sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Avenida Juvelino Vieira de Souza, Urupema (SC)

 

Ismênia Ribeiro Schneider

Cristiane Budde

Matéria construída com base nos dados fornecidos por

Carlos Solera, Eleni Cassia Vieira,

Juvelino Vieira de Souza Neto e irmãos

 

            Na matéria de hoje, apresentaremos mais um personagem que recebeu uma homenagem de nome de rua em Urupema (SC): Juvelino Vieira de Souza. A seguir, podemos ver a Lei Ordinária de 2001 que transforma a já existente Rua em Avenida Juvelino Vieira de Souza:

 



            Juvelino Vieira de Souza nasceu em 13 de maio de 1896 e faleceu em 07 de agosto de 1975. Filho de João Vieira de Arruda e de Anna Maria de Lima[i]. Tinha três irmãos legítimos: Protásio Vieira, Otávio Vieira e Eleodoro Vieira, e dois irmãos apenas por parte de mãe: Maria Benta e José Jango.

            Juvelino casou com Candida Arruda (nasc. 12/02/1904i – falec. em 1995), filha de Manoel Pinto de Arruda e de Maria Ignacia Pereira de Arruda. Data do matrimônio: 22 de abril de 1924i.

Notas:

Manoel Pinto de Arruda era proprietário da Fazenda do Cedro, e reconhecido como prestigioso chefe político. filho de João de Deus Pinto de Arruda e de Carolina Muniz de Saldanha ou Carolina Caetana Machado. Manoel era, portanto, neto do fundador da cidade de São Joaquim. Mais informações em: http://genealogiaserranasc.blogspot.com/2020/03/praca-manoel-pinto-de-arruda-urupema-sc.html

Maria Ignácia Pereira (nasc. 11/12/1882) era filha de Manoel José Pereira de Medeiros Filho e Maria Cândida da Silva Mattos.

            Candida, ou “Vó Coca” como era chamada pelos netos, era costureira, bordava à mão e também fazia crochê. Excelente cozinheira, fazia muito bem todos os tipos de doces caseiros (marmeladas).

 

Registro de matrimônio de Juvelino e Candida, primeira página. Fonte: Family search.



Convite de casamento de Juvelino.

          

O casal residia na Fazenda do Rincão.

Fazenda do Rincão.


 De acordo com dados enviados pelo neto de Juvelino (que recebeu o mesmo nome do avô), o tronco principal da árvore genealógica do avô é a seguinte:

 



 

Juvelino e sua esposa Cândida Arruda Vieira.


Juvelino (avô) serviu no 63º Batalhão de Infantaria, em Florianópolis, entre 1914 e 1915, hoje hospital do exército, na Av. Mauro Ramos. Também gostava de política, e foi candidato a prefeito por São Joaquim.

            Ademais, foi sócio fundador do Clube 3 de Maio, e sócio fundador da Hípica Pradinho (fundada em 10 de fevereiro de 1945[ii]), além de juiz de carreiradas.

 


Juvelino Vieira de Souza e o genro Manoel Jalbas de Souza, com o cavalo Serraninho, campeão em torneios importantes de carreira em Vacaria e Pouso Redondo.


Em 1958, comprou a Fazenda da Divisa, onde um de seus netos, com o mesmo nome, reside atualmente.

O casal teve somente duas filhas:

F1 - Ivonete Vieira De Sousa, casada com Orozimbo Oliveira Rodrigues.

Filhos:

N1.1 - Glaucia Maria Vieira Rodrigues (in memoria).

N1.2 - Blevio Jose Vieira Rodrigues (in memoria).

N1.3 - Luiz Carlos Vieira Rodrigues.

N1.4 - Vera Maria Vieira Rodrigues.

 

F2 - Ana Maria Vieira De Souza, casada com Manoel Jalbas de Souza.

Filhos:

N2.1 - Antonio Jairo de Souza.

N2.2 - Ana Cândida Vieira De Souza.

N2.3 - João Savas Vieira De Souza.

N2.4 - José Luiz Vieira De Souza.

N2.5 - Mara Vieira  De Souza.

N2.6 - Juvelino Vieira De Souza Neto.

 

Nota: Juvelino Neto ganhou de seu avô (ainda em vida) um relógio que o avô comprou quando estava no Exército em Florianópolis.

 


 

 

Referências



[i] FAMILY Search. Certidão de matrimônio de Juvelino e Cândida.

 [ii] Certidão sobre Estatutos da Sociedade Hípica Pradinho, Urupema. Livros de Regoistros de Pessoas Jurídicas, Livro de n. 2, fls 66, n. 19. Documento fornecido por Carlos Solera e Eleni Vieira, a quem agradecemos.

 Dados fornecidos por Carlos Solera, Eleni Cássia Vieira, Juvelino Vieira de Souza Neto, esposa, e irmãos, a quem agradecemos.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Rua Elesbão Pereira de Medeiros (Urupema, SC)



Ismênia Ribeiro Schneider
Cristiane Budde
Matéria escrita com o auxílio de Janete Pereira Stupp (neta de Elesbão),
Eleni Cássia Vieira e Carlos Solera

           

Na matéria de hoje, abordaremos mais um personagem que deu nome a uma rua de Urupema (SC): Elesbão Pereira de Medeiros. A rua se localiza na continuação da rua Manoel Inácio Pereira, sendo a principal rua que sai da lateral da igreja.

Elesbão era filho de Manoel Pereira de Medeiros e Ismênia Maria de Saldanha. Nasceu em 1868 e faleceu em 29/07/1938, em Urupema, aos 70 anos.

 Casou, em 18 de março de 1893 (em São Joaquim), com Emilia Florêncio de Jesus, filha de José Florêncio Pereira de Medeiros e Belizária Joaquina de Jesus. Emilia nasceu em 1877 e faleceu em 10/07/1948, aos 71 anos, em Urupema.

           


      Elesbão e Emilia formaram família na então chamada Fazenda Pereira de Medeiros, por abrigar a maioria dos irmãos que, mais tarde, por serem solteiros, optaram por dividir o mesmo espaço na casa grande.
            O casal teve 12 filhos, além de adotar a menina Nilce.
           
F1 – Horandina Pereira de Jesus (30/06/1914 – 13/10/1992), casou-se com Bento José Pereira (26/09/1911 – 26/12/2002). Eram primos-irmãos.
Filhos:
N1.1 – Ana Gerli, falecida aos 14 anos.
N1.2 – Manoel, falecido aos 11 anos.
N1.3 – Neri Pereira de Jesus, casado com Maria Zilda Machado. Tiveram 3 filhos:
BN1.3.1 – Lidiane.
BN1.3.2 – Liliane.
BN1.3.3 – Leandro.
N1.4 – Ademir Pereira, c.c. Maria Aquelina de Souza. Tiveram 2 filhos:
BN1.4.1 – Livio.
BN1.4.2 – Linoeli.

F2 – JOAQUINA PEREIRA, c.c. Donatilio Pereira (irmão do Bento). Eram primos-irmãos. O casal teve uma filha:
N2.1 – Leci Terezinha Pereira, casada com Sebastião Adenizio do Prado[i].
Filhas:
    BN2.1.1 - Indianara Pereira do Prado.
   BN2.1.2 - Idiane Pereira do Prado. Filhos: Henrique Pereira Pires e Gustavo Pereira Pires (in memorian).

Nota: Donatílio foi presidente da Hípica Serrana de Urupema (ver imagem abaixo e, ao final, relato de Janete, neta de Elesbão).

Membros da diretoria da hípica de Urupema.


F3 – PETRONILIA PEREIRA (07/06/1900 – 09/01/1972), c.c. Lino Alves de Souza (29/09/1897 – 30/08/1971).
Tiveram 8 filhos:
N3.1 – Garibaldino Alves de Souza, c.c. a Eli Conceição  (filha da Dorvina e Jardelino)[ii]. Tiveram 5 filhos:

BN3.1.1 – Valnei Dante Souza.

BN3.1.2 – Vania Aparecida Souza.

BN3.1.3 – Veralba da Graça Souza.

BN3.1.4 – Volni Vieira Souza.

BN3.1.5 – Vlademir Souza.

N3.2 – Nabor Pereira de Souza, c.c. Zenita Couto (Neca). Tiveram 3 filhos:
BN3.2.1 – Luiz;
BN3.2.2 – Geovane;
BN3.2.3 – Ednare.
N3.3 – Ari Pereira de Souza, c.c. Celia Xavier. Tiveram 4 filhos:
BN3.3.1 – Luiz Carlos.
BN3.3.2 – Francisco.
BN3.3.3 – Paulo.
BN3.3.4 – Ana Paula.
N3.4 – Doilio Pereira de Souza, c.c. Isabel Machado. Tiveram 4 filhos:
BN3.4.1 – Marciana (
BN3.4.2 – Maristela. Tem 2 filhos: Luan e Mateus.
BN3.4.3 – Bruna. Tem 1 filha: Isabela.
BN3.4.4 – Fabiano.
N3.5 – Sebastião Erotides Pereira de Souza, c.c. Vilma Pagani. Tiveram 7 filhos:
BN3.5.1 – Edson.
BN3.5.2 – Flávio.
BN3.5.3 – Claudio.
BN3.5.4 – João Carlos.
BN3.5.5 – Alexandre.
BN3.5.6 – Analise.
BN3.5.7 – Maria de Lourdes.
N3.6 – Maria do Carmo Souza, c.c. Manuel Inácio Borges. Tiveram 7 filhos:
BN3.6.1 – Vilmar.
BN3.6.2 – Inacio.
BN3.6.3 – Osmar.
BN3.6.4 – Neli.
BN3.6.5 – Nedir.
BN3.6.6 – Zenaide.
BN3.6.7 – Angela.
N3.7 – Joceli Pereira de Souza, c.c. José Antunes. Tiveram 5 filhos:
BN3.7.1 – José Luiz.
BN3.7.2 – Maria de Lurdes.
BN3.7.3 – Vera.
BN3.7.4 – Paulo.
N3.8 – Heraclides Pereira de Souza, casado em primeiras núpcias com Anita Cruz. Tiveram 6 filhos:
BN3.8.1 – Augustinho (Danilo).
BN3.8.2 – Donizete.
BN3.8.3 – Nilo Caravagio.
BN3.8.4 – Marilei.
BN3.8.5 – Rosilei.
BN3.8.6 – Otávio Francisco.
Heraclides ficou viúvo e casou em segundas núpcias com Salete Pinto Andrade. Tiveram 4 filhos:
BN3.8.7 – Heraclides Junior.
BN3.8.8 – Cleber.
BN3.8.9 – Angelita.
BN3.8.10 – Ana Carla.

F4 – Maria das Dores Pereira (Liquinha) (1897 – 03/11/1961, aos 64 anos), solteira.

F5 – Procópio Pereira de Medeiros (27/08/1910 – 01/12/1968, aos 58 anos), solteiro.

F6 – Belizária Pereira, solteira.

F7 – Canuto Pereira de Medeiros, faleceu aos 5 anos.

F8 – José Canuto Pereira de Medeiros (18/01/1892 – 08/-4/1959), casou-se com Felicidades (viúva). Não tiveram filhos.

F9 – Aparício Pereira de Medeiros (1903 – 30/08/1978), solteiro. Teve um filho de criação: Milton Hérico de Almeida, neto de Felicidades, cunhada de Aparício. Milton Hérico (Deca) casou-se com Marli Terezinha Ferreira. Tiveram 5 filhos: José Hamilton, Cledisson, Cleiton, Edna e Franciele.

F10 – Manoel Pereira de Medeiros Filho (1908 – 16/06/1951, com 43 anos), c.c. Almerinda P. Machado (05/10/1917 – 13/12/1974). Tiveram 4 filhos:
N10.1 – José Remi.
N10.2 – Ivonete.
N10.3 – Cleusa.
N10.4 – Maria (in memorian).

F11 – Cirillo Pereira de Medeiros (1899 – 20/05/1931, aos 32 anos), solteiro.

F12 – Horacides Pereira de Medeiros (03/07/1919 – 08/09/1986). Casou-se aos, 38 anos, com Irma Nunes da Rosa, 18 anos. Tiveram 7 filhos:
N12.1 – Esmênia Gorete, c.c. José Della Bruna.
O casal tem 4 filhos:
BN12.1.1 – Fábio, casado com Aparecida. Tem 2 filhas: Taise e Talita.
BN12.1.2 – Abel.
BN12.1.3 – Luzia.
BN12.1.4 – Rosana.
N12.2 – Emilia Aparecida. Tem 2 filhas:
BN12.2.1 – Jaqueline, c.c. Antônio. O casal tem um filho: Artur.
BN12.2.2 – Sabrina. Tem 4 filhos: Isabela, Ana Julia, Lorena e Carlos Eduardo.
N12.3 – José Donizete., c.c. Luci Terezinha.
O casal tem 3 filhos:
BN12.3.1 – Almir, companheira Juliana, tem um filho: Mauricio.
BN12.3.2 – Luciano. Tem 2 filhos: João Eduardo e Henrique.
BN12.3.3 – Taise. Tem 3 filhos: Lucas, Lazaro e Deivid.
N12.4 – Maria Janete, c.c. Angelo P. Stupp.
Tem 3 filhos:
BN12.4.1 – Alice, companheiro Luan, com quem tem 2 filhos: Gustavo e Pedro.
BN12.4.2 – Aline.
BN12.4.3 – Radamés.
N12.5 – Salete Terezinha, c.c. Antônio Fernandes.
Tem 2 filhos:
BN12.5.1 – Vanessa, companheiro: Raul, com quem tem o filho Luiz Fernando.
BN12.4.2 – Fernanda, companheiro Laurian, com quem tem o filho Wiliam.
N12.6 – Paulo Roberto, c.c. Iara Vieira.
O casal tem 3 filhos:
BN12.6.1 – Pedro Paulo.
BN12.6.2 – João Renato.
BN12.6.3 – Ana Carolina. Tem um filho: Bernardo.
N12.7 – Marcos Antônio e Rodrigo tem 2 filhas: Bruna e Valentina.

Elesbão e Emilia tinham mais uma filha de criação, a Nilce, que se casou com José Lino Ferreira e com quem teve os filhos: Marli, Mariza (in memorian), Adilson, Nilza, Vilson, Gorete e Margarete, e criaram o Sebastião do Prado.


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A presente matéria foi escrita com os dados fornecidos pela neta de Elesbão, Maria Janete Pereira Stupp, que contou à Eleni Cássia Vieira sobre o avô e algumas histórias da época:
“Como era proprietário de muitas terras que se estendiam a Rio Rufino e Canoas, tinham o costume e a necessidade de percorrer grandes distâncias, já que as terras eram todas juntas, sem divisão de cercas, e alguns potreiros perto de casa, onde mantinham algumas mulas e vacas de cria, para facilitar o manejo.
Meu avô, Elesbão, não tinha no sangue a veia política e, como herdou muitas terras do pai, preferiu seguir a profissão de fazendeiro agropecuarista. Plantava roças de “coivaras” nos dizeres antigos. Cultivavam milho, feijão, aboboras em Rio Rufino, onde tinham terras e por o clima ser um pouco mais quente que na vila de Sant’Ana (Urupema).
Deslocavam-se para lá em mulas de cargueiro e ficavam por um bom tempo até que as roças estivessem prontas. E foi em uma dessas idas, já que usavam picadas, que o João, irmão de meu avô, foi morto pelos índios em uma emboscada, causando uma intriga com a família, que durou muitos anos.
A presença de índios nessa região era muito grande e meus avôs conviviam com eles em volta da fazenda. Morava na fazenda com nossa família uma senhorinha de nome Isabel, a qual chamavam “vó Zabé”, que era criada escrava e costumava sair pelo mato para caçar. Ela tinha muita amizade com os índios, já que em suas caçadas deixava boa parte da caça para eles, que segundo meu pai [Horacides], tinham muito respeito por ela. Vó Zabé caçava anta e porco do mato, e por ser uma mulher forte e destemida, conseguiu a confiança dos índios.
Segundo meu pai, Horacides, quando ela faleceu os índios fizeram uma homenagem a ela, uma espécie de bandeira, confeccionada com coisas da natureza, inclusive com pena de pássaros e toda colorida. Daí vem o nome ‘Morro dos Bugres’, que fica há uns 20 km de Urupema e hoje pertence a Rio Rufino.
Outro relato é quanto ao ‘Morro do Tigre’, pois segundo se contava, foi encontrado na fazenda um touro que trazia restos de um tigre morto e já em estado de putrefação, preso nos chifres, dando assim nome ao morro que até hoje é conhecido por esse nome.
Mais tarde a filha de Elesbão de nome Joaquina, que era casada com um primo de nome Donatilio, ficou com as terras onde hoje se conhece por Raia, bairro dentro de Urupema. Ali teve, por volta dos anos 1950, uma raia de carreiras de cavalos..”



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Nota: Agradecemos a Carlos Solera, Eleni Cássia Vieira e, em especial, a Janete Pereira Stupp (neta de Elesbão), que nos forneceram os dados sobre Elesbão Pereira de Medeiros, sem os quais, não seria possível a construção e a publicação desta matéria.

[i] Dados fornecidos por Indianara Pereira do Prado, a quem agradecemos.
[ii] Dados fornecidos por Vlademir Souza, a quem agradecemos.

sábado, 20 de junho de 2020

Rua Olavo Pereira Machado – Urupema (SC)


            O personagem da matéria de hoje, foi o primeiro funcionário dos Correios e Telégrafos de Urupema (SC): Olavo Pereira Machado. Com base nesta informação, fornecida pelo pesquisador Carlos Solera, encontramos o Diário Oficial de 1928, onde é possível observar a sua nomeação, ocorrida em 8 de junho de 1928.


Transcrição:

            O Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil:
            Resolve nomear Olavo Pereira Machado para o cargo de agente do Correio de Sant’Anna, no Estado de Santa Catharina, que já exercia interinamente, com a gratificação anual que lhe competir.
            Rio de Janeiro, 8 de junho de 1928, 107º da Independencia e 40º da Republica.
WASHINGTON LUIS PEREIRA DE SOUZA
Victor Konder


       Também em uma publicação do Diário Oficial da União (DOU), é possível observar que em 1949, ainda funcionário dos Correios, Olavo exercia a função de tesoureiro: “Olavo Pereira Machado, agente auxiliar II, com funções de tesoureiro da agência postal telefônica de Urupema, Estado de Santa Catarina”[i]. A mesma informação aparece em publicação do Diário Oficial de 1956[ii].
Olavo Pereira Machado era filho de Leonel Caetano da Silva Machado e Arminda (ou Alminda) Rodrigues Machado[iii].

Notas:
* Leonel era filho de Leonel Caetano da Silva Machado e Florinda Pereira de Jesus.
** Arminda era filha de Thomaz Bento Rodrigues e Belizária Cândida da Silva (Saldanha Rodrigues).
*** Belizária Cândida era filha de Antonio Caetano da Silva Machado e Esmênia Muniz de Saldanha.

         Olavo casou-se com ELVIRA RODRIGUES NEVES (MACHADO)[iv], em 1 de maio de 1915, em São Joaquim (SC). Elvira era filha de Ponciano(?) Rodrigues Machado e Maria Rodrigues Muniziv.

Assinaturas de Olavo e Elvira, no registro de matrimônio, 1915. Disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HT-61N9-HKJ?i=16&wc=MXYG-M23%3A337699901%2C337699902%2C338328401&cc=2016197.


O casal teve as seguintes filhas (não necessariamente em ordem de nascimento)viii:

F1 – EMPORINA PEREIRA MACHADO (falec. 29 de junho de 1990, com 73 anos, solteira)[v].

F2 – IRACY MACHADO VIEIRA[vi] (natural de Urupema, falecida em 21 de setembro de 1980, Lages, com 54 anos[vii]).

F3 – MARIA DO NASCIMENTO MACHADO, c.c. Luiz Dias.

F4 – ANA MARIA DO NASCIMENTO MELO, c.c. José Américo Melo.

F5 – NATÁLIA PEREIRA MACHADO.


            Olavo Pereira Machado faleceu em 20/11/1966, com 76 anos, sendo o óbito registrado no cartório de Lages (Livro 172, Fls 153)[viii].



Referências



[i] DOU, JUSBRASIL. Página 49 da Seção 1 do Diário Oficial da União (DOU) de 25 de Julho de 1949. Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/diarios/2567803/pg-49-secao-1-diario-oficial-da-uniao-dou-de-25-07-1949. Acesso em 12 de jun. 2020.

[ii] DOU, JUSBRASIL. Página 25 da Seção 1 do Diário Oficial da União (DOU) de 25 de Fevereiro de 1956. Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/diarios/2521116/pg-25-secao-1-diario-oficial-da-uniao-dou-de-25-02-1956. Acesso em 19 de jun. 2020.

[iii] FAMILY Search. Registro Civil de Óbito de Leonel Caetano da Silva Machado, Urupema. Disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HT-X9F9-789?i=73&wc=MXYR-RP2%3A339728001%2C339728002%2C339831801&cc=2016197. Acesso em 12 jun. 2020.

[iv] FAMILY Search. Registro de matrimônio de Olavo e Elvira, Matrimônios 1915, Jan-1920, Jun, São Joaquim, Fls 16, verso. Disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HT-61N9-HKJ?i=16&wc=MXYG-M23%3A337699901%2C337699902%2C338328401&cc=2016197. Acesso em 19/06/2020.

[v] FAMILY Search. Registro de óbito de  Emporina Pereira Machado, 1990, Lages. Disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HY-65S3-HJD?i=104&cc=2016197. Acesso em 19/06/2020.

[vi] Dado inserido no site Family Search por Alexandre Correa Presotto.

[vii] FAMILY Search. Registro de óbito de Iracy Machado Vieira, 1980. Disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HY-65S3-4Z1?i=160&cc=2016197&personaUrl=%2Fark%3A%2F61903%2F1%3A1%3AWB21-R3W2. Acesso em 19/06/2020.

[viii] FAMILY Search. Registro de óbito de Olavo Pereira Machado. Óbitos 1966, Jan-1967, Jul, Lages, Fls. 153. Disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HY-XC67-MC?i=189&wc=MXYY-DNY%3A337700801%2C337700802%2C340201301&cc=2016197. Acesso em 19/06/2020.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Avenida Manoel Pereira de Medeiros, Urupema (SC)



         Na matéria de hoje, apresentamos Manoel Pereira de Medeiros (1833 – 22/08/1900[i]), que é um personagem homenageado com seu nome em uma Avenida de Urupema, SC.
Manoel era filho de Francisco Pereira da Cunha Medeiros e de Isabel Joaquina de Jesus[ii]. Casou-se em 21/09/1855, em Lages, com Esmênia (ou Ismênia) da Silva Muniz (ou de Saldanha), filha de Fermino da Silva Ribeiro e de Luiza Gomes da Silva[iii].

Nota: Fermino era filho de Pedro da Silva Ribeiro e Anna Maria de Saldanha.

            De acordo com Eleni Cássia Vieira e Carlos Solera, Manoel Pereira de Medeiros “construiu uma fazenda às margens do rio Caronas. Como veneravam uma imagem de Sant’Ana que possuíam, deram à propriedade o nome da Santa, a qual mais tarde passou a ser conhecida como Sant’Ana Velha. Desta propriedade, ainda existem muitas taipas como vestígios”.

Filhos/as[iv] (não necessariamente em ordem cronológica):

F1 – Floripa Pereira de Jesus (1859 – 17/09/1916), c.c. Januário Pinto de Arruda (10/07/1848 – 26/09/1924), filho de Manoel Joaquim Pinto e Joaquina (Rosa de Jesus) Silva Medeiros.

F2 – Iria Pereira de (Jesus) Medeiros (falec. 17/07/1923), c.c. Caetano Pereira Machado (31/07/1862 – 30/08/1930), filho de Leonel Caetano da Silva Machado e Florinda Pereira de Jesus (Medeiros).

F3 – Januário Pereira de Medeiros (nasc, 28/07/1860), c.c. Florisbella Pereira Machado (04/08/1865 – 1925), filha de Ignácio Rodrigues de Souza e Felicidade Muniz de Saldanha.

F4 – Isabel Pereira de Medeiros (05/11/1866 – 10/02/1916), c.c. João Caetano Pereira Machado (11/06/1871 – 14/01/1900), filho de Leonel Caetano da Silva Machado e Florinda Pereira de Jesus (Medeiros).

F5 – José Pereira de Medeiros, c.c. Joaquina Florêncio Pereira.

F6 – Elesbão Pereira, c.c. Emilia Florêncio Pereira.

F7 – Manoel Pereira de Medeiros (1864 – 26/01/1925), conhecido também como Manoel Timóteo por ter sido criado por Timóteo Cruz[v].

F8 – João Pereira de Medeiros.

F9 – Luiz Pereira de Medeiros (1875 – 1935), filha de Ignácia de Liz e Souza (1888 – 16/11/1965).

F10 – Francisco Manoel Pereira (falec. 11 de julho do 1938), c.c. Severiana ou (Severina)
Alves de Liz (1870 – 13/-6/1906).

F11 – Querino Pereira de Medeiros.

F12 – Luiza Pereira de Jesus, c.c. Antero de Souza Pires.

F13 – Marcos Pereira de Medeiros (1874 – 28/07/1920), c.c. Maria dos Prazeres e Souza.


            Manoel José Pereira de Medeiros faleceu em 22 de agosto de 1900, com 67 anos, e foi sepultado no cemitério da Fazenda da Divisa, Quarteirão do Lavatudoi.
            Segundo Eleni Vieira e Carlos Solera,
“Alguns anos depois, os habitantes da região começaram a sonhar com a fundação de um pequeno povoamento, não definindo se seria próximo a fazenda Sant’Ana Velha ou para os lados do Quebra Dente.
Em 26 de julho de 1917, em casa de Januário, um dos filhos do já falecido Manoel Pereira de Medeiros, quando se fazia um terço festivo consagrado à Santa, foi proposto se fazer então o povoado e uma capela, que era quase sempre o marco inicial para edificação de um agrupamento.
Como não havia ainda a definição de local, os quatro filhos [José, Elesbão, Januário e Manoel Pereira de Medeiros, que implantaram fazendas próximas a dos pais] se propuseram a doar o terreno e sugeriram que a rua principal do povoado tivesse o nome de Manoel Pereira de Medeiros, em homenagem ao pai deles. E assim, aconteceu.
O prefeito de São Joaquim da Costa da Serra se incumbiu de elaborar a planta da futura povoa.
E logo após, os futuros moradores definiram também o local para a implantação da capela, que acabou acontecendo numa pequena elevação do terreno, local chamado de “morrinho”, onde até hoje está construída a igreja Matriz de Santana, que tem na Santa a padroeira do município de Urupema.”       


Igreja de Santana, Urupema (SC). Fonte: Página do Portal Municipal de Turismo de Urupema: https://turismo.urupema.sc.gov.br/equipamento/index/codEquipamento/2077.


Referências



[i] FAMILY Search. Registro de óbito de Manoel José Pereira de Medeiros, 1900, São Joaquim da Costa da Serra, Número do Filme: 004143765. Acesso em: 13 de maio de 2020.

[ii] FAMILY Search. Registro de matrimônio de Manoel José Pereira de Medeiros e Esmênia da Silva Muniz, 1855, Lages, Número do Filme: 004001472. Disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HY-6PR1-R8?i=497&cc=2177296. Acesso de 13 maio 2020. Documento localizado pelo pesquisador Rogério Palma de Lima.

[iii] FAMILY Search. Registro de matrimônio de Manoel José Pereira de Medeiros e Esmênia da Silva Muniz, 1855, Lages, Número do Filme: 004001472. Disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HY-6PR1-R8?i=497&cc=2177296. Acesso de 13 maio 2020. Documento localizado pelo pesquisador Rogério Palma de Lima.

[iv] GENOOM. Perfil de Manoel José Pereira de Medeiros. Disponível em: https://www.genoom.com/tree/p/24426968. Acesso em 13 de maio de 2020.

[v] VIEIRA, Eleni Cássia; SOLERA, Carlos. Manoel Pereira de Medeiros. Estudo fornecido por Carlos Solera, por e-mail, em 04 de maio de 2020.

Agradecemos em especial, a Carlos Solera e Eleni Cássia Vieira, que contribuíram significativamente para a elaboração desta matéria.
Carlos Solera é Consultor Nacional em Turismo Rural e Turismo Cultural. Em novembro de 2012 recebeu o prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, ofertado pelo IPHAN/MG, por ações de preservação e enriquecimento do patrimônio cultural mineiro e nacional, através do segmento histórico do Tropeirismo. Em abril de 2013 recebeu o prêmio Pesquisador Nacional do Tropeirismo, da Assembléia Legislativa de São Paulo – ALESP.
Comendador da Ordem Couto de Magalhães.

Eleni Cássia Vieira é Graduada em Letras pela UFMG, Especialista em Gestão do Patrimônio Cultural – PUC Minas, Especialista em Turismo Regional: Estrada Real - PUC Minas, além de revisora e autora de livros e de coordenar e participar de diversos projetos relacionados à cultura e ao Tropeirismo.