quarta-feira, 14 de agosto de 2019

FAZENDA DO PELOTAS




         Iniciamos uma série de matérias no Blog Genealogia Serrana, publicando trechos e/ou reedições de capítulos que fizeram parte do meu livro “O Vôo das Curucacas” (2013). Postaremos ainda, alguns textos originais sobre curiosidades e histórias da Serra Catarinense (não publicados no livro).
Retomamos hoje, um fragmento do capítulo do meu livro Algumas fazendas e suas histórias, sobre a Fazenda do Pelotas, com pequenos ajustes e o acréscimo de algumas informações e de fotografias.

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A FAZENDA DO PELOTAS, muito conhecida na região serrana, foi comprada em torno de 1765 pelo primeiro Ribeiro em terras catarinenses: MANOEL DA SILVA RIBEIRO, que veio do norte de Portugal.  Estabeleceu-se, ainda novo em Santo Antonio da Patrulha, Rio Grande do Sul, onde se casou com a lagunense Maria Bernarda do Espírito Santo (Benavides), de lá vindo para a região de Lages, passando a morar na referida fazenda.
Possuía uma área de 450 milhões de metros quadrados, e se localizava na Costa da Serra, no hoje município de Bom Jardim da Serra, tendo entre suas divisas o Rio Pelotas e a Fazenda do Socorro.
Alguns documentos comprovam a posse da Fazenda do Pelotas, no período, por Manoel. Um desses documentos é a escritura particular de compra da Fazenda do Socorro (logo abaixo abordada, por ser o berço da outra família estudada: a Souza), em 19 de abril de 1775, limítrofe à do Pelotas:
Os limites partem para o sul com Manoel da Silva Ribeiro, servindo de divisa um arroio que faz barra no Rio Pelotas, chamado Porteira[i].
Também outro documento, de registro de venda dos campos chamados “FAXINAL”, foram vendidas por Manuel Marquez Arzão a Matheus José de Souza, em abril de 1775, que afirma que “as terras partem para a parte sul com Manuel da Silva Ribeiro, servindo de divisa um arroio que faz barra no Rio Pelotas chamado a Porteira, para o norte com o Tenente Antonio Marquez Arzão¹,[ii].
Manoel e Maria Bernarda tiveram 10 filhos, sendo o mais velho, Pedro da Silva Ribeiro, casado com Ana Maria de Saldanha, ancestral direto da autora por linha masculina. Em 1790, Manoel dividiu a fazenda em duas partes: a parte norte para o seu filho Inácio e a parte sul para Pedro[iii].
Estas terras foram provavelmente transmitidas por herança aos filhos, tendo registro documental da propriedade de pelo menos três de seus filhos: Pedro, Ignácio e Domingos José Brito (filho mais moço que ganhou o sobrenome de sua avó materna Domingas Leite Peixoto, da família “Brito” de Laguna).
 Em texto de Bogaciovas (1999) aparece a permuta da fazenda Pelotas, feita por  Domingos Jose de Brito, filho de Manoel. Conforme escritura pública de 02 de março de 1801, o Capitão-mor Regente Bento do Amaral Gurgel Annes e Dona Genoveva Raquel de Fontoura, sua mulher, trocaram uns campos denominados PELOTAS, sitos na Costa da Serra, distrito da vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages, com os Campos denominados BOM SUCESSO, que pertenciam ao dito Domingos José de Brito, que, assim, volta a ser o proprietário da fazenda primitiva de sua família.
Nos autos de demarcação dos limites da Fazenda Bom Sucesso de 1814, Domingos José de Brito deu depoimento, a pedido da autoridade judicial, sobre uma questão de posse de quando era ainda proprietário em Bom Sucesso. Contudo, seu depoimento foi lavrado em “Pelotas”, em 14 de junho de 1814, quando, portanto, já havia sido feita a permuta acima citada.
No caderno de Enedino Batista Ribeiro, de 1950, “Histórias que não vêm na História”, p. 20, diz que Ignácio da Silva Ribeiro e sua mulher, D. Anna Muniz de Saldanha, venderam a Domingos José de Brito, no dia 1º de agosto de 1824, por escritura pública, a metade da Fazenda de Pelotas.
Já em 1858, a Fazenda do Pelotas pertencia a Francisco José Velho (falecido em 1858), sem descendentes. A herdeira foi a mãe, D. Anna Gonçalves Vieira Padilha, que também morreu em 15 de agosto do citado ano, passando a herança para os filhos e netos[iv].

