terça-feira, 29 de maio de 2018

Rua Hipólito da Silva Mattos


A matéria de hoje diz respeito a mais um personagem importante para a história da região de São Joaquim (SC), e que faz parte da conhecida família DA SILVA MATTOS.
Hipólito da Silva Mattos recebeu um nome de rua em sua homenagem, sendo considerado um pioneiro na região serrana. Erradicou-se na Fazenda Bom Sucesso em 1883, e se tornou comerciante bem sucedido. Hipólito também ocupou o cargo de Tabelião de Notas de São Joaquim (SC), e depois, o cargo de Sub Delegado de Polícia durante quatorze anos (RUIZ, 2018).

Nota: Há uma rua em Urubici (SC) também com o nome de Hipólito da Silva Mattos.

Hipólito nasceu em 3 de julho de 1863, em Pescaria Brava-SC, filho de Manoel da Silva Mattos (nasc. 16/04/1834) e de Januária Maria de Jesus (da Conceição)[i].

Nota: Manoel da Silva Mattos é filho de Zeferino da Silva Mattos Filho (08/05/1808 - 24/04/1837) e de Ana Maria de Jesus.

Hipólito casou-se com  com Joaquina Rosa de Lima, em 5 de novembro de 1886, Lages (SC). Joaquina era filha de João Rodrigues de Souza (1843 - 03/07/1886) e de Francisca Rosa de Arruda (Chiquinha) (nasc. 10/10/1850).

Notas: 
João Rodrigues de Souza (1843 - 03/07/1886) é filho de Manoel Rodrigues de Souza (21/09/1796 - 18/09/1868) [este, filho de Matheus José de Souza (1737 - 1820) e de Clara Maria de Athaide (1774 - 13/03/1810)] e de Anna Maria de Lima (20/08/1799 - 13/07/1863).

Em segundas núpcias Francisca Rosa de Arruda (Chiquinha) casou-se com Antonio (Zeferino) da Silva Mattos (15/10/1829 - 15/06/19160).

Francisca Rosa de Arruda (Chiquinha) era filha de Manoel Joaquim Pinto (04/10/1808 - 27/06/1879) e de Joaquina (Rosa de Jesus) Silva Medeiros (1819 - 01/08/1879).


Filhos de Hipólito e Joaquina[i. [ii]]:

F1 – João (Jango) Batista Mattos (nasc. 15 de janeiro de 1888), c.c. Maria Nunes.

F2 – Tácito Otacílio (nasc. 1892), c.c. Emília do Rosário Souza, filha de Alfredo Machado de Souza e Palmira Felicidade de Oliveira. Foi o primeiro Coletor Estadual de Urubici-SC (RUIZ, 2018).

F3 – Hippolyto Canditio de Mattos (05.08.1896 – 25.04.1912 em S. Joaquim-SC) (fls.54, livro Óbitos 1899/1921) (RUIZ, 2018).

F4 – José Calazans  de Mattos (nasc. 27.08.1899, † 23.02.1937 em Urubici-SC (Óbito Nº 113,fls.35v, livro 2), oo 25.09.1924 em Urubici-SC com Patrícia de Souza Machado * 18.02.1906, filha de Leovegildo de Souza Machado e de Eluina Antunes de Souza (Nº 41, fls.49v, livro Matrimônios 1923/1924 do RC de Urubici-SC) (RUIZ, 2018).

F5 – Salvador da Silva Mattos (Salvato) * 03.05.1904, batizado a 27.02.1905 em S. Joaquim-SC (Nº 19/1905 fls.54, livro Batismos 1902/1912), casou-se em 06.05.1926, Urubici-SC, com Candida Souza, filha de Manoel Pinto de Souza e Angelica Rosa de Souza (RUIZ, 2018).

F6 – Heráclites de Souza Mattos (18/05/1906 - 06/2007), c.c. Dorvalino Rodrigues de Souza (nasc. 16/02/1890), filho de Amâncio Rodrigues Nunes e de Maria de Lima.

F7 – Cecília da Silva Mattos (nasc. 20/08/1909).

