primeiro marido, Manoel Ribeiro da Silva, “Ribeirão”, dono da Fazenda do Escurinho).
Segundo a crônica familiar, Jucundino e Maria Justina não tiveram filhos.

F5 - MARIA COLLECTA FURTADO RAMOS, c. c. Francisco de Oliveira de Paula Ramos, filho de Henrique Ferreira Ramos (nasc. 27.04.1812 – falec.02.03.1871) e Clara Leopoldina de Oliveira, falecida em 14.12.1850 ( donos da Fazenda “Penteado”), e que se casaram em 01.07.1837.
Domicílio: Invernada do “Pinheirinho”
Nº de filhos: 13.

F6- HONORATO DA SILVA FURTADO, c. c. Zulmira de Camargo Furtado, filha de Cândido de Camargo Melo e Esmênia Ramos de Camargo.
Notas: Cândido, filho de José Custódio de Camargo.
Esmênia, filha de João José de Oliveira Ramos e Carlota de Camargo Melo (assassinados em sua fazenda dos Touros, no RS)
Filhos: Agenor, Orlando, Sueli, “Tia Pata”.

F7- BENEVENUTO DA SILVA FURTADO, c. c. Josefina Godinho Furtado.

F8- HERCULANO EDMUNDO DA SILVA FURTADO, c. c. Adelaide Borges Furtado.

F9- EULALIA MIGUELINA RIBEIRO FURTADO, (ou Maria Eulália?), c.c. Anastácio Gonçalves de Araújo.

F10- JOÃO RIBEIRO DOS PRAZERES FURTADO, c. c. Madalena Silva.
Filhos: Stela, Rui.

F11- ALICE RIBEIRO FURTADO, faleceu solteira.

F12- MOYSÉS DA SILVA FURTADO, c. c. Virgínia Machado (de Floripa).

Rua Sebastião Furtado, São Joaquim, SC.


Referências


[i] PIAZZA, W. (org.). Dicionário político catarinense. Florianópolis: Edição da Assembleia Legislativa do estado de Santa Catarina, 2ª ed., 1994.
[ii] Inventário de Moysés da Silva Furtado, 1900. Processo nº 23 da Segunda Listagem de Inventários de Lages, p.22, de Gilberto Machado, arquivado no Museu do Judiciário Catarinense, Florianópolis.
[iii] PIAZZA, W. (org.). Dicionário político catarinense. Florianópolis: Edição da Assembleia Legislativa do estado de Santa Catarina, 2ª ed., 1994.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Boas festas!

Olá!
Neste momento entramos em um período de recesso, retornando as matérias no final de janeiro de 2018.
Muito obrigada aos nossos leitores, que acompanham o nosso trabalho e auxiliam na sua divulgação.
Ano que vem retornaremos com mais pesquisas para vocês!

Um ótimo natal e um ano ano próspero, com muita paz, saúde e felicidade!


Abraços,
Ismênia e equipe.



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Rua Antônio José Alves de Sá



            No Bairro Madre Paulina, em São Joaquim (SC), localiza-se a Rua Antônio José Alves de Sá, que homenageia o primeiro prefeito (intendente) do município, eleito para o período de 1887 a 1891.
Antônio José Alves de Sá era filho do Comendador BERNARDINO ANTÔNIO DA SILVA E SÁ (falec. em Lages em 21.08.1880) e de MARIA ANTÔNIA DA SILVA (Lages, 10.05.1824 -  ?).
Nota: Maria Antônia da Silva era filha de Matheus José de Souza Jr. (01.11.1792 (matriz de Lages,L1, fls.89-v) – 1873) e de Ana Maria do Amaral (batizada em Lages, 26.10.1793, L2,fls.3). Maria Antonia, portanto, era neta de Matheus José de Souza, açoriano (1737- 1820), que muito jovem radicou-se no Rio, onde constituiu família. Após a morte da esposa, com os dois filhos homens mudou residência para a região de Lages, que estava sendo desbravada pelo governo português. As duas filhas mulheres permaneceram no Rio, perdendo o contato com o resto da família. Matheus engajou-se nos trabalhos de construção do município, chegando a ser vereador, juiz, ao mesmo tempo que se voltava para a atividade pastoril, como meio de vida.
Em primeiro de fevereiro de 1786, em Lages, (matriz, L1, Fls30-v), casa-se com Clara Maria de Athayde, batizada na matriz de Lages a 17 de abril de 1774, falecida em 13.09.1810 (L2, Fls26), sendo sepultada na igreja, pelo vigário Francisco José de França. Matheus e Clara tornaram-se o casal patriarca da Família SOUZA em SC, contemporâneo de Correia Pinto na fundação de Lages, e que comprou na Costa da Serra, hoje Bom Jardim, de Manoel Márquez Arzão, a Fazenda Nossa Senhora do Socorro., cerca de 1775. O casal teve sete filhos, ancestrais de representativas famílias serranas, dentre as quais, sobressai a família de Matheus José de Souza Júnior, casado com Ana Maria do Amaral, filha do Sargento–mor João Damasceno de Córdova e Maria de São Boaventura do Amaral e Silva. Deles descende Maria Antônia, que, ao se casar com o Comendador Bernardino Antônio da Silva e Sá, tornou-se a mãe do primeiro prefeito de São Joaquim.