Herdeiros de D. Anna Gonçalves Vieira Padilha:
1 - ANTONIO MANOEL VELHO, residente em Vacaria - solteiro - 5 filhos reconhecidos.
2 - MANOEL ANTONIO VELHO, residente em Vacaria, c. c. Ana Tereza da Anunciação (primos-irmãos).
3 - JOSÉ JOAQUIM VELHO, residente em Lages - solteiro - 5 filhos reconhecidos.
4 - JOAQUIM JOSÉ VELHO, residente em Lages - solteiro - 1 filho reconhecido.
5 - IGNÁCIO MANOEL VELHO, residente em Lages, c. c. Maria Ignácia de Souza.
6 - FRANCISCA MANOELA DE ASSUMPÇÃO, c. c. Jacintho José Ferreira, residentes em SC – capital.
7 - GERTRUDES DE ASSUMPÇÃO (ou da Anunciação do Senhor?), c. c. José Joaquim Ferreira, residente em SC - capital - sem filhos.
8 - MARIA ANTONIA DA ANUNCIAÇÃO, c. c. Francisco Antonio de Candia - 11 filhos.

Principais bens do Espólio (Inventário de Francisco José Velho):
- Fazenda do Pelotas: 20:000$000.
- Casas da referida fazenda: 2:000$000.
- Casas e Campos da Fazenda Quinze dias: 4:000$000.
- Campos “Morro Grande”: 6:000$000.
- Casas nessa fazenda: 300$000.

Essa fazenda foi dividida entre muitos herdeiros e foi sendo vendida a pessoas fora do círculo familiar. Apesar disso, ainda há alguns descendentes com glebas de terra nela, como os Cassetari, cuja ascendência é pela linha feminina dos Ribeiros.

Abaixo fotos da Fazenda do Pelotas em 2007 e, após, em 2017.


2007

Casa da Fazenda do Pelotas, 2007.





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2017 
 
Casa da Fazenda do Pelotas, 2017.








Referências

SCHNEIDER, Ismênia Ribeiro. O Voo das Curucacas: Estudo genealógico de famílias serranas de Santa Catarina. Florianópolis: Letra editorial, 2013.


[i] Cartório de Notas da cidade de São Joaquim. Fls. 822 do Livro nº19. 
[ii] 1º Oficio de Lages, Livro nº 2, fls 12-v a 13.
[iii] RIBEIRO, Enedino B. Gavião de Penacho: Memória de um serrano. Fpolis: IHGSC, 1999.
[iv] MUSEU do Judiciário Catarinense. Inventário de Francisco José Velho, de 1858.

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Um pouco da História de Bom Jardim da Serra (SC)



Finalizando a série de matérias sobre os personagens que deram nome às ruas de Bom Jardim da Serra (SC), hoje apresentamos um breve histórico do município, que teve sua origem no início do século XVIII, quando “os tropeiros do sul do país, principalmente do Rio Grande do Sul, viajavam para o Estado de São Paulo com a finalidade de levar suas mercadorias, para vendê-las ou trocá-las, e trazer itens não existentes em suas regiões de origem”[i]. Nesse contexto, observou-se a abertura de novos caminhos para a passagem dos tropeiros, e também se incentivou a criação de novos núcleos de povoamento no interior do território, facilitando a trafegabilidade e fornecendo pouso aos viajantes[ii].
Assim, como as viagens eram muito longas, os tropeiros paravam para descansar em pontos específicos, sendo um deles a região de Bom Jardim da Serra, que se localiza no topo da Serra do Rio do Rastroi, [iii], inicialmente chamada de “Serra do Doze”[iv], que possuía um caminho difícil e perigoso. Esse ponto de repouso, “com o tempo, tornou-se um pequeno vilarejo, que progrediu com o comércio, já que passou a ser parada obrigatória para aqueles de demandavam o litoral com destino ao Estado de São Paulo”[v].
O povoado foi fundado em 1905 e erguida uma capela em homenagem à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. No mesmo ano foi construída uma escola, tendo como primeiro professor Adolfo José Martins”.[vi] O Distrito foi criado por lei municipal nº 4, de 30-03-1905, subordinado no município de São Joaquim da Costa da Serra, com o nome de Nossa Senhora do Socorro[vii].

Nota: Para mais informações sobre Adolfo José Martins ver: http://genealogiaserranasc.blogspot.com/2017/08/adolfo-jose-martins.html.

         Destacaram-se como personagens importantes para a fundação da Vila: Manoel Cecilio Ribeiro, Prudente Luiz Vieira, Antão de Paula Velho, José Caetano do Amaral, Ranier Cassetari, Emilio Benevenuto Ribeiro, Manoel Ignacio Esteves, João Francisco Rodrigues, Joaquim Ezirio, Vitorino Rodrigues Machado, Taurino Gonçalves Padilha e outros[viii].
De acordo com o IBGE, houve algumas alterações no nome do distrito:
pelo decreto-lei estadual nº 86, de 31-03-1938, o município de São Joaquim da Costa da Serra passou a denominar-se São Joaquim e o distrito de Nossa Senhora do Socorro a denominar-se Bom Jardim. [...] Pelo decreto-lei estadual nº 941, de 31-12-1943, o distrito de Bom Jardim passou a denominar-se Cambajuva. Pela lei estadual nº 282, de 28-07-1949, o distrito de Cambajuva passou a denominar-se Bom Jardim da Serra.vii

O Município de Bom Jardim da Serra foi criado em 29 de janeiro de 1967, e sua instalação ocorreu em 05 de março do mesmo ano (lei estadual nº 1052[ix]), sendo nomeado para Prefeito Venâncio Borges de Carvalhov, [x].

Nota: Para mais informações sobre Venâncio Borges de Carvalho ver: http://genealogiaserranasc.blogspot.com/2019/07/rua-venancio-borges-de-carvalho-bom.html.

            De acordo com o site municipal de turismo de Bom Jardim, “há tantas belezas nessa terra que soou absolutamente natural quando começaram a chamá-la de jardim. Com o tempo, o apelido deu origem ao novo nome da cidade, que substituiu o antigo, Cambajuva[xi]. Hoje, a cidade é conhecida como "Capital das Águas", pois há no município 35 cachoeiras com pelo menos dez metros de altura e nada menos que 14 rios nascem no território e se tornam afluentes do Rio Pelotas dentro do próprio município”[xii]. A economia baseia-se na produção rural, com destaque para a fruticultura (maçã), que detém 80% da produção[xiii].


Figura 1 - Brasão do Município de Bom Jardim da Serra, SC[xiv].


Figura 2 -  Cascata da Barrinha, Bom Jardim da Serra (SC)[xv].


Referências e notas



[i] Rod Romano, Texto elaborado com base no livro "Bom Jardim da Serra - Um pouco de sua História", de autoria de Eliane Zandonadi de Carvalho e Raulino Gamba Filho, e de relatos pessoais da população local. Livro produzido pela Prefeitura Municipal de Bom Jardim da Serra. Disponível em:

[ii] BRÜGGEMANN, A. D. Ao poente da Serra Geral: A abertura de um caminho entre as capitaninas de Santa Catarina e São Paulo no final do século XVIII. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2008.

[iii] O traçado atual da Serra do Rio do Rastro “foi calcado na estrada para cargueiros que ligava Bom Jardim da Serra à localidade de Novo Horizonte no município de Lauro Müller, numa distância de 14 Km. O traçado completo da obra abrangeu, porém, cerca de 40 Km de estrada de difícil execução, trecho compreendido entre Lauro Müller e o topo da serra, sendo também construído ou melhorado o restante do percurso até a cidade de Bom Jardim. Ao final de sua gestão, Irineu Bornhausen subiu a serra em automóvel” (SCHNEIDER, 2017). Disponível em: http://genealogiaserranasc.blogspot.com/2017/05/sobre-abertura-da-serra-do-rio-do.html.

[iv] Conheça a História da Serra do Rio do Rastro. Disponível em: http://serradoriodorastro.weeb10.com/historia-da-serra-do-rio-do-rastro/.

[v] Texto elaborado por Rod Romano com base no livro "Bom Jardim da Serra - Um pouco de sua História", de autoria de Eliane Zandonadi de Carvalho e Raulino Gamba Filho, e de relatos pessoais da população local. Livro produzido pela Prefeitura Municipal de Bom Jardim da Serra. Disponível em:

[vi] Serra Catarinense. Bom Jardim da Serra, O Município. Disponível em:  http://serracatarinense.com/bom_jardim/municipio.html.

[vii] IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Bom Jardim da Serra, Santa Catarina. 2019. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/santacatarina/bomjardimdaserra.pdf

[viii] Autobiografia de Adolfo José Martins, fornecida pelo descendente Henrique Brognoli Martins, a quem agradecemos.

[ix] IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Bom Jardim da Serra, Santa Catarina. 2019. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/santacatarina/bomjardimdaserra.pdf.

[x] SEBRAE/SC. Santa Catarina em Números. Florianópolis/ SEBRAE/SC, 2010. Disponível em: http://www.sebrae-sc.com.br/scemnumero/arquivo/Bom-Jardim-da-Serra.pdf.

[xi] Cambajuva: Palavra de origem tupi. Nome popular para Aulonemia ulei, taquarinha de porte médio, encontrada em matas nebulares e campos turfosos de altitude, no sul do Brasil. Ver: FILGUEIRAS, T. S.; SANTOS-GONÇALVES, A. P. Tupi-Guarani:   Fonte de informações sobre bambus nativos do Brasil. Heringeriana, Brasilía, v. 1, n. 1, p. 34-41, jul. 2007. Disponível em: http://bambusc.org.br/wp-content/uploads/2009/06/tupy_guarani_fonte-de-informacoes-sobre-bambus-nativos-no-brasil_tarcisofilgueiras.pdf.

[xii] Portal Municipal de Turismo de Bom Jardim da Serra. Disponível em: https://turismo.bomjardimdaserra.sc.gov.br/sobre-a-cidade.

[xiii] Governo de Santa Catarina. Bom Jardim da Serra. Disponível em: https://www.sc.gov.br/index.php/conhecasc/municipios-de-sc/bom-jardim-da-serra.

[xiv] Brasão do Município de Bom Jardim da Serra, SC. Disponível em: https://www.mbi.com.br/mbi/biblioteca/simbolo/municipio-bom-jardim-da-serra-sc-br/.

[xv] Blog Viciados em Estrada. Disponível em: https://viciadosemestrada.blogspot.com/2016/08/serra-do-rio-do-rastro-bom-jardim-da.html.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Rua Venâncio Borges de Carvalho (Bom Jardim da Serra/SC)


        No centro de Bom Jardim da Serra (SC), localiza-se a Rua Venâncio Borges de Carvalho, que faz referência a um personagem importante para o município.
Venâncio “foi intendente, prefeito e influente líder político em Bom Jardim da Serra” (CARVALHO; GAMBA, 1992, p. 70, apud FIGUEIREDO, 2018, p. 112). De acordo com o site Serra Catarinense, quando ocorreu a instalação do município, em 29 de janeiro de 1967, Venâncio foi nomeado para Prefeito.
Em São Joaquim, Venâncio foi vereador (1ª Legislatura), no período de 1936 a 1937[i].
Venâncio Borges de Carvalho nasceu em 18 de maio de 1895 (Cambará do Sul, RS), filho de Manoel Pereira de Carvalho (nasc. 1855, natural de São Francisco de Paula – SC) e de Júlia Francisca Borges do Amaral (1873 – 07/06/1942)[ii],[iii]. “Foi criado pelos avôs Marcolino e Rachel que adotaram o neto com três meses de vida” (CARVALHO; GAMBA, 1992, p. 70, apud FIGUEIREDOii, 2018, p. 112).

Notas:
* Manoel Pereira de Carvalho era filho de Francisco Inácio Pereira de Carvalho e de Clemência Bernardina da Silvaii, iii.
** Júlia Francisca Borges do Amaral era filha de Marcolino Borges do Amaral e Castro e de Rachel Jacintha Ribeiroiii.
***Para informações sobre irmãos de Venâncio Borges de Carvalho, consulte Figueiredo (2018, p.112-3).


Venâncio Borges de Carvalho casou com Maria Elisa Rosa (natural de Cambará do Sul, RS), com quem teve pelo menos dois filhos:
F1 – Derly Borges de Carvalho (nasc. 03-01-1931, Bom Jardim da Serra, SC – falec. 08-04-1987, Bom Jardim da Serra, SC), c.c. Maria Albertina Zandonadi, filha de Basílio Alberto Zandonadi e Joanna Costaii,iii.
Derly foi Vice-prefeito de Bom Jardim da Serra, de 1973 a 1977. Prefeito, de 1977 a 1983. Vereador em 1959. Em 1963, reeleito vereador. Também era fazendeiro e pecuarista. Com a morte do marido, Maria “assumiu as rédeas políticas da família”iii. “Em 1988 candidatou-se, pelo MDB, à prefeitura municipal, tendo sido a primeira e única mulher eleita no Estado de Santa Catarina naquele ano” (CARVALHO; GAMBA, 1992, p. 70, apud FIGUEIREDOii, 2018, p. 112).
Filhosii,iii:
                      N1 – Eliane Zandonadi de Carvalho.
                      N2 – Eluza Zandonadi de Carvalho (22/01/1963 – 02/07/1991).
                      N3 – Heloísa Zandonadi de Carvalho.
                      N4 – Elder Zandonadi de Carvalho, c.c. Gerusa de Carvalho.
                      N5 – Márcio Zandonadi de Carvalho, c.c. Rosimeri Aparecida Lima.

F2 – Edite Borges de Carvalho, c.c. Luiz Baltazarii.
Tiveram ao menos dois filhosii:
N1 – Clai Borges Baltazar.
N2 – Luiz Tailor.


Venâncio Borges de Carvalho faleceu em 11/09/1984, em Bom Jardim da Serra, SC.


*Mais informações ou correções podem ser enviadas para menokaribeiro@gmail.com ou crisbudde@gmail.com

             
Referências


[i] CÂMARA Municipal de São Joaquim, SC. Legislaturas. Disponível em: https://www.camarasaojoaquim.sc.gov.br/camara/membros/legislaturas. Acesso em: 03 julho 2019.

[ii] FIGUEIREDO, Edinna B. Pereira. Raízes centenárias de São Joaquim da Costa da Serra. Videira: Êxito, 2018.

[iii] ALVES, Luiz Antônio. Borges de Castro. Memorial Açoriano, Tomo XXIX, 2009. Disponível em: http://www.fuj.com.br/files/H34ls501B09yMEX.doc. Acesso em: 07 julho 2019.


segunda-feira, 17 de junho de 2019

Rua Antão de Paula Velho (Bom Jardim da Serra, SC)


Ismênia Ribeiro Schneider
Cristiane Budde

            A matéria de hoje trata de mais um personagem que deu nome a uma Rua de Bom Jardim da Serra (SC): Antão de Paula Velho. Nascido em 17 de janeiro de 1864[i], em São Francisco de Paula (RS), era filho de Boaventura José Velho e de Henriqueta Manoela dos Passos.
            Segundo a pesquisadora Edinna Figueiredo (2018, p. 675), Antão era “neto paterno de Antônio Manoel Velho e de Anna Tereza da Anunciação, naturais de Cima da Serra, Província do Rio Grande do Sul, neto materno de Ricardo Francisco de Macedo e Rita Maria do Espírito Santo”.
            Antão de Paula Velho participou da fundação do povoado que deu origem ao município de Bom Jardim da Serra[ii]. Também foi “Oficial membro da Guarda Nacional. Primeiro delegado e intendente local” (ALVES, 2011, p. 5)[iii].
            No relatório de 1909 do Almanak Laemmert: Administrativo, Mercantil e Industrial[iv], Antão de Paula Velho é citado como “Intendente districtal” e também como “Criador”.
            Ele se casou, em 9 de maio de 1890 (Lages-SC), com Maria Adelaide Ribeiro do Amaral Souza (19/07/1870 – 08/08/1946[v]), filha de Matheus Ribeiro de Souza e de Maria do Nascimento Borges do Amaral, “Senharinha”, (2ª esposa)[vi]. Residiam na Fazenda Cambajuvas (distrito de Bom Jardim da Serra).

Filhos[iii], [vii], [viii]:
F1- Garibaldino do Amaral Velho (nasc. 1891), c.c. Minervina Pereira da Silva (1895 – 02-08-1921), filha de Manoel José Pereira e de Maria Cândida da Silva Mattos (esta, filha de Tonico das Palmas).
Em segundas núpcias, Garibaldino casou-se com Helena Albino (nasc. 02-06-1908), filha de Pedro Albino de Oliveira e de Anunciata Martorano.

F2 - Boaventura do Amaral Velho (nasc. 05-04-1892), c.c. Maria Argentina Batista, filha de Ambrósio Baptista Andrade de Souza e Maria Trindade.

F3 - Gasparino do Amaral Velho, c.c. Dautília do Amaral, filha de José Caetano do Amaral e Adélia.
  
F4 - João Ribeiro do Amaral Velho, “Jango”, c. c. Valdomira Rodrigues, filha de Joaquim e Maria Cândida Rodrigues.

F5 - Marcos Pereira do Amaral Velho.

F6 - Maria Dulce do Amaral Velho (nasc. 16 de março de 1892), c.c. Antônio Pereira Sobrinho (1889 – 15-05-1961), filho de José Manoel Pereira e Cândida da Silva Mattos. Antônio foi o 9º Prefeito do município de São Joaquim, de 1935 a 1936.

F7 - Olívia do Amaral Velho (nasc. 25-04-1894), c.c. Algemiro Vieira.

F8 - Alencarina Amaral Velho, “Nenzinha”, c.c. José Palma (30-10-1892 – 23-03-1968), filho de Ignácio da Silva Mattos, “Inácio Palma”, e Ismênia.

F9 - Walter do Amaral Velho (nasc. 14-03-1910), c.c. a prima Octília do Amaral Macedo (nasc. 12-01-1912), filha de Bruno Francisco Macedo e de Zulmira do Amaral.


            Antão de Paula Velho faleceu em 26 de abril de 1916, na Fazenda Cambajuvas, em Bom Jardim da Serra (SC)[ix].
                     
Figura 1 - Óbito de Antão de Paula Velho.



Referências

Acervo pessoal de Ismênia Ribeiro Schneider.


[i] BATISTÉRIO de Antão de Paula Velho. Disponível em: https://familysearch.org/pal:/MM9.3.1/TH-1-14864-13317-27?cc=1719212&wc=11590386.

[ii] WIKIPÉDIA. Material sobre Manoel Cecilio Ribeiro. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Manoel_Cecilio_Ribeiro.

[iii] ALVES, Luiz Antônio. Sesmeiro Açoriano, 2011. Disponível em: http://www.fuj.com.br/files/ZrX0PmFzWOMDFiJ.rtf.

[iv] ALMANAK Laemmert: Administrativo, Mercantil e Industrial (RJ) - 1891 a 1940. S. Joaquim da Costa da Serra. 1909. R. 30-31. Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/Hotpage/HotpageBN.aspx?bib=313394&pagfis=40273&url=http://memoria.bn.br/docreader#.

[v] FIGUEIREDO, Edinna B. Pereira. Raízes Centenárias de São Joaquim da Costa da Serra. Videira: Êxito, 2018.

[vii] FIGUEIREDO, Edinna B. Pereira. Raízes Centenárias de São Joaquim da Costa da Serra. Videira: Êxito, 2018.

[viii] Listados não necessariamente na ordem de nascimento.