F8 – Januário Matos de Souza (19/09/1911 - 17/05/1984), c.c. Joana Correa (nasc. 24/07/1916).

F9 – Fredolino da Silva Matos (Tio Fredo) (nasc. 25.07.1914, em S. Joaquim-SC. No registro de nascimento seu nome consta como Fredolim. (Nº 84, fls.14v, livro Nascimentos 1913/1917). Foi juiz de Paz em Urubici-SC  (RUIZ, 2018).
Casou-se em 1as núpcias com Rosita de Souza.
Em 2ª núpcias com Zenaide Souza.

F10 – Silvio da Silva Mattos (nasc. 2 de fevereiro de 1917).

Além desses 10 filhos, o casal Hipólito e Joaquina teve mais os seguintes, de quais desconhecemos a data de nascimento:

F11 – Nevolano Mattos de Souza (ou Nevoluno) (Tio Luna), c.c. Francisca de Arruda Neta, filha de Manoel Pinto de Souza e Angélica Borges de Arruda.

F12 – Manoel Bruno de Mattos, c.c. Maria Cecília de Souza, filha de Manoel Pinto de Souza e Maria Magdalena de Souza.

F13 – Franklin Mattos.

F14 – Antonio Mattos de Souza (nasc. 09.11.1907 em São Joaquim-SC (Nº50, fls.122v, livro Nascimentos 1899-1913), residente na Fazenda da Jararaca em Urubici-SC, casou em 30.01.1932, em Orleans-SC, com Delfina Saturnino de Oliveira, filha de Ignacio Saturnino de Souza e Oliveira e de Emília de Souza Oliveira (Nº69, fls.123v, livro Matrimônios 1927-1934) (RUIZ, 2018).

F15 – Francisco da Silva Mattos, c.c. Felicidade Pereira Mattos, filha de Manoel Rodrigues de Souza e Ignacia Pereira de Souza.


            Hipólito da Silva Mattos faleceu em 14 de novembro de 1953, em Urubici-SC, com 90 anos.


Hipólito da Silva Mattos. Foto disponibilizada por Rogério Palma de Lima no site Genoom.


Rua Hipólito da Sila Mattos, São Joaquim, SC. Fonte: Google Street View, 2018.



REFERÊNCIAS

RUIZ, Glacy Weber. Hipólito da Silva Mattos. Disponível em: http://www.familiasilvamattos.com.br/hipolito_da_silva_mattos.html. Acesso em: 23/05/2018.


[i] Dados inseridos no site Genoom pelo pesquisador Rogério Palma de Lima.

[ii] RUIZ, Glacy Weber. Hipólito da Silva Mattos. Disponível em: http://www.familiasilvamattos.com.br/hipolito_da_silva_mattos.html. Acesso em: 23/05/2018.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Rua Joaquim das Palmas



Ismênia Ribeiro Schneider
Cristiane Budde

O personagem da matéria de hoje fez parte da história dos trabalhos de fundação do município de São Joaquim, sendo também homenageado, mais tarde, com um nome de rua, localizada no Bairro São José, em São Joaquim (SC): Rua Joaquim das Palmas.
Joaquim da Silva Mattos Sobrinho, mais conhecido como JOAQUIM DAS PALMAS DA SILVA MATTOS, ou simplesmente, JOAQUIM DAS PALMAS[1], distinguiu-se como responsável pelo arruamento da nova Freguesia, isto é, pelo traçado e abertura das ruas e logradouros públicos de São Joaquim (SC).
Tornou-se criador e político de renome, filiado ao Partido Liberal, depois Federalista, marcadamente de oposição ao Partido Conservador, mais tarde Republicano, agremiação do governo. De acordo com Glacy Weber Ruiz, Joaquim ajudou a fundar o Partido Liberal, “cuja 1ª reunião foi na Fazenda das Palmas, onde Joaquim passou a residir por morte de seu pai, até a fundação da Freguesia”[i].


Joaquim das Palmas – Imagem disponibilizada por Rogério Palma de Lima no site Genoom.