Filhos do Comendador Bernardino Antonio da Silva e Sá e de Maria Antônia da Silva:

F1 – Tenente ANTÔNIO JOSÉ ALVES DE SÁ, c.c. CAMILLA MARIA DE JESUS (08/07/1854 - 22/11/1923i), filha de Antônio Pereira de Camargo, dono da Fazenda “do Curralinho”, em São Joaquim, onde faleceu, muito jovem, em 1854, mordido por uma cascavel. Camilla é filha póstuma, a mais nova de três filhos.
A mãe de Camilla era “Donana”, Anna Antunes de Jesus, falecida a 10 de agosto de 1884, 30 anos após o marido, que substituiu na guarda dos filhos e na direção dos negócios, ampliando-os de modo que o espólio que recebeu de 16:720$580, por ocasião de sua morte estava em 46:815$361.
Matrimônio de Antônio e Camilla: 29 de agosto de 1869, Lages-SC[i].

Notas:
Donana era filha de Manoel Palhano de Jesus (em seu inventário de 1841, arquivado no MJ), conhecido, porém, na comunidade joaquinense, (em Enedino Batista Ribeiro e Joaquim Galete da Silva, por exemplo), como João Baptista Palhano Prestes c.c. Constância Maria de Souza, gaúcha, pais de oito filhos, por sua vez, troncos de importantes famílias serranas. Conta a crônica familiar que Manoel Palhano Prestes era tio de D. Leucádia, a mãe de Luiz Carlos Prestes.
Os dois irmãos de Camilla Maria de Jesus eram:
i – JOÃO PEREIRA CAMARGO (1848 -  ?), c.c. Prudência Domingues Arruda, filha de João Domingues Arruda (1843 - ?) e Henriqueta Maria dos Santos, pais de 10 filhos, entre ele, Rosendo Pereira Camargo, c.c. Brasiliana de Araújo, pais do famoso criador de gado franqueiro da Coxilha Rica, Nelson  Araújo de Camargo;
ii – MARIA ANTONIA DE JESUS (1844 - ?), c.c. Thomás Antônio de Souza ( “Thomazinho”). 13 filhos.

Filhos de Antônio José Alves de Sá e Camillai:
N1 – José Antônio (nasc. 06/12/1870), c.c. Amélia Floriana de Lacerda (1868 - 03/09/1906).
N2 – Júlio (nasc. 04/04/1872).
N3 – Dorvina (nasc. 1875).
N4 – Adolphina (Adelina) (nasc. 29/08/1876), c.c. José Cecílio Pereira.
N5 – Emilia (Adilia) (nasc. 21/10/1878)
N6 – Bernardino (nasc. 10/04/1880).
N7 – Anália (nasc. 19/041882).
N8 – Donária (nasc. 01/02/1891).
N9 – Maria Ignácia (nasc. 1894), c.c. Theodoro Francisco Siqueira (nasc. 1883).
N10 – Mercedes.

Retomando os filhos do Comendador Bernardino Antonio da Silva e Sá e de Maria Antônia da Silva:

F2 – ANNA, c.c. João Antunes Sobrinho.
F3 – BERNARDINO ANTONIO (nasc. 1843), casou-se duas vezes:
- Ana Maria Luizai;
- Lucinda Lopes (1865 - 22/09/1910)i.                                                                                                                      
F4 – ILDEFONSO ALVES DE SÁ, casado.
F5 – AMÉLIA, c.c. José Madruga de Córdova;
F6 – LEOPOLDINO ALVES DE SÁ (nasc. 16/12/1850), casou-se duas vezes:
- Silvina Joaquina da Rosai;
- Izabel da Silva Nery (nasc. 1870)i.
F7 – MARIA ANTÔNIA (02/05/1854 - 04/11/1925i), c.c. João Domingos Moreira Branco (1852 - 22/02/1925).
F8 – JOSEPHA, c.c. João José Fernando.
F9 – JÚLIO ANTÔNIO DA SILVA E SÁ, c.c. Cândida Olivia Pereirai.
F10 – ADELINA, c.c. Manoel Madruga de Córdova.
F11 – JOÃO ANTÔNIO DA SILVA E SÁ (nasc. 02/12/1862), c.c. Maria Casemira dos Santos.

A família tinha fazenda, chamada “Três Imbus”, no Distrito de “Baguais”, hoje Campo Belo do Sul. Possuía também cinco escravos e uma casa de residência em Lages.O inventário do Major Bernardino Antônio da Silva e Sá, de 1880, encontra-se arquivado no Museu do Judiciário de SC, em Florianópolis. Trabalhou no inventário o Juiz de órfãos, Dr. Manoel Cardoso Vieira de Mello, tendo funcionado como Escrivão de Órfãos: João José Theodoro da Costa.

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Sobre a nomeação do Intendente:

Nos primeiros tempos da vida política independente dos Municípios, o Intendente (prefeito) era nomeado diretamente pelo Presidente da Província (Governador), mas escolhido entre os sete vereadores eleitos pelo povo. A primeira Câmara de São Joaquim foi escolhida no dia 7 de maio de 1887, com a presença do sr. Presidente da Câmara Municipal da cidade de Lages, Belisário José de Oliveira Ramos, sendo eleitos os seguintes cidadãos: Marcos Baptista de Souza, Mateus Ribeiro de Souza, José Rodrigues de Souza, Policarpo José Rodrigues, Aureliano de Souza e Oliveira, João de Deos Pinto de Arruda, Antonio José Alves de Sá.

Segue transcrição da ata da posse:

CÂMARA MUNICIPAL:
“Aos sete dias do mês de maio do ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, de mil oitocentos e oitenta e sete, nesta vila de São Joaquim da Costa da Serra, na sala da casa determinada para as funções da Câmara Municipal, pelas dez horas da manhã, aí presente o sr. Presidente da Câmara Municipal da Cidade de Lajes, Belisário José de Oliveira Ramos, comigo Secretário do Seu cargo, abaixo nomeado, compareceram os cidadãos Mateus Ribeiro de Sousa, Capitão Marcos Batista de Sousa, tenente Antônio José Alves de Sá, alferes José Rodrigues de Sousa, João de Deus Pinto de Arruda, Aureliano de Sousa e Oliveira e Policarpo José de Sousa, digo, Policarpo José Rodrigues, eleitos vereadores da câmara da mesma vila, para servirem no corrente quadriênio de mil oitocentos e noventa; o sr.  Presidente nos deferiu o juramento dos Santos Evangelhos em um livro deles, em que cada um por sua vez pôs a sua mão direita, prometendo de bem desempenharem as funções de vereadores da dita Câmara de São Joaquim da Costa da Serra, e promover o quanto em si couber os meios de sustentar a felicidade pública. E como assim disseram mandou o sr. Presidente lavrar este termo, em que assinam como os juramentos. Eu, João da Cruz Silva, Secretário, que o escrevi, fiz a entrelinha que diz – Policarpo José Rodrigues. (Ass.) Belisário José d’Oliveira Ramos, Marcos Batista de Souza, Mateus Ribeiro de Souza, José Rodrigues de Souza,  Policarpo José Rodrigues, Aureliano de Souza e Oliveira, João de Deos Pinto de Arruda, Antônio José Alves de Sá”
Fonte: (Ribeiro, 1941).

Naquela data, era Presidente da Província, em sua 37ª gestão, o sr. Francisco José da Rocha, do Partido Liberal, que governou Santa Catarina de 29.09.1885 a maio de 1888. Esses acontecimentos ocorreram durante o último Gabinete Ministerial de D. Pedro II antes da Proclamação da República (15.11.1889) e que pertencia ao Partido Liberal, dirigido pelo Visconde de Ouro Preto. Por essa razão, foi escolhido como Primeiro Intendente do Município um vereador filiado a essa agremiação política: ANTONIO JOSÉ ALVES DE SÁ.

Rua Antônio José Alves de Sá, São Joaquim (SC).


Referências

Banco de Dados de Joaquim Galete da Silva, Enedino Batista Ribeiro, Ismênia R. Schneider.

CARVALHO, José Murilo. A Criação da Ordem. 3ª Edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.

MUSEU DO JUDICIÁRIO CATARINENSE. Inventário do Major Bernardino Antônio da Silva e Sá, de 1880. Florianópolis.

MUSEU DO JUDICIÁRIO CATARINENSE. Inventário de Anna Antunes de Jesus de 1884. Florianópolis

OLIVEIRA, Sebastião Fonseca. Aurorescer das Sesmarias Serranas. Porto Alegre:  Edições EST, 1996.

RIBEIRO, Enedino Batista. São Joaquim, Notícia Estatístico-Descritiva. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Departamento Estadual de Estatística. Estado de Santa Catarina. Publicação n. 23. Florianópolis, 1941.




[i] Dados disponibilizados pelo pesquisador Rogério Palma de Lima.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Rua Genovêncio Mattos


         No centro da cidade de São Joaquim (SC), entre as ruas Leonel Machado e Domingos Martorano, localiza-se a Rua Genovêncio Mattos, que recebeu esse nome em homenagem a mais um personagem importante da Região Serrana.
            GENOVÊNCIO DA SILVA MATTOS nasceu em 04.08.1863, batizado em 25.10.1864, na Igreja São João Batista, em Imaruhy-SCi, filho de Joaquim da Silva Mattos Sobrinho (nome jurídico), mais conhecido por Joaquim das Palmas da Silva Mattos (02/05/1831 - 25/10/1916[i]), e de Theodora Alves da Silva (20/09/1840 - 15/12/1937).
Nota: Joaquim das Palmas era filho de João Zeferino de Mattos (1799 - 26/04/1843) e Anna Zeferino de Mattos (ou Anna Joaquina da Conceição Cardoso, de Tubarão). Theodora era filha do Tenente Coronel José Alves da Silva e de Albina Maria.

            Genovêncio foi um grande líder político serrano do Partido Liberal, condecorado com a patente de Coronel da Guarda Nacional, pelo então Presidente da República Prudente de Moraes[ii].

Nota: Durante o período do Império e parte do da República, os indivíduos poderosos e de grande influência política eram também considerados responsáveis pela segurança do país. Dessa forma deveriam organizar os cidadãos aptos com o fim de servirem em situações de emergência, em unidades militares da Guarda Nacional. De acordo com o efetivo organizado, recebiam então os postos militares correspondentes. A Guarda Nacional foi extinta em 1922, mas a denominação permaneceu como forma de tratamento respeitoso a uma pessoa importante.

Figura 1 - Genovêncio da Silva Mattos (Fonte: Página de Glacy Weber Ruiz. Acervo de Cida Mattos Ribeiro).

Casou em primeiras núpcias, em 25/01/1889[iii] (Lages, SC), com CAMILLA NUNES DE SOUZA BORGES (ou Camilla Nunes da Silva) (nasc. 1871, bat. 21.12.1871, na Matriz de Lages-SC, com um mês de idade, falec. 13.11.1908 em S. Joaquim-SC), filha de Joaquim Fermino Nunes e Maria Antonia de Souza Borges.
Filhos de Genovêncio e Camilla[iv]:
F1. Alcidia da Silva Mattos (nasc. 04.02.1890, em São Joaquim-SC, bat. 03.02.1890, falec. 19.01.1901, em S. Joaquim-SC). Faleceu com onze anos de idade[v].
F2. Orlades Matos (nasc. 30.06.1891, em São Joaquim-SC).
F3. João Mattos (Janjão) (nasc. 07.09.1892, bat. 30.11.1892, falec. 01.07.1929, São Joaquim-SC). Embora tenha falecido solteiro, deixou descendentesi.
F4. Julio Nunes Mattos (nasc. 29.10.1895), c.c. Abrilina Godoy Azevedo (14/11/1898 - 05/08/1969[vi]), filha de Geraldo Caetano Azevedo (1868 - 1922) e Maria Antonia de Godoy (nasc. 23/01/1879).
F5. Eutília Matos (ou Otília) (nasc. 23.10.1897), faleceu por afogamento no Rio Rondinha.
F6. Maria Matos (nasc. 30.09.1900 em São Joaquim-SC), c.c. Abel José da Luz.
F7. Maria Benta Matos (nasc. 13.03.1904, bat. 03.04.1904, em S. Joaquim-SC).
F8. Joaquim Matos (nasc. 04.04.1906, bat. 15.04.1906, em S. Joaquim-SC), c.c. Otillia Mattos.
F9. José Matos (nasc. 17.06.1902, bat. 10.08.1902, em São Joaquim-SC - 17/01/1987), casamento a 25.01.1929 com Otília Caetano Mattos (ou Otilia Antonia Barboza) (13/11/1911 - 17/08/1982).
José Matos era comerciante, tinha Armazém de Secos e Molhados em São Joaquim, SC.

Genovêncio da Silva Matos casou, em segundas núpcias, no dia 07.03.1910, com IZABEL ANTONIA DE GODOY (1880 - 22.11.1955), filha de Joaquim Antonio de Godoy (15/05/1852 - 08/06/1929) e Ana Cavalheiro do Amaral (1857 - 27/12/1921).
Filhos:
F1. Pedro Matos (nasc. 23.02.1910 - 18/02/1988), casou em 1934 com Helena Mattos (nasc. 08.01.1914, falec. 21.09.1991), filha de Saturnino da Silva Mattos e Maria Anna de Jesus.
F2. Ondina (ou Hundina) (nasc. 13.03.1912).
F3. Valdivia Matos Bathke (Iva) (nasc. 30/11/1913iv).
F4. Sérgio Mattos (nasc. 09.09.1915, em S. Joaquim - SC, bat. 25/12/1915, na matriz de São Joaquim, falec. 12.10.1994, em Curitiba-PR). Casou em São Joaquim-SC a 23.09.1938 com Julieta Melchiades Nunes de Souza (02.07.1920, em Urubici-SC - 14/03/2009vi), filha de Manoel Melchiades de Souza Machado e Bernardina Lídia Nunes.
F5. Samuel Matos (nasc. 18/04/1918), c.c. Ruth Nunes (nasc. 11/06/1924vi). Samuel faleceu em acidente automobilístico.
F6. Anna Matos Ribeiro (nasc. 02.07.1926, em S. Joaquim – SC), casada com o pecuarista Hermelino da Silva Ribeiro (08/08/1885 - 27/01/1967), filho de Cathólico da Silva Ribeiro (15/12/1852 - 21/11/1887) e de Joana Rodrigues (Gertrudes) Pereira (nasc. 23/06/1861). Anna faleceu em 26/05/2014vi.
F7. Adriano (09/01/1928 - 10/04/1929, em S.Joaquim-SC, faleceu com idade de 1 ano e 3 meses).


Genovêncio faleceu a 13.02.1960 e foi sepultado no Cemitério Santo Anjo da Guarda, em São Joaquim-SCii.

Figura 2 - Rua Genovêncio Mattos, São Joaquim (SC).


 Referências



[i] Inventário de Joaquim das Palmas da Silva Mattos (1917). Inventário Judicial Registrado a Fls 11 do L1º (Sem Testamento), Juízo de Direito da Comarca de São Joaquim da Costa da Serra.
[ii] RUIZ, Glacy Weber. Genovêncio da Silva Mattos. Disponível em: http://www.familiasilvamattos.com.br/genovencio_silva_mattos.html. Acesso em: 27/11/2017.
[iii] Documento localizado por Tânia Costa. Matrimônio de Genovêncio da Silva Mattos e Camila Nunes, 1889. Disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HT-61N9-ZTP?wc=MQ51-H2S%3A337699901%2C337699902%2C338202301&cc=2016197. Acesso em: 27/11/2017.
[iv] Documentos disponibilizados por Tânia Aparecida Costa e Rogério Palma de Lima e Matéria de Glacy Weber Ruiz: Genovêncio da Silva Mattos. Disponível em: http://www.familiasilvamattos.com.br/genovencio_silva_mattos.html. Acesso em: 27/11/2017.
[v] Documentos disponibilizados no site Genoom por Tânia Costa e Rogério Palma de Lima. Nascimento de Alcidia da Silva Mattos: https://familysearch.org/pal:/MM9.3.1/TH-267-12696-48651-13?cc=2016197&wc=MQ5Y-7WL:337699901,337699902,337716001  e Óbito de Alcidia da Silva Mattos. Disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HY-6RQV-G5?i=199&cc=2016197. Acesso em: 30/11/2017.
[vi] Dados disponibilizados por Rogério Palma de Lima no site Genoom.