terça-feira, 20 de outubro de 2020

Rua Otávio Pereira Machado (Urupema - SC)

 

Ismênia Ribeiro Schneider

Cristiane Budde

Daniela Ribeiro Schneider

Inécio Pagani Machado

Carlos Solera

Eleni Cássia Vieira

 

            Na matéria de hoje, apresentamos mais um personagem da família Pereira Machado, que foi homenageado com um nome de rua no município de Urupema (SC): Otávio Pereira Machado.

            A rua é fechada ao trânsito de veículos, o que só ocorre em ocasiões especiais. Em uma das laterais da rua, encontra-se o acesso às escadarias da Igreja Matriz, e, logo a seguir, um pequeno lago e a Gruta Nossa Senhora de Lourdes. Na lateral oposta, a rua contorna a praça Manoel Pinto de Arruda, com seus belos canteiros de flores[i]. A denominação da rua consta na Lei n. 255/1996, de 31 de dezembro de 1996, como pode ser visto abaixo:


Lei n. 255/1996, ver número V. Documento fornecido por Carlos Solera e Eleni Vieira.

 





Gruta Nossa Senhora de Lourdes. Fotos fornecidas por Carlos Solera, a quem agradecemos.


Otávio Pereira Machado (nasc. 20/12/1896, bat. 22/02/1897[ii], São Joaquim, SC) era filho de Leonel Caetano da Silva Machado (05/05/1865[iii] – 06/02/1946[iv]) e Arminda Rodrigues Machado (nasc. 11 de julho de 1866[v]). Portanto, Otávio era irmão de Olavo Pereira Machado, que também recebeu como homenagem um nome de Rua em Urupema (SC).

 

Notas:

* Leonel era filho de Leonel Caetano da Silva Machado e Florinda Pereira de Jesus.

** Arminda era filha de Thomaz Bento Rodrigues e Belizária Cândida da Silva (Saldanha Rodrigues).

*** Para mais informações sobre Olavo Pereira Machado, ver a matéria: http://genealogiaserranasc.blogspot.com/2020/06/rua-olavo-pereira-machado-urupema-sc.html.

 

Registro de batismo de Otávio Pereira Machado. Fonte: Family Search.

 

Otávio adquiriu, por volta de 1939, uma usina hidráulica para fornecimento de energia elétrica (potência 8Kw[vi]), que foi a primeira usina da região. Ela foi construída por Ernesto e Ari Ponte[vii]. No texto a seguir, de autoria de Inécio Pagani, mais informações sobre o assunto.

 

Otávio casou-se com Virgínia Pereira de Souza (nasc. 10/10/1900), filha de Francisco José Pereira de Medeiros e Anna Felicidade de Souza[viii].

 

Notas:

* Anna Felicidade era filha de Ignácio Rodrigues de Souza e Felicidade Maria de Saldanha.

** Felicidade Maria de Saldanha era filha de Antônio Caetano da Silva Machado e Ismênia Muniz de Saldanha (D. Yayá).

 

Otávio e Virgínia não tiveram filhos, mas adotaram o sobrinho Roseni Antunes Machado[ix] (pai de Inécio Pagani Machado), e Herly Luiz Pagani Machado[x].

Árvore genealógica de Otávio Pereira Machado.

 

            Para finalizar a matéria, publicamos um texto escrito por Inécio Pagani Machado, neto[xi] de Otávio:

 

Otávio Pereira Machado

Por Inécio Pagani Machado

 

            Foi um homem folclórico. De produtor rural a empresário, numa época difícil e desafiadora.

            Inicialmente residindo na localidade de Quebra Dentes, hoje propriedade da Família Medeiros, veio para a Vila de Santana, adquirindo outras ali. Uma delas, ficava no Bairro Coqueiros, próximo à ponte do Rio Caronas, que liga esse “bairro” ao centro.

            Havia uma pequena atafona e um projeto, já iniciado, para a construção de uma usina hidrelétrica. Com espírito empreendedor, vislumbrou a possibilidade de tocar o projeto, o que acabara acontecendo. Numa fase imediata, foi implantada a rede, fornecendo energia para a Vila.