  Joaquim nasceu em 02.05.1831[ii] e faleceu em 25.10.1916[iii]. Era filho de João da Silva Mattos, ou “João Zeferino de Mattos”[2], de Laguna, e de Anna Joaquina da Conceição Cardoso, de Tubarão, que se tornou um dos primeiros tropeiros a atingir pela Serra do Imaruí os campos de Lages, instalando-se na “Fazenda das Palmas”, no Distrito da Costa da Serra (depois São Joaquim), pertencente ao município de Lages.

Joaquim tinha dez anos quando o pai foi assassinado por Manoel (irmão de Joaquim), deficiente mental. Segundo Durval da Silva Mattos[iv] (filho de Joaquim das Palmas), Manoel “acabou assassinando seu próprio pai, com uma punhalada no coração, em represália a um castigo aplicado pelo mesmo”, sendo condenado às galés perpétuas.
Ainda de acordo com texto do jornalista Durval da Silva Mattos, quando garoto, Joaquim foi para a Cidade do Desterro (Florianópolis), “empregando-se na Casa Comercial de um Francês (cujo nome ignoro), o qual matriculou-o em uma escola onde conseguiu aprender a ler e escrever regularmente. Teve também algumas noções de Francês, ensinado pelo seu patrão. Joaquim, depois de moço, voltou para a Fazenda, mas ali não parou por muito tempo, vivia em negócio ambulante, mascateando, principalmente com joias. Casando-se em Imaruí, com D. Theodora Alves da Silva, filha do abastado Comerciante Cel. José Alves da Silva, veio a fixar residência na Fazenda, pois sua mãe já neste tempo se achava viúva e os outros filhos já se haviam casado. Estabeleceu-se então com uma Casa Comercial e dirigia a Fazenda. Como todos seus irmãos, assinava-se Joaquim da Silva Mattos, mas, era geralmente conhecido por Joaquim das Palmas. Como Comerciante, sendo o apelido “das Palmas” muito popular, tomou a resolução de adotar a assinatura de ‘Joaquim das Palmas da Silva Mattos’. Nenhum outro irmão usou a palavra ‘Palmas’ na sua assinatura”[v].
Como mencionado acima, Joaquim se casou com THEODORA ALVES DA SILVA (20/09/1840 - 15/12/1937[vi]), de Laguna, filha do Capitão José Alves da Silva e de D. Albina Maria[vii]. Conforme consta na certidão de batismo de Theodora[viii], os avós paternos dela são: José Alves da Silva e Maria Quaresma(?); e os avós maternos: Francisco da Silva Leça(?) e Anna(?) Joaquina; todos naturais de Laguna.

Theodora Alves da Silva – Fonte: Bloga de Glacy Weber Ruiz, Família da Silva Mattos.

A família de Joaquim, a princípio domiciliada na Fazenda das Palmas, transferiu-se, mais tarde, para o “Rincão da Rondinha”, onde adquiriu a “Fazenda da Mantiqueira”, próxima de Bom Jardim, onde ele faleceu e foi sepultado.
O casal teve os seguintes filhos:
1 – ANGELINA DA SILVA MATTOS (05.05.1860 – 10.06.1941), religiosa da Irmandade da Divina Providência, “Irmã Rosina”, residente no Colégio “Coração de Jesus”, em Florianópolis, onde desempenhava a função de costureira.
Entrada na Congregação da Divina Providência: 25/9/1904; início do noviciado: 09/05/1905; primeiros votos: 23/10/1907; votos perpétuos: 12/01/1915 (Dados contidos em certidão emitida, a meu pedido, no dia 31 de outubro de 2002 e assinada pela Secretária Provincial Irmã Luzia Koch).

Irmã Rosina.

2 – ESMERALDINA da SILVA MATTOS (nasc. 12/05/1861)[ix]. Não consta no inventário e nem no registro de óbito de Joaquim das Palmas da Silva Mattos. Teria falecido jovem?

4 – DAUTINA DA SILVA MATTOS (11/06/1862 - 18/12/1920vi), c.c. José André Cândido de Góss (28/02/1857 - 10/01/1897)vi.

5 – GENOVÊNCIO DA SILVA MATTOS (04/08/1863 - 13/02/1960), c.c. em 1ª núpcias com Camila Nunes de Souza Borges (21/11/1870 - 13/11/1908vi); em 2ª núpcias com Izabel Antonia Godoy.


Genovêncio da Silva Mattos.

6 – JUVENAL DA SILVA MATTOS (02/01/1865 - 02/11/1951), c.c. Mariana Martorano, filha de Domingos Martorano e Filomena Beviláqua ( italianos). Juvenal/Mariana, pais de: Aparício c.c. Mariquinha; Aires, c.c. Rosa Vieira; Hilda, musicista, solteira; Fhilomena, c.c. Tássilo Bleyer; Teófilo, c.c. Tarcila Vieira, historiador; Maria, c.c. Aristides Bathke; Élvia, c.c. Bibiano Lima, residentes em Caxias do Sul.

     Juvenal da Silva Mattos.

7 – HONORATA DA SILVA MATTOS (nasc. 07/08/1866), solteira, falecida em idade    avançada.

8 – EULÁLIA DA SILVA MATTOS CASSÃO (21/11/1867 - 28/04/1962), c.c. Antonio José Martins Cassão, natural do Minho, Portugal, ancestrais de Aristides, Sócrates, Sóter, Josué,   Gilbertina (esposa de João Fontanella), Olga (esposa de Sebastião Batista Ribeiro, pais da historiadora Maria Batista Nercoline) e Julieta, solteira;

9 – ENÉAS DA SILVA MATTOS (nasc. 01/09/1868), c.c. Maria da Conceição Ribeiro, filha de Manoel Bento Ribeiro e Felicidade Maria Rodrigues.

10 – MARIA DA SILVA MATTOS (nasc. 19/05/1871). Também não consta no inventário e nem no registro de óbito de Joaquim das Palmas da Silva Mattos. Teria falecido jovem?

11 – ADOLPHO DA SILVA MATTOS (06/07/1875 - 13/02/1945), c.c. Ivência Lima, artífice e músico, avô do contra-mestre da Banda de Música da Força Publica do Estado de SC, Tenente Adolfo da Silva Mattos.

12 – ALZIRA DA SILVA MATTOS (06/08/1878 - 30/03/1904), c.c. Antonio Ribeiro de Córdova. Faleceu aos 25 anos.

13 – DURVAL DA SILVA MATTOS (nasc.1879), residente em Araranguá, onde casou e deixou descendentes.
C.c. Joaquina Chaves Pereira, filha de João Francisco Pereira e Jacinta Chavesx.
Mestre de música, jornalista e tabelião em Araranguá – SC[x].
Mais informações sobre esta família em: http://www.familiasilvamattos.com.br/durval_silva_mattos.html

Durval da Silva Mattos. Fonte: Blog de Glacy Weber Ruiz - imagem fornecida a ela pela neta Sislaini Mattos Rabello.

10 – ORLADES DA SILVA MATTOS (nasc. 01/06/1883[xi]). Também não consta no inventário e nem no registro de óbito de Joaquim das Palmas da Silva Mattos. Teria falecido jovem?

Rua Joaquim das Palmas, São Joaquim (SC).



Notas


[1] A origem do nome “Palmas” veio da “Fazenda das Palmas”.
[2] Joaquim era, portanto, irmão de ANTONIO DA SILVA MATTOS (12.10.1830 – 15.06.1916), conhecido como “Tonico das Palmas”.


Referências

Ata nº1 da fundação de São Joaquim.

Monografia de São Joaquim, 1941, de Enedino Batista Ribeiro.

Acervo de Ismênia Ribeiro Schneider.


[i] RUIZ, Glacy Weber. Zeferino José da Silva Mattos. Blog Família Silva Mattos. Disponível em: http://www.familiasilvamattos.com.br/zeferino_j_silva_mattos.html.

[ii] Dado disponibilizado por Rogério Palma de Lima, no site Genoom.

[iii] Inventário de Joaquim das Palmas da Silva Mattos, 1917, arquivado na 2ª Vara Cívil do Fórum de São Joaquim.

[iv] MATTOS, Durval da Silva. A origem da família “Palmas”: De onde veio; Quem foi o primeiro que usou esta assinatura. Disponível em: http://www.familiasilvamattos.com.br/aorigemdafamilia.doc. Disponibilizado por Glacy Weber Ruiz, enviado a ela por Sislaini Mattos Rabello, neta de Durval da Silva Mattos.

[v] MATTOS, Durval da Silva. A origem da família “Palmas”: De onde veio; Quem foi o primeiro que usou esta assinatura (com correções de redação por Ismênia Ribeiro Schneider). Disponível em: http://www.familiasilvamattos.com.br/aorigemdafamilia.doc. Disponibilizado por Glacy Weber Ruiz, enviado a ela por Sislaine Mattos Rabello, neta de Durval da Silva Mattos.

[vi] Dados disponibilizados por Rogério Palma de Lima, no site Genoom.

[vii] Batistério de Theodora Alves da Silva, 1840. Disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HY-XXFR-P4?i=46&cc=1719212

[viii] Batistério de Theodora Alves da Silva, 1840. Disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HY-XXFR-P4?i=46&cc=1719212

[ix] Doc. Resgatado por Glacy Webber Ruiz Cavallaro. Batistério em 24.06.1861 - https://familysearch.org/pal:/MM9.3.1/TH-266-12646-26469-86?cc=2177296&wc=MFKV-W29:1030403001,1030403302,1030427401.

[x] RUIZ, Glacy Weber. Durval da Silva Mattos. Blog Família da Silva Mattos. Disponível em: http://www.familiasilvamattos.com.br/durval_silva_mattos.html

[xi] Certidão de nascimento de Orlades da Silva Mattos, 1883, disponibilizada por Rogério Palma de Lima.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Jurema Hugen Palma


Na matéria de hoje, destacamos uma personagem da cidade de São Joaquim (SC), que recebeu como homenagem, o nome de uma escola municipal: JUREMA HUGEN PALMA (nasc. 18.07.1916), filha de Francisco Hugen (21.04.1874 – 04.07.1945) e de dona Jovina Nunes Hugen (20.04.1884 -07.01.1935).
Jurema era professora, e seu nome foi dado a uma escola do município, localizada na Avenida Otavio Alves Guimaraes, no Bairro Santa Paulina. A escola “foi instalada em setembro de 1982 sob a denominação de ESCOLA ISOLADA MUNICIPAL JUREMA HUGEN PALMA, na ocasião com 30 alunos e 1 professora. No ano de 2007, através da Lei 2.775/2007 que autoriza o município a transformar a Escola Isolada em ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA MUNICIPAL JUREMA HUGEN PALMA. Em agosto de 2008 se realiza o grande sonho de uma escola nova. O Bairro Santa Paulina recebe um novo e amplo prédio escolar com uma área construída de 1.603m².[i]” De acordo com o Blog da Escola, em 2015, ela atendia cerca de 341 alunos,  do Jardim III até a 8ª série e contava com um quadro de 34 funcionários.
 
Jurema Hugen Palma.



Escola Jurema Hugen Palma, foto de Cristiam B. Oliveira (2018) vinculada ao Google Maps. Segundo dados do Google, a escola se mudou para novo local.


Ancestrais de Jurema Hugen Palma:
Avós maternos: Boaventura Rodrigues Nunes e Maria Anastácia Nunes.
Bisavós maternos: Manoel Bento Rodrigues Nunes Júnior e Amélia Jacintha Ribeiro [aqui há outro parentesco: Amélia Jacintha Ribeiro era filha de Pedro José Ribeiro e Jacintha Maria de Saldanha. Pedro José era filho de João da Silva Ribeiro (Sênior) e Maria Bento de Souza].
Trisavós maternos: Manoel Bento Rodrigues Nunes e Felisbina Maria de Saldanha.
Tetravós maternos: João da Silva Ribeiro (Sênior) e Maria Benta de Souza.
Pentavós maternos: Pedro da Silva Ribeiro e Anna Maria de Saldanha.
Hexavós maternos: Manoel da Silva Ribeiro e Maria Bernarda de Espírito Santo.
Heptavós maternos: Domingos da Silva e Domingas Pereira (permaneceram em Portugal, cidade de Mondin de Bastos, Província de Trás-os-Montes).

Jurema Hugen Palma foi casada com CAETANO PALMA (nasc. 21.12.1907, livro 11 – fls. 44v, São Joaquim – falec. 30.06.1960), filho de Ignácio da Silva Mattos, “Inácio Palma” (1860 - 15/07/1935) e de Esmênia Pereira Machado (27/01/1869 - 16/09/1934), importante família joaquinense.
Matrimônio de Jurema e Caetano: 26 de janeiro de 1934, em São Joaquim (SC)[ii].


Caetano Palma.


Filhos de Jurema e Caetano:
F1 – Maria Esmênia Palma (07.10.1934 - 07/11/2014), c.c. Levy Inácio Pereira (nasc. 15.04.1936), filho de Constâncio Inácio Pereira e Jovita Nunes Pereira. Casamento de Maria Esmênia e Levy: 15.01.1955.
Filhos de Maria Esmênia e Levy[iii]:
N1.1 – Levy Inácio Palma Pereira (nasc. 15 de julho de 1962);
N1.2 – Iara Palma (nasc. 12 de janeiro de 1971).
Filha de Iara e de José Carlos de Oliveira, ex-marido:
BN1.2.1 – Renata Palma (nasc. 06/09/1991).
N1.3 – Heliane Palma.

F2 – Jovina Márcia Palma (nasc. 15.03.1936), c.c. Rogério Souza de Melo (nasc. 12.12.1935 – falec. 19.02.1993), filho de João Inácio de Melo e Adelice Souza Melo. Casamento em 31 de maio de 1958.
Filhos de Jovina Márcia e Rogérioiii:
N2.1 – Inácio Rogério Souza;
N2.2 – Regina de Fátima Palma Melo.

F3 – Inácio Palma (25.10.1940 – 13.03.1954). Faleceu atropelado por um automóvel, com 13 anos de idade.


Obs.: Correções e dados podem ser enviados para menokaribeiro@gmail.com


Referências

Caderno datilografado de Enedino Batista Ribeiro, acervo pessoal de Ismênia Ribeiro Schneider.

Livro 11, Batistérios – fls. 44v, São Joaquim.

Lembranças de família.



[i] EEBM Jurema Hugen Palma. Quem sou eu, 2015. Blogspot, organizado por Leonor S. de Souza Nunes. Disponível em: http://escolajuremahugenpalma.blogspot.com.br/. Acesso em: 17 de abril de 2018.

[ii] Documento de Matrimônio de Caetano Palma e Jurema Nunes Hugen (nome de solteira), São Joaquim (SC), 1934. Fornecido pelo pesquisador Rogério Palma de Lima. Disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HY-X3QL-HR?i=27&wc=MXYG-JPX%3A337699901%2C337699902%2C338542803&cc=2016197.

[iii] Dados inseridos no site Genoom pelo pesquisador Rogério Palma de Lima.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Rua Jorge Bleyer - Georg Carl Adolf Bleyer


Ismênia Ribeiro Schneider
Cristiane Budde

            Dedicamos a matéria de hoje a um personagem importante na medicina, na saúde pública e, também, em relação à antropologia e arqueologia brasileira, e que, conforme visto na matéria anterior, é pai de Thássilo Neves Bleyer, que foi farmacêutico em São Joaquim e Urubici.


Georg Carl Adof Bleyer (ou Jorge Carlos Adolpho Bleyer, ou ainda Jorge Clarke Bleyer) se destacou como defensor da higiene pública no estado de Santa Catarina, e publicou diversos estudos sobre medicina, zoologia, etnografia e arqueologia[i]. Recebeu também em São Joaquim (SC, no Bairro Martorano) e em Lages (SC, no Bairro Coral), nome de rua em sua homenagem: Rua Jorge Bleyer.


            
         Nasceu na Alemanha, em Hannover (21/01/1867), filho de Friedrich Karl Cristoph Caspar Bleyer (nascido em Linden, Alemanha) e de Carolyn Amalie Clarke (nascida em Manchester, Inglaterra)[i],[ii]. Jorge Bleyer diplomou-se em Ciências naturais na Alemenha, em 1888, e em Medicina Tropical na Inglaterra, em 1891[iii].
Jorge Bleyer “foi profundamente influenciado pela leitura dos livros do naturalista alemão Karl von den Steinen (1855-1929), primeiro estudioso a registrar os hábitos e costumes dos povos nativos do Brasil Central. Steinen realizara duas expedições ao Xingu na década de 1880, deixando um amplo levantamento cartográfico e etnográfico da região. Estimulado pelos relatos de Steinen, Bleyer, que ganhara como presente de formatura uma viagem à Índia e à América do Sul, aportou no Brasil em 1892. Depois de percorrer os lugares visitados por Steinen, acabou fixando-se em Blumenau, Santa Catarina”[iv].

Georg Carl Adolf Bleyer, ou, como era mais conhecido, Jorge Bleyer.

            De acordo com Costa (2003, p. 273-274), “Ao chegar ao Brasil, em 1892, [...] acabou se fixando em Blumenau, localidade catarinense onde viviam seus compatriotas e o notável Fritz Müller*. Sua chegada àquela vila, onde quase não havia médicos, foi providencial e ele logo começou a trabalhar no hospital local e em povoados próximos. O trabalho era intenso, e as condições de vida muito diferentes daquelas da Europa, a que estava acostumado. Enfrentava toda sorte de dificuldades para assistir os doentes moradores na zona rural”.

*Notas: Fritz Müller: Johann Friedrich Theodor Müller, considerado um revolucionário em política, religião e filosofia, Fritz Müller, como ficou conhecido no Brasil, foi um estudioso do meio ambiente. Foi reconhecido mundialmente pela publicação Für Darwin, para Charles Darwin no ano 1864, cinco anos após Darwin publicar a obra A Origem das Espécies. Foi o primeiro cientista a apresentar modelos matemáticos para elucidar a seleção natural e fornecer provas contundentes da mesma. Foi chamado por Darwin de O Príncipe dos Observadores. Müller deixou uma obra naturalística enorme, que contribuiu para fundamentar e enriquecer a teoria da evolução das espécies por seleção natural de Darwin e projetou o Brasil no cenário da culta ciência europeia. Disponível em: https://www.fundacaofritzmuller.com.br/site/historia. Obs.: Sabemos de três cidades que têm uma rua com o nome de Fritz Müller, em sua homenagem: Blumenau, Indaial e Florianópolis.

VER: Catálogo virtual Fritz Müller: https://issuu.com/martiusstaden/docs/catalogo_fritz_web.


No ano de 1897, encontram-se os primeiros registros acerca do segundo médico evidenciado de Lages (SC): Georg Carl Adolf Bleyer (o primeiro teria sido o Dr. Rueben Cleary)[v]. No ano seguinte, casou-se com Adelaide Augusta Neves (falec. 29/10/1954, com 75 anos[vi]), filha do Capitão João Augusto Xavier Nunes e de sua esposa Rosalina Pereira de Macedo Neves.
Matrimônio de Jorge Bleyer e Adelaide: 21 de maio de 1898, Lages (SC). Ele, com 31 anos de idade. Ela com 19 anos[vii].
Bleyer residiu também em Campos Novos (SC), São Joaquim (SC) e Palmas (PR)iii.

Assinaturas na Certidão de matrimônio de Jorge Bleyer e Adelaide Neves.


O casal, Jorge Bleyer e Adelaide, teve os seguintes filhos[ii, vi]:
- Silvio Neves Bleyer;
- Tacilo (Thassilo) Neves Bleyer;
- Hilário Neves Bleyer;
- Afonso Neves Bleyer;
- Aloisio Neves Bleyer;
- Ademar Neves Bleyer;
- Ondina Neves Bleyer;
- Carmen Bleyer Ramos. C.c. Jaui Camargo Ramos;
- Carolina Bleyer Waltrick, c.c. Leopoldo de Oliveir Waltrick;
- Angélica Bleyer de Meira Lima, viúva do major Joathan de Meira Lima.

      Bleyer orientava a população a respeito de medidas de prevenção de várias doenças, principalmente e leprai. Realizou também alguns estudos sobre a saúde indígena, e trouxe importantes contribuições para a área de bacteriologia e doenças infecciosas. Desenvolveu estudos ao lado de Adolpho Lutziii.

Nota: Adolpho Lutz (1855 – 1940) foi médico, sanitarista e cientista brasileiro, atuou na área da medicina tropical e da zoologia. Foi pioneiro nas áreas de epidemiologia e na pesquisa de doenças infecciosasiii.

            Jorge Bleyer apresentou, portanto, contribuições muito relevantes para diversas áreas, a partir das suas pesquisas, “em uma época em que os deslocamentos entre cidades, estados e países eram difíceis. Além disso, as pesquisas que desenvolveu foram financiadas com recursos próprios” (MANFROI, 2011, p. 8).  

Faleceu em 06 de agosto de 1955, em Lages, com 78 anos. Causa registrada da morte: Caquexia senilii.

Rua Jorge Bleyer em São Joaquim, SC.

Rua Jorge Bleyer em Lages, SC.


Para saber mais sobre Jorge Bleyer, indicamos, em especial, dois artigos:

COSTA, Therezinha de Jesus Thiber Bleyer Martins. Caminhos percorridos pelo dr. Jorge Clarke Bleyer nos campos da medicina tropical e da pré-história brasileira. História, Ciências, Saúde - Manguinhos, Rio de Janeiro, vol. 10(1):272-85, jan.-abr. 2003. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-59702003000100010&script=sci_abstract&tlng=pt.

MANFROI, Ninarosa Mozzato da Silva. Biografia e intelectualidade: as investigações cientificadas de Georg Bleyer. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH, São Paulo, julho de 2011. Disponível em: http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1312726679_ARQUIVO_ArtigoXXVIANPUHNacional17a22jul2011NinarosaREVISADO.pdf.


Referências


[i] COSTA, Therezinha de Jesus Thiber Bleyer Martins. Caminhos percorridos pelo dr. Jorge Clarke Bleyer nos campos da medicina tropical e da pré-história brasileira. História, Ciências, Saúde - Manguinhos, Rio de Janeiro, vol. 10(1):272-85, jan.-abr. 2003.

[ii] Certidão de óbito do Dr. Jorge Carlos Adolpho Bleyer, 1955. Lages, Livro 32, Fls. 102, registro n. 7369. Disponível em Familysearch, Lages, Óbitos 1955, Fev – 1958, Jan: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HY-XC6P-73?i=86&wc=MXYY-M6D%3A337700801%2C337700802%2C340063201&cc=2016197.

[iii] MANFROI, Ninarosa Mozzato da Silva. Biografia e intelectualidade: as investigações cientificadas de Georg Bleyer. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH, São Paulo, julho de 2011. Disponível em: 

[iv] BVS Adolpho Lutz. Jorge Clarke Bleyer (1867-1955). FioCruz, 2018. Disponível em: http://www.bvsalutz.coc.fiocruz.br/html/pt/static/correspondencia/jorge.php.

[v] ANDRADE, Eveline. Cidade nos Campos de Cima da Serra: Experiências de urbanização e saúde em Lages-SC – 1870 a 1910. PPGH, UFSC, Florianópolis, 2011.

[vi] Certidão de óbito de Adelaide Neves Bleyer, 1954, Lages.

[vii] Certidão de matrimônio de Jorge Bleyer e Adelaide Neves, Lages, 1898.