quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Rua Boanerges Pereira de Medeiros

            A matéria de hoje é dedicada a Boanerges Pereira de Medeiros, que recebeu como homenagem o nome de uma rua no centro da cidade de São Joaquim (SC), e também o nome de uma rua no município de Urubici (SC).
            Boanerges Pereira de Medeiros (11/08/1882 - 28/02/1951) foi político importante de São Joaquim (SC), sendo o seu quinto prefeito, durante o período de 1926 a 1930.
Além disso, conforme Piazza (1994, p. 446), foi “Conselheiro e Vereador à Câmara Municipal de São Joaquim. 1º Substituto de Superintendente Municipal (1915 – 1923). Deputado ao Congresso Representativo do Estado à 11ª Legislatura (1923 – 1924). Deputado Estadual à 12ª Legislatura (1925 – 1927)”.


Figura 1 - Boanerges Pereira de Medeiros. Agradecimento a Elizabeth Mattos e Rogério Palma de Lima que nos forneceram a foto.


Boanerges é filho de Francisco Pereira de Medeiros (1841 – 1885) e de Ignês Baptista Ribeiro (1854 – 09/04/1895).

Notas:
      i.     Francisco Pereira de Medeiros é filho de Manoel Pereira de Medeiros, “Manduca Pereira” e de Ignácia Maria de Saldanha.
    ii.     Ignês Baptista Ribeiro é filha do “Coronel João Ribeiro”, João da Silva Ribeiro Júnior e de Ismênia Baptista de Souza.
  iii. A avó paterna de Boanerges, Ignácia Maria de Saldanha, era irmã do Coronel João Ribeiro, ambos filhos de João da Silva Ribeiro (Sênior) e de Maria Benta de Souza.


Casou-se, em primeiras núpcias, com FELICIDADE VIEIRA DE MEDEIROS (01/01/1887 - 04/01/1944), filha de Leandro Antônio Vieira (batizado em 1857) e de Rosa de Lima Ribeiro Vieira (falecida em 1915).

Figura 2 - Felicidade Vieira de Medeiros. Agradecimento a Elizabeth Mattos e Rogério Palma de Lima que nos forneceram a foto.

O casal Boanerges e Felicidade teve apenas uma filha legítima. Entretanto, a menina faleceu com um ano de idade:
F1 – JUÇÁ (nasc. 24/02/1920 - 09/03/1921)[i]. Causa da morte: “Bronchite capillar”, segundo atestado do Dr. Vicente Cantizani.      
Ademais, Boanerges e Felicidade adotaram três sobrinhos:
FA1 – Tarcila Vieira (13/11/1910 - 11/03/1985), filha de Manoel Inácio Ribeiro Vieira e Mª dos Prazeres Flores. Casou-se com Teófilo Mattos.
FA2 – Edgar Vieira de Medeiros (01/02/1926 - 12/02/1996), filho de Waldomira Vieira e Otávio Vieira. Casou-se com Fani Castelo Branco (filha de Liberalino Castelo Branco, “S. Lico” e de D. Maria Amélia Carvalho).
FA3 – Odete Vieira, solteira (faleceu com 15 anos), filha de Emília Vieira e Joaquim Anacleto Rodrigues.

Em segundas núpcias, Boanerges Pereira de Medeiros casou-se com Vina Araújo Lima.


Mais informações sobre Boanerges Pereira de Medeiros:

Quando o pai faleceu, em 1885, Boanerges tinha apenas três anos de idade, o irmão mais velho, Ignácio Pereira de Medeiros, tinha quatro e meio, e o terceiro, póstumo, Francisco Pereira de Medeiros Júnior, quando adulto, ficou conhecido por “Chico Júnior”. Os três ficaram morando com a mãe na Fazenda do “Posto”, herança dela. Era parte da fazenda maior, “São João de Pelotas”.
Decorridos três anos, a mãe, Ignês, volta a se casar, com Ignácio Sutil de Oliveira, com o qual tem mais quatro filhos, Páscoa Batista de Oliveira e João Batista de Oliveira, e mais dois que morreram crianças, tendo ela falecido do último parto. Ignácio Sutil de Oliveira resolve ir embora para o Mato Grosso, deixando quatro das cinco crianças a cargo dos tios. Os três do primeiro casamento foram morar na Fazenda “São João de Pelotas” com os tios maternos João Batista Ribeiro de Souza e Cândida dos Prazeres Batista de Souza. O filho mais velho de Ignes, Ignacio, continuou morando nesta fazenda até se casar com Belizária Pereira da Silva (1887-1942).  Já Boanerges e Francisco mudaram-se, ainda crianças, par a fazenda “Monte Alegre”, com os tios paternos Manoel José Pereira e Maria Cândida da Silva Mattos, pais de outros nove filhos. Boanerges e o primo-irmão Antônio Pereira Sobrinho, criados juntos na famosa Fazenda, herança de Maria Cândida, se tornaram, no decorrer de suas vidas, o quinto e o nono prefeito de São Joaquim, respectivamente.
A Fazenda “Monte Alegre” era contígua à Fazenda das Palmas, de Inácio da Silva Mattos (Inácio Palma) e Ismênia Pereira Machado (Ismênia Palma), pais de dezesseis filhos. Inácio Palma, ou Inácio da Silva Mattos, era o único irmão de Maria Cândida, “tia Candinha”. As duas propriedades reuniam vinte e sete jovens e crianças, num intercâmbio permanente, principalmente nas épocas de rodeio, ou de outros acontecimentos festivos, quando todos se ajudavam mutuamente, ou festejavam juntos.
Dos filhos do segundo casamento de Ignês, João Batista foi embora com seu pai para o Mato Grosso e a irmã, Páscoa, foi adotada  pela tia, irmã de Ignês, Belizária Ribeiro do Amarante, casada com Cezário Joaquim do Amarante que não tinham filhos. Páscoa casou-se com Oscar Alves Ferreira, dando origem à tradicional família “Amarante Ferreira”.  
A fazenda do “Posto”, herança de Ignês, foi vendida para João Batista de Souza, que a revende, em 1912, ao genro, Hercílio Vieira do Amaral.



Figura 3 - Rua Boanerges Pereira de Medeiros, em São Joaquim (SC).


Referências

MACHADO, Rosemere Marioti; OLIVEIRA, João Batista. Conhecendo São Joaquim. São Joaquim, 2000.
MUSEU DO JUDICIÁRIO DE SC. Inventários da Comarca de Lages referentes ao período de 1840-1888 que se acham arquivados nessa instituição. Florianópolis, 2003.
RIBEIRO, Enedino Batista. Cadernos manuscritos a partir de 1924. Arquivo privado.
PIAZZA, Walter F. (org.). Dicionário político Catarinense. Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catatina, 2ed., 1994.
SCHNEIDER, Ismênia Ribeiro. Arquivo privado.

[i] Documentos encontrados e fornecidos pelo pesquisador Rogério Palma de Lima.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Rua Bento Cavalheiro do Amaral


Próxima da Escola Martinho de Haro e da Rua Domingos Martorano, está localizada a RUA BENTO CAVALHEIRO DO AMARAL, em São Joaquim-SC.
O nome foi atribuído à rua em homenagem a Bento Cavalheiro do Amaral (1834 - 12/09/1912, São Joaquim, SC), filho de Manoel Cavalheiro Leitão (Filho) (21/09/1804 - 16/09/1860) e de Marianna Candida Almeida (natural de Vacaria).

Notas: Manoel era filho de pai com o mesmo nome, Manoel Cavalheiro Leitão (11/05/1769 – 1840), e de Amatildes do Amaral (batismo em 30/06/1782[i]).
Manoel Cavalheiro Leitão (o pai) era filho do Sargento Mor Miguel Pedrozo Leite e de Inocencia Pinto.
Amatildes era filha de Jozé do Amaral Gurgel (1740 - 30/12/1818[ii]) e de Maria do Nascimento de Jesusi.

Bento Cavalheiro do Amaral foi um dos seis conselheiros fiscais da Fundação da Freguesia de São Joaquim.
Manoel Cavalheiro Leitão (Filho) (21/09/1804 - 16/09/1860) e Marianna Candida Almeida eram apenas amasiados (não casados) e tiveram mais sete filhos:

1 – Joaquim Cavalheiro do Amaral (05/01/1829 - 21/02/1887), c.c. Carolina Maria Pereira.
Joaquim foi um dos seis conselheiros fiscais da Fundação da Freguesia.
Filhosiii:
F1.1 – Maria  Tolotina Cavalheiro do Amaral (1871 - 15/02/1928), c.c.
1ªs núpcias: Raphael da Silva Ribeiro Filho (1863 - 02/12/1898)*.
2ªs núpcias: Domingos Martorano.
*Nota: Raphael é filho de pai com o mesmo nome, Raphael da Silva Ribeiro, e de Francelina Antunes de Oliveira. Raphael (pai) é filho de Eugênio da Silva Ribeiro (nascido em 22/05/1793, gêmeo de Antônio), que por sua vez, é filho de Pedro da Silva Ribeiro e Anna Maria de Saldanha. Pedro é filho de Manoel da Silva Ribeiro e Maria Bernardes do Espírito Santo.
F1.2 – Maria  das dores Cavalheiro do Amaral, c.c. Luiz Plinio Colin[iii].
F1.3 – Andrelina Cavalheiro do Amaral, c.c. Fortunato Borges Pereiraiii.

2 – Manoel Cavalheiro do Amaral (1831 - 29/06/1906ii).

3 – João Cavalheiro do Amaral (1832 - 22/02/1914), c.c. Bertulina Rosa Fernandes (1841 - 06/06/1913)[iv].
Filhosiv:
F3.1 – Maria (17/11/1856 - 25/02/1909).
F3.2 – Anna (nasc. 1857).
F3.3 – Laurindo (nasc. 1859).
F3.4 - Maria Salomé (nasc. 1861).
F3.5 – Honorata (nasc. 22/12/1861).
F3.6 – José (nasc. 1865).
F3.7 – Rosa (nasc. 1867).
F3.8 – João (nasc. 1868).
F3.9 – Francisco das Chagas (nasc. 1870).
F3.10 – Joaquim (nasc. 1874).

4 – Maria Cavalheiro do Amaral (nasc. 1838, batizada em 04.01.1839ii).

5 – Ignácio Cavalheiro do Amaral (nasc. 1839), c.c. Ignacia Maria Pereira.
Filhos[v]:
F5.1 – Pedro Ignacio Cavalheiro do Amaral (1867 - 20/12/1942);
F5.2 – Alfredo Cavalheiro do Amaral (1868 - 23/06/1948);
F5.3 – Maria Pureza Pereira do Amaral;
F5.4 – Maria dos Prazeres Pereira do Amaral (? - 10/10/1955);
F5.5 – Felicia Pereira do Amaral;
F5.6 – Cecilia Maria Pereira.

6 – Antonio Cavalheiro do Amaral Tota (08/05/1843 – 1921), c.c. Maria Cavalheiro do Amaral (17/11/1856 - 25/02/1909), filha de João Cavalheiro do Amaral (1832 - 22/02/1914) e de Bertulina Rosa Fernandes (1841 - 06/06/1913). Portanto, Maria casou com seu tio.
Filhos[vi]:
F6.1 – Francelim Cavalheiro do Amaral (1876 - 17/12/1950), c.c. Albertina Cavalheiro do Amaral (1876 - 11/10/1951), filha de Laurindo Cavalheiro do Amaral (1859 - 26/12/1924) [filho de João e Bertulina] e Virgilia de Henriques de Oliveira (1858 - 15/02/1934).
F6.2 – Eulália Cavalheiro do Amaral (nasc. 1880), c.c. Oracílio Ribeiro do Amaral (nasc.1890), filho de Valencio José Ribeiro e de Honorata Cavalheiro do Amaral (nasc. 22/12/1861) [filha de João Cavalheiro do Amaral e Bertulina].
F6.3 – Teóphilo (falec. 07/05/1891, São Joaquim), faleceu com sete dias de vida[vii].
F6.4 – Benigna Cavalheiro do Amaral (02/06/1902 - 21/04/1953), c.c. Acylio Cavalheiro do Amaral (11/02/1897 - 21/11/1967), filho de Joaquim Cavalheiro do Amaral Sobrinho [filho de João Cavalheiro do Amaral e Bertulina] e de Francisca de Almeida Borges (1877 - 21/11/1967).
F6.5 – Benevemerito Cavalheiro do Amaral (nasc. 07/03/1904), c.c. Alice Ribeiro Borges (nasc. 03/06/1901), filha de Francisco Ribeiro Borges e de Beatriz Maria de Jesus[viii].
F6.6 – Esther Cavalheiro do Amaral (nasc. 21/10/1904), c.c. Valentin da Silva Dutra (nasc. 14/02/1901), filho de Horácio da Siva Dutra e Camilla Ribeiro Dutra[ix].
F6.7 – Brazilence Cavalheiro do Amaral, c.c. Maria dos Prazeres Faria.

Antonio Cavalheiro do Amaral Tota teve mais três filhos com Maria Apolinária de Sá[x]:
F6.8 – Fortunata Maria Cavalheiro do Amaral (1865 - 05/10/1930), c.c. Antonio Rafael Venção (falec. 18/04/1910).
F6.9 – Antônio Cavalheiro do Amaral Júnior (30/07/1868 - 28/11/1960), c.c. Maria Joaquina de Souza.
F6.10 – Juvencio Cavalheiro do Amaral (nasc. 23/04/1871).


7 – Mariano Cavalheiro do Amaral (1845 - 09/02/1870).


No testamento de Bento Cavalheiro do Amaral, consta que ele era solteiro e tinha uma filha chamada Herculana Pereira do Amaral (23/09/1884 - 16/11/1923[xi]), como pode ser visto abaixo.
Resumo do inventário de Bento Cavalheiro do Amaral:
[Bento Cavalheiro do Amaral] Declara mais ter uma filha de nome HERCULANA PEREIRA DO AMARAL, havida de Cândida Maria Pereira que é mulher solteira, sem impedimento para casar e vive há muitos anos em companhia do testador, sendo que a filha acha-se legalmente c. c. JOSÉ CUSTÓDIO PEREIRA e acha-se legitimada legalmente.
É a sua única herdeira. Declara que a sua terça dispõe da seguinte forma: será separada somente em campos e matos de sua Fazenda Campo do Gado, sita no município de São Joaquim, repartida em partes iguais entre seus netos GERVÁZIO PEREIRA DO AMARAL, LAURIVAL PEREIRA DO AMARAL e ANFROSIO PEREIRA DO AMARAL.
Sua companheira e avó de seus netos, enquanto viver terá o usufruto dos bens que lhe couberem em partilha, revertendo, após sua morte, para os aludidos netos. Como legatários de sua terça, terão o direito de escolher o lugar de sua preferência, antes da herdeira. Deixa à sua companheira, Cândida Maria Pereira, 20 vacas em cria, um touro, uma junta de bois carreiros, seis bestas mansas arreiadas e cinco cavalos mansos, tudo à sua escolha e vontade. Dentre os terrenos que possui, deixa uma área de terreno próxima à vila de São Joaquim, destinado esse terreno para nele ser construído um estabelecimento de caridade, um asilo para indigentes. O que sobrar do terreno deverá ser arrendado para angariar fundos necessários à manutenção do Asilo. Esse terreno será administrado por sua herdeira, até que possa passar para a administração da Associação responsável pelo Asilo. Escolhe como testamenteiros seus compadres e amigos Joaquim Antonio Areal, ao Ten. Cel.Genovêncio da Silva Mattos e em 3º lugar, o Senhor Coronel José Joaquim de Córdova Passos que façam a obra de caridade de fazerem cumprir essas suas últimas vontades. Documento redigido de próprio punho, em São Joaquim, aos 28 dias do mês de junho de 1903. Testemunhas: Major Cezário Joaquim do Amarante, Major Juvenal da Silva Mattos, Boaventura Lopes Pinto de Arruda, o advogado José Accacio Soares Moreira e Thomaz Francisco da Roza, mais o Tabelião de Notas Bernardino Esteves de Carvalho.
Esse testamento foi aberto e lido no dia 13 de setembro de 1912 em São Joaquim, na casa de residência do Sr. José Custódio Pereira, aonde se encontrava o Juiz Dr. José da Fonseca Nunes de Oliveira, o escrivão Luiz do Nascimento Carvalho, o irmão do falecido, Antonio Cavalheiro do Amaral Tota, das duas testemunhas, Paulo Bathke e Belizário Ribeiro de Córdova.
Certidão expedida pelo escrivão Jacintho Rebello Flores.
Coletor estadual: José Alves Araújo Lima, em 27.09.1912.
Escrevente: Sócrates Martins Cassão.

Nota: um pequeno papel, arquivado junto ao processo, avisa que foi perdida a certidão referente ao legado feito por Bento Cavalheiro do Amaral à comunidade para construção de um asilo para indigentes, a certidão com o título dos herdeiros.

Titulo dos Herdeiros:
1- HERCULANA PEREIRA DO AMARAL (23/09/1884 - 16/11/1923), c. c. João Custódio Pereira.
2- Neto legatário: GERVASIO PEREIRA DO AMARAL, (nasc. 20/10/1898), c.c. Gerbina Cassetari (15/06/1895 - 12/10/1968), filha de Ranier Cassetari e Emília Teixeira Cassetari.
3- Neto legatário: LOURIVAL PEREIRA DO AMARAL, (1900 - ?).
4- Neto legatário: ANFRÓSIO PEREIRA DO AMARAL, (1901- ?).

BENS DE RAIZ
1- Uma parte de campos e matos na FAZENDA CAMPOS DO GADO, herdada do pai, Manoel Cavalheiro Leitão;
2- Uma casa e suas benfeitorias situadas na referida Fazenda e outra sita na vila de São Joaquim;
3- Uma gleba de campos e matos na FAZENDA VARGINHA, no mesmo município, anexa aos campos do Capitão Manoel Lourenço de Lima Sobrinho;
4- Uma parte de campos e matos na FAZENDA DO MORRO AGUDO que houve por herança do irmão, Manoel Cavalheiro do Amaral;
5- Uma parte de campos e matos de uma INVERNADINHA, na mesma FAZENDA DO MORRO AGUDO, dividindo com o Sr. Antonio João Cantisani;
6- Um potreiro fechado por taipas na FAZENDA MORRO AGUDO, contíguo à cidade de São Joaquim.


Bento Cavalheiro do Amaral. Foto de retrato a óleo. Autor: Martinho de Haro (pintor joaquinense). Agradecimentos a José Nilton Matos e Rogério Palma de Lima que nos forneceram a imagem.


Rua Bento Cavalheiro do Amaral, São Joaquim, SC.



Referências
Inventário Judicial com Testamento de Bento Cavalheiro do Amaral, N. 355 – L1 – Fls 38, Arquivado no Museu do Judiciário de SC, em Florianópolis.



[i] Batismo de Amatildes do Amaral, 1782. Documento fornecido por Rogério Palma de Lima, e disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:939Z-YRST-2N?i=45&wc=MFKJ-GP8%3A1030404201%2C1030404202%2C1030524701&cc=2177296

[ii] Dado inserido no Genoom por Rogério Palma de Lima.

[iii] Inventário de Joaquim Cavalheiro do Amaral, 1887, arquivado no Museu do Judiciário em Florianópolis.

[iv] Dados inseridos nos Genoom por Rogério Palma de Lima e por Luiz Carlos Zorzi (Cavalheiro do Amaral).

[v] Dados inseridos nos Genoom por Luiz Carlos Zorzi (Cavalheiro do Amaral).

[vi] Dados inseridos no Genoom por Tânia Aparecida Costa, Maria Godoy de Azevedo de Castro Faria e Rogério Palma Lima.

[viii] Documento de matrimônio disponibilizado no site Genoom por Tania Aparecida Costa: https://familysearch.org/pal:/MM9.3.1/TH-266-12586-31862-77?cc=2016197&wc=MQ51-5WL:337699901,337699902,338362501.

[ix] Dado disponibilizado no site Genoom por Tania Aparecida Costa.

[x] Dados inseridos no site Genoom por Rogério Palma de Lima e por Luiz Carlos Zorzi (Cavalheiro do Amaral).

[xi] Dados inseridos no Genoom por Rogério Palma de Lima.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Rua Egídio Martorano e Rua Domingos Martorano



         Retomamos, nesta postagem, a sequência de matérias sobre as praças e ruas de São Joaquim (SC), com o estudo das Ruas Egídio Martorano e Domingos Martorano, ambas localizadas no centro do município.
            A homenagem foi dedicada aos italianos Egydio Martorano e Domingos Martorano[i]. Egydio Martorano era músico por formação na Itália. Professor particular de música, fundou em 1895 a Sociedade Musical Mozart Joaquinense[ii].
Domingos Martorano é natural de Casteluccio, Basilicata, Itália[iii], e, segundo Bathke (2002), ele iniciou a colonização italiana na região de São Joaquim, em 1880. Os filhos de Domingos Martorano (1841 – 1923), “uniram-se às famílias locais: Anunciata (Pedro Albino), Mariana [Juvenal da Silva Matos[iv]], Angelina (José da Fonseca Nunes de Oliveira) e Egidio (Eulália Brasil). Sua filha Tereza veio casada da Itália com Antonio Cantisani. A família Fontanella veio em seguida e construiu a casa de pedra, propriedade de Domingos Martorano” (BATHKE, 2002, p. 56). A casa de pedra foi construída no século XIX, no centro da cidade de São Joaquim, foi moradia da Família Martorano por quase um século (BERTONCINI, 2011; BATHKE, 2002).
            Domingos Martorano (1841 – 1923) é filho de Egídio Martorano e Mariana Gioiaiii.
Casou-se com:
1ªs núpcias: Filomena Bevilaqua (ou Bebilacqua), com quem teve os seguintes filhos[v]:
1.    TEREZA MARTORANO CANTIZANI, c.c. Antonio Cantizani.

2.    EGÍDIO MARTORANO (13.01.1869 – 18.08.1955), c.c. Eulália Brasil (06/02/1887 - 02/05/1945), filha de Antonio Mariano Teixeira Brasil (1842 - 09/09/1903) e Anna Maria Rabello.
Matrimônio Egídio/Eulália: 4 de maio de 1905, São Joaquim-SCv.
Filhosiv,v:
N2.1 – JUDITH BRASIL MARTORANO (nasc. 12/11/1906[[xv]]), c.c. Antonio Lucio.

N2.2 – DOMINGOS MARTORANO, c.c. Alzina Vieira Rodrigues, filha de Joaquim Anacleto Rodrigues (17/07/1876 – 02/10/1920) e de Emília Vieira Rodrigues (nasc. 1890)[[xvi]].
Filhos de Domingos e Alzina:
BN2.2.1 – ODETE MARTORANO (MARTINS), “Detinha”, c.c. Celso Ribeiro Martins (nasc. 21/01/1926, Lages), filho de Adolfo José Martins (nasc. 19/08/1885) e de Dolores Ribeiro Martins.
BN 2.2.2 – EGIDIO MARTORANO NETO (nasc. 25/10/1932), c.c. Leda Couto. (mais informações abaixo)
BN2.2.3 – RUI MARTORANO, c.c. Neida Ferreira.
BN2.2.4 – DOMINGOS MARTORANO FILHO, c.c. Nadia Córdova.
BN2.2.5 – MAGNOLIA MARTORANO, c.c. Cláudio Pavão.

N2.3 – CÉSAR MARTORANO (nasc. 07.01.1910[ii]), c.c. Joaquina Palma (Martorano) (nasc. 05/04/1912[[xviii]] – 10/08/1997), filha de Inácio da Silva Mattos e Ismênia Pereira Machado.

N2.4 – NOEMI BRASIL MARTORANO (nasc. 05/01/1911, bat. 23/03/1911[ii]), c.c. Cezarino Lima.

N2.5 – PHILOMENA MARTORANO (nasc. 28/11/1912, São Joaquim[[xix]]), c.c. Jose Jaime Vieira Rodrigues, filho de Joaquim Anacleto Rodrigues e Emília Vieira Rodrigues.

N2.6 – ANTONINO MARTORANO (nasc. 06/10/1914[ii]).

N2.7 – ANNA MARIA MARTORANO (nasc. 02/02/1916[ii]).

N2.8 – MARIA DO CARMO (BRASIL) MARTORANO (nasc. 20/09/1919[ii]) c.c. Paulo Bathke (Filho) (nasc. 30/12/1917[ii]), filho de Johannes Friederich Paul Gellert Dietrich Bathke, conhecido como Paulo Bathke, (06/07/1864 – 13/09/1950) e de Maria Olinda da Silva Ribeiro (21/11/1878 – 04/09/1951[ii]).

N2.9 – IOLANDA MARTORANO (nasc. 21/09/1923[[xx]]).

N2.10 – DANTE MARTORANO (nasc. 10/09/1925[xxi]), c.c. Maura Maria da Costa[xxi].

Mais informações sobre a Família Brasil e os descendentes de Egídio e Eulália em: https://genealogiaserranasc.blogspot.com.br/2015/11/familia-brasil.html

3.     MARIANA MARTORANO, c.c. Juvenal da Silva Mattos, filho de Joaquim das Palmas da Silva Mattos (02/05/1831 – 25/10/1916) e de Theodora Alves da Silva (20/09/1840 – 15/12/1937).
Mais dados de Juvenal da Silva Mattos e Mariana Martorano em: https://genealogiaserranasc.blogspot.com.br/2017/04/rua-juvenal-da-silva-mattos.html

4.     ANNUNCIATA MARTORANO, c.c. Pedro Albino de Oliveira.

5.     ANGELINA MARTORANO, c.c. José Fonseca Nunes de Oliveira.

2ªs núpcias de Domingos Martorano (1841 – 1923): Maria Tolentina Cavalheiro do Amaral (1871 – 15/02/1928[vi]).
Matrimônio: 01 de maio de 1919, em São Joaquimii. Ele com 78 anos, ela com 48.
Maria Tolentina é filha de Joaquim Cavalheiro do Amaral (05/01/1829 - 21/02/1887) [irmão de Bento Cavalheiro do Amaral] e de Carolina Maria Pereirav. Maria Tolentina foi casada em primeiras núpcias com Raphael da Silva Ribeiro (Filho) (1863 - 02/12/1898)v.


Figura 1 - Rua Egídio Martorano, São Joaquim (SC). (Fonte: Google Street View)


 
Figura 2 - Rua Domingos Martorano, São Joaquim (SC). (Fonte: Google Street View)

 
Figura 3 - Localização das Ruas Egídio Martorano e Domingos Martorano, São Joaquim-SC. (Fonte: Google Maps)


            EGIDIO MARTORANO NETO (nasc. 25/10/1932), c.c. Leda Couto, também foi um personagem importante, pois desempenhou cargos e funções importantes no Estado, como bem descreve Walter Piazza (1994, p. 439):
Natural de São Joaquim, SC, a 25/10/1932, filho de Domingos Martorano e de D. Alzina Vieira Martorano.
Fez os cursos ginasial (1949) e colegial no Colégio Catarinense, Florianópolis, SC. Formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Paraná. Realizou cursos de especialização e de aperfeiçoamento em clínica geral e cirurgia geral em Porto Alegre, RS. Exerceu a medicina, como Diretor do Hospital “Coração de Jesus”, São Joaquim, SC, Chefe da Unidade Sanitária de São Joaquim, Médico da CASAN – Cia. das Águas e Saneamento do Estado de Santa Catarina, Diretor-Presidente da CLINIMED, Florianópolis, Diretor da Divisão Hospitalar da Secretaria da Saúde do Estado de Santa Catarina (15/03/1979 – 12/02/1982), e como tal exerceu as funções de Vice-Governador do Estado (14 a 23/07/1981 e 28/08 a 21/09/1981).
Prefeito Municipal de São Joaquim, em dois mandados, e como tal participou do Seminário de Administração Municipal, Berlim, Alemanha.
Deputado à Assembleia Legislativa do Estado, à 9ª Legislatura (1979 – 1982), eleito pela Aliança Renovadora Nacional – ARENA.
Casado com D. Leda Couto Martorano, de quem houve Simone Couto Martorano, Egídio Martorano Filho, Fabrício Couto Martorano, e Fabiano Couto Martorano.

            Os mandatos como prefeito de São Joaquim[vii] ocorreram em:
- 1966 a 1970;
- 1973 a 1974.

 
Figura 4 - Egídio Martorano Neto. (Fonte: PIAZZA, 1994)


            Os nomes Egídio Martorano e Domingos Martorano se repetem algumas vezes na família, o que, às vezes, causa dúvidas e confusões em relação aos dados da família. Para compreender melhor a genealogia da família Martorano, veja a árvore abaixo, com o tronco principal até chegar em Egídio Martorano Neto. 

Figura 5 - Árvore genealógica do tronco principal da Família de Egídio Martorano (Neto) [clique na imagem para ampliar].


Referências

BATHKE, M. E. M. O Turismo Sustentável Rural como Alternativa Complementar de Renda à Propriedade Agrícola: Estudo De Caso – Fazenda Água Santa São Joaquim-SC. Dissertação de mestrado, Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, 2002.

BERTONCINI, S. S. “Acorde São Joaquim”: Identidade local e vocação turística. Dissertação de mestrado, Programa de Pós-Graduação em Planejamento Territorial e Desenvolvimento SocioAmbiental, Centro de Ciências Humanas e da Educação (FAED), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Florianópolis, 2011.



[i] Esclarecimento prestado pela descendente Angela Martorano Kuerten, a quem agradecemos.

[ii] Informações fornecidas pela descendente Angela Martorano Kuerten.

[iii] Matrimônio de Domingos Martorano e Maria Tolentina Cavalheiro do Amaral (2ª esposa), em 01/05/1919, São Joaquim, SC. Documento disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:939Z-Y59F-KJ?cc=2177296.

[iv] Dado corrigido por Ismênia Ribeiro Schneider.

[v] Dados fornecidos por Odete Martorano (Detinha) a Ismênia Ribeiro Schneider.

[vi] Dado disponibilizado por Rogério Palma de Lima, no site Genoom.

[vii] MACHADO, R. M.; OLIVEIRA, J. B. Conhecendo São Joaquim. 2000.

PIAZZA, W. F. (org). Dicionário Político Catarinense. 2ª ed., revista e ampliada. Florianópolis: Edição da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, 1994.