Como fez isso?

            Construiu um desvio no Rio Canoas, onde está a propriedade do senhor Arosni Pagani da Silva, pela encosta da chácara que havia adquirido e, pelo desnível natural, formava uma queda de aproximadamente vinte metros. Com um sistema de turbina, movimentava todo o complexo de polias, produzindo a energia necessária para a produção de luz elétrica e para a atafona. Criança de sete a dez anos, trabalhei na atafona.

            Então, Santana foi a primeira localidade da Comarca a ter uma usina elétrica movida exclusivamente à água, graças a Otávio Pereira Machado.

            Falei que era folclórico, pois tinha um jeito peculiar de ser: brincalhão, barba sempre por fazer, recebeu o apelido de “Moro Velho”. Ficava furioso se alguém o chamasse assim!

            Tinha um coração imenso, bondoso. Como não teve filhos com a sua esposa, Virgínia Pereira de Souza, adotou meu pai (Roseni Antunes Machado) como filho, criou um irmão meu que também, por afinidade, considerava-o como filho. Acolheu todos os sobrinhos, alguns órfãos e outro por grau parentesco, em sua casa. Os chamava de filhos. Tanto era verdade, que meu pai os tinha como irmãos, e nós como nossos tios.

            Eram comuns as noitadas de jogo de pife (baralho) em sua casa. Sempre com companheiros de sua idade e amizade. A sua cama ficava na cozinha e ele jogava meio deitado ou sentado. Também eram famosas as suas “reinas”, como chamavam. Ficava sem falar e irritado, às vezes por vários dias.

            Mais curiosidades:

            Outra propriedade adquirida foi a chamada “Chapada da Cidade”. Era assim conhecida em homenagem à antiga dona do terreno, de nome Felicidade, daí o apelido dado: Chapada da Cidade. Atualmente, pertence aos herdeiros de Hildebrando Almeida Borges.

            O meio de transporte para ir ao terreno, normalmente, era feito por carro de bois. Levava sempre uma pessoa para conduzir o carro. Certa vez, o carro quebrou ainda no sítio. A distância, para a sua idade, era considerável para ir a pé. Puxou um “palheiro” (cigarro de fumo em corda com palha de milho) e, após algumas baforadas, chamou o companheiro, um menino de seus dez anos, e pediu para ele cortar um arbusto com muitos galhos. Sem entender nada, o menino fez o que lhe fora ordenado. Amarrou os bois, um de cada lado do tronco da árvore, sentou-se nos galhos, e veio embora. A uma certa distância, as pessoas perceberam uma nuvem intensa de poeira, sem saber do que se tratava. Era verão. Alguém gritou: “É coisa do diabo!”. Outros: “É uma tormenta que está vindo, olha o redemoinho!”. Não se via ninguém, apenas dois animais e poeira. Ao chegarem à avenida Manoel Pereira de Medeiros, viram o “Moro Velho”, pitando o palheiro. Foi uma festa para a criançada.

            Gostava muito de política e era fanático do PSD, como dizia, do “Cerço”, que nada mais era do que “Celso Ramos”, então Governador de Santa Catarina.

            Quando havia eleição, fazia aposta com o meu outro avô, partidário ferrenho da UDN, Orozimbio Pereira de Souza[xii]. O ganhador da aposta somente cobrava do perdedor, após trinta dias ou mais, a fim de evitar discussões e intrigas. Com o passar do tempo, tudo voltava ao normal. Isto porque eram cunhados…

            Muitas outras pequenas histórias poderíamos registrar, mas não é o propósito no momento. Apenas procuramos relatar um pouco da vida de Otávio Pereira Machado.

 

 

Referências



[i] Dados fornecidos por Carlos Solera.

 

[ii] FAMILY Search. Registro de batismo de Otávio, 1897. Disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:939Z-Y595-Q6?i=52&wc=MFKJ-X29%3A1030434101%2C1030402502%2C1030447401&cc=2177296. Acesso em 05/10/2020.

 

[v] FAMILY Search. Brasil, Santa Catarina, Registros da Igreja Católica, 1714-1977. Registro de nascimento de Arminda Rodrigues, 1866. Disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HY-65VK-HR?i=90&cc=2177296. Acesso em: 05/10/2020.

 

[vi] MORAES, Fábio Farias. A eletrificação em Santa Catarina. Tese de Doutorado, Departamento de História, Universidade de São Paulo, 2019. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8137/tde-21022020-143822/publico/2019_FabioFariasDeMoraes_VCorr.pdf. Acesso em: 05/10/2020.

 

[vii] URUPEMA, Município de. História de Urupema. Publicado em 13/09/2017. Disponível em: https://www.urupema.sc.gov.br/cms/pagina/ver/codMapaItem/103621.

 

[viii] FIGUEIREDO, Edinna B. Pereira. Raízes centenárias de São Joaquim da Costa da Serra. Videira: Êxito: 2018.

 

[ix] Roseni Antunes Machado era filho de Orozimbio Pereira de Souza e de Lavinia Antunes Amorim.

 

[x] De acordo com Inécio Pagani, não houve adoção documentada. Herly morou com Otávio até se casar.

 

[xi] O pai de Inécio Pagani Machado, Roseni Antunes Machado, foi adotado por Otávio Pereira Machado.

 

[xii] Orozimbio Pereira de Souza era irmão de Virgínia Pereira de Souza, esposa de Otávio.










sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Avenida Juvelino Vieira de Souza, Urupema (SC)

 

Ismênia Ribeiro Schneider

Cristiane Budde

Matéria construída com base nos dados fornecidos por

Carlos Solera, Eleni Cassia Vieira,

Juvelino Vieira de Souza Neto e irmãos

 

            Na matéria de hoje, apresentaremos mais um personagem que recebeu uma homenagem de nome de rua em Urupema (SC): Juvelino Vieira de Souza. A seguir, podemos ver a Lei Ordinária de 2001 que transforma a já existente Rua em Avenida Juvelino Vieira de Souza:

 



            Juvelino Vieira de Souza nasceu em 13 de maio de 1896 e faleceu em 07 de agosto de 1975. Filho de João Vieira de Arruda e de Anna Maria de Lima[i]. Tinha três irmãos legítimos: Protásio Vieira, Otávio Vieira e Eleodoro Vieira, e dois irmãos apenas por parte de mãe: Maria Benta e José Jango.

            Juvelino casou com Candida Arruda (nasc. 12/02/1904i – falec. em 1995), filha de Manoel Pinto de Arruda e de Maria Ignacia Pereira de Arruda. Data do matrimônio: 22 de abril de 1924i.

Notas:

Manoel Pinto de Arruda era proprietário da Fazenda do Cedro, e reconhecido como prestigioso chefe político. filho de João de Deus Pinto de Arruda e de Carolina Muniz de Saldanha ou Carolina Caetana Machado. Manoel era, portanto, neto do fundador da cidade de São Joaquim. Mais informações em: http://genealogiaserranasc.blogspot.com/2020/03/praca-manoel-pinto-de-arruda-urupema-sc.html

Maria Ignácia Pereira (nasc. 11/12/1882) era filha de Manoel José Pereira de Medeiros Filho e Maria Cândida da Silva Mattos.

            Candida, ou “Vó Coca” como era chamada pelos netos, era costureira, bordava à mão e também fazia crochê. Excelente cozinheira, fazia muito bem todos os tipos de doces caseiros (marmeladas).

 

Registro de matrimônio de Juvelino e Candida, primeira página. Fonte: Family search.



Convite de casamento de Juvelino.

          

O casal residia na Fazenda do Rincão.

Fazenda do Rincão.


 De acordo com dados enviados pelo neto de Juvelino (que recebeu o mesmo nome do avô), o tronco principal da árvore genealógica do avô é a seguinte:

 



 

Juvelino e sua esposa Cândida Arruda Vieira.


Juvelino (avô) serviu no 63º Batalhão de Infantaria, em Florianópolis, entre 1914 e 1915, hoje hospital do exército, na Av. Mauro Ramos. Também gostava de política, e foi candidato a prefeito por São Joaquim.

            Ademais, foi sócio fundador do Clube 3 de Maio, e sócio fundador da Hípica Pradinho (fundada em 10 de fevereiro de 1945[ii]), além de juiz de carreiradas.

 


Juvelino Vieira de Souza e o genro Manoel Jalbas de Souza, com o cavalo Serraninho, campeão em torneios importantes de carreira em Vacaria e Pouso Redondo.


Em 1958, comprou a Fazenda da Divisa, onde um de seus netos, com o mesmo nome, reside atualmente.

O casal teve somente duas filhas:

F1 - Ivonete Vieira De Sousa, casada com Orozimbo Oliveira Rodrigues.

Filhos:

N1.1 - Glaucia Maria Vieira Rodrigues (in memoria).

N1.2 - Blevio Jose Vieira Rodrigues (in memoria).

N1.3 - Luiz Carlos Vieira Rodrigues.

N1.4 - Vera Maria Vieira Rodrigues.

 

F2 - Ana Maria Vieira De Souza, casada com Manoel Jalbas de Souza.

Filhos:

N2.1 - Antonio Jairo de Souza.

N2.2 - Ana Cândida Vieira De Souza.

N2.3 - João Savas Vieira De Souza.

N2.4 - José Luiz Vieira De Souza.

N2.5 - Mara Vieira  De Souza.

N2.6 - Juvelino Vieira De Souza Neto.

 

Nota: Juvelino Neto ganhou de seu avô (ainda em vida) um relógio que o avô comprou quando estava no Exército em Florianópolis.

 


 

 

Referências



[i] FAMILY Search. Certidão de matrimônio de Juvelino e Cândida.

 [ii] Certidão sobre Estatutos da Sociedade Hípica Pradinho, Urupema. Livros de Regoistros de Pessoas Jurídicas, Livro de n. 2, fls 66, n. 19. Documento fornecido por Carlos Solera e Eleni Vieira, a quem agradecemos.

 Dados fornecidos por Carlos Solera, Eleni Cássia Vieira, Juvelino Vieira de Souza Neto, esposa, e irmãos, a quem agradecemos.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Rua Elesbão Pereira de Medeiros (Urupema, SC)



Ismênia Ribeiro Schneider
Cristiane Budde
Matéria escrita com o auxílio de Janete Pereira Stupp (neta de Elesbão),
Eleni Cássia Vieira e Carlos Solera

           

Na matéria de hoje, abordaremos mais um personagem que deu nome a uma rua de Urupema (SC): Elesbão Pereira de Medeiros. A rua se localiza na continuação da rua Manoel Inácio Pereira, sendo a principal rua que sai da lateral da igreja.

Elesbão era filho de Manoel Pereira de Medeiros e Ismênia Maria de Saldanha. Nasceu em 1868 e faleceu em 29/07/1938, em Urupema, aos 70 anos.

 Casou, em 18 de março de 1893 (em São Joaquim), com Emilia Florêncio de Jesus, filha de José Florêncio Pereira de Medeiros e Belizária Joaquina de Jesus. Emilia nasceu em 1877 e faleceu em 10/07/1948, aos 71 anos, em Urupema.

           


      Elesbão e Emilia formaram família na então chamada Fazenda Pereira de Medeiros, por abrigar a maioria dos irmãos que, mais tarde, por serem solteiros, optaram por dividir o mesmo espaço na casa grande.
            O casal teve 12 filhos, além de adotar a menina Nilce.
           
F1 – Horandina Pereira de Jesus (30/06/1914 – 13/10/1992), casou-se com Bento José Pereira (26/09/1911 – 26/12/2002). Eram primos-irmãos.
Filhos:
N1.1 – Ana Gerli, falecida aos 14 anos.
N1.2 – Manoel, falecido aos 11 anos.
N1.3 – Neri Pereira de Jesus, casado com Maria Zilda Machado. Tiveram 3 filhos:
BN1.3.1 – Lidiane.
BN1.3.2 – Liliane.
BN1.3.3 – Leandro.
N1.4 – Ademir Pereira, c.c. Maria Aquelina de Souza. Tiveram 2 filhos:
BN1.4.1 – Livio.
BN1.4.2 – Linoeli.

F2 – JOAQUINA PEREIRA, c.c. Donatilio Pereira (irmão do Bento). Eram primos-irmãos. O casal teve uma filha:
N2.1 – Leci Terezinha Pereira, casada com Sebastião Adenizio do Prado[i].
Filhas:
    BN2.1.1 - Indianara Pereira do Prado.
   BN2.1.2 - Idiane Pereira do Prado. Filhos: Henrique Pereira Pires e Gustavo Pereira Pires (in memorian).

Nota: Donatílio foi presidente da Hípica Serrana de Urupema (ver imagem abaixo e, ao final, relato de Janete, neta de Elesbão).

Membros da diretoria da hípica de Urupema.


F3 – PETRONILIA PEREIRA (07/06/1900 – 09/01/1972), c.c. Lino Alves de Souza (29/09/1897 – 30/08/1971).
Tiveram 8 filhos:
N3.1 – Garibaldino Alves de Souza, c.c. a Eli Conceição  (filha da Dorvina e Jardelino)[ii]. Tiveram 5 filhos:

BN3.1.1 – Valnei Dante Souza.

BN3.1.2 – Vania Aparecida Souza.

BN3.1.3 – Veralba da Graça Souza.

BN3.1.4 – Volni Vieira Souza.

BN3.1.5 – Vlademir Souza.

N3.2 – Nabor Pereira de Souza, c.c. Zenita Couto (Neca). Tiveram 3 filhos:
BN3.2.1 – Luiz;
BN3.2.2 – Geovane;
BN3.2.3 – Ednare.
N3.3 – Ari Pereira de Souza, c.c. Celia Xavier. Tiveram 4 filhos:
BN3.3.1 – Luiz Carlos.
BN3.3.2 – Francisco.
BN3.3.3 – Paulo.
BN3.3.4 – Ana Paula.
N3.4 – Doilio Pereira de Souza, c.c. Isabel Machado. Tiveram 4 filhos:
BN3.4.1 – Marciana (
BN3.4.2 – Maristela. Tem 2 filhos: Luan e Mateus.
BN3.4.3 – Bruna. Tem 1 filha: Isabela.
BN3.4.4 – Fabiano.
N3.5 – Sebastião Erotides Pereira de Souza, c.c. Vilma Pagani. Tiveram 7 filhos:
BN3.5.1 – Edson.
BN3.5.2 – Flávio.
BN3.5.3 – Claudio.
BN3.5.4 – João Carlos.
BN3.5.5 – Alexandre.
BN3.5.6 – Analise.
BN3.5.7 – Maria de Lourdes.
N3.6 – Maria do Carmo Souza, c.c. Manuel Inácio Borges. Tiveram 7 filhos:
BN3.6.1 – Vilmar.
BN3.6.2 – Inacio.
BN3.6.3 – Osmar.
BN3.6.4 – Neli.
BN3.6.5 – Nedir.
BN3.6.6 – Zenaide.
BN3.6.7 – Angela.
N3.7 – Joceli Pereira de Souza, c.c. José Antunes. Tiveram 5 filhos:
BN3.7.1 – José Luiz.
BN3.7.2 – Maria de Lurdes.
BN3.7.3 – Vera.
BN3.7.4 – Paulo.
N3.8 – Heraclides Pereira de Souza, casado em primeiras núpcias com Anita Cruz. Tiveram 6 filhos:
BN3.8.1 – Augustinho (Danilo).
BN3.8.2 – Donizete.
BN3.8.3 – Nilo Caravagio.
BN3.8.4 – Marilei.
BN3.8.5 – Rosilei.
BN3.8.6 – Otávio Francisco.
Heraclides ficou viúvo e casou em segundas núpcias com Salete Pinto Andrade. Tiveram 4 filhos:
BN3.8.7 – Heraclides Junior.
BN3.8.8 – Cleber.
BN3.8.9 – Angelita.
BN3.8.10 – Ana Carla.

F4 – Maria das Dores Pereira (Liquinha) (1897 – 03/11/1961, aos 64 anos), solteira.

F5 – Procópio Pereira de Medeiros (27/08/1910 – 01/12/1968, aos 58 anos), solteiro.

F6 – Belizária Pereira, solteira.

F7 – Canuto Pereira de Medeiros, faleceu aos 5 anos.

F8 – José Canuto Pereira de Medeiros (18/01/1892 – 08/-4/1959), casou-se com Felicidades (viúva). Não tiveram filhos.

F9 – Aparício Pereira de Medeiros (1903 – 30/08/1978), solteiro. Teve um filho de criação: Milton Hérico de Almeida, neto de Felicidades, cunhada de Aparício. Milton Hérico (Deca) casou-se com Marli Terezinha Ferreira. Tiveram 5 filhos: José Hamilton, Cledisson, Cleiton, Edna e Franciele.

F10 – Manoel Pereira de Medeiros Filho (1908 – 16/06/1951, com 43 anos), c.c. Almerinda P. Machado (05/10/1917 – 13/12/1974). Tiveram 4 filhos:
N10.1 – José Remi.
N10.2 – Ivonete.
N10.3 – Cleusa.
N10.4 – Maria (in memorian).

F11 – Cirillo Pereira de Medeiros (1899 – 20/05/1931, aos 32 anos), solteiro.

F12 – Horacides Pereira de Medeiros (03/07/1919 – 08/09/1986). Casou-se aos, 38 anos, com Irma Nunes da Rosa, 18 anos. Tiveram 7 filhos:
N12.1 – Esmênia Gorete, c.c. José Della Bruna.
O casal tem 4 filhos:
BN12.1.1 – Fábio, casado com Aparecida. Tem 2 filhas: Taise e Talita.
BN12.1.2 – Abel.
BN12.1.3 – Luzia.
BN12.1.4 – Rosana.
N12.2 – Emilia Aparecida. Tem 2 filhas:
BN12.2.1 – Jaqueline, c.c. Antônio. O casal tem um filho: Artur.
BN12.2.2 – Sabrina. Tem 4 filhos: Isabela, Ana Julia, Lorena e Carlos Eduardo.
N12.3 – José Donizete., c.c. Luci Terezinha.
O casal tem 3 filhos:
BN12.3.1 – Almir, companheira Juliana, tem um filho: Mauricio.
BN12.3.2 – Luciano. Tem 2 filhos: João Eduardo e Henrique.
BN12.3.3 – Taise. Tem 3 filhos: Lucas, Lazaro e Deivid.
N12.4 – Maria Janete, c.c. Angelo P. Stupp.
Tem 3 filhos:
BN12.4.1 – Alice, companheiro Luan, com quem tem 2 filhos: Gustavo e Pedro.
BN12.4.2 – Aline.
BN12.4.3 – Radamés.
N12.5 – Salete Terezinha, c.c. Antônio Fernandes.
Tem 2 filhos:
BN12.5.1 – Vanessa, companheiro: Raul, com quem tem o filho Luiz Fernando.
BN12.4.2 – Fernanda, companheiro Laurian, com quem tem o filho Wiliam.
N12.6 – Paulo Roberto, c.c. Iara Vieira.
O casal tem 3 filhos:
BN12.6.1 – Pedro Paulo.
BN12.6.2 – João Renato.
BN12.6.3 – Ana Carolina. Tem um filho: Bernardo.
N12.7 – Marcos Antônio e Rodrigo tem 2 filhas: Bruna e Valentina.

Elesbão e Emilia tinham mais uma filha de criação, a Nilce, que se casou com José Lino Ferreira e com quem teve os filhos: Marli, Mariza (in memorian), Adilson, Nilza, Vilson, Gorete e Margarete, e criaram o Sebastião do Prado.


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A presente matéria foi escrita com os dados fornecidos pela neta de Elesbão, Maria Janete Pereira Stupp, que contou à Eleni Cássia Vieira sobre o avô e algumas histórias da época:
Como era proprietário de muitas terras que se estendiam a Rio Rufino e Canoas, tinham o costume e a necessidade de percorrer grandes distâncias, já que as terras eram todas juntas, sem divisão de cercas, e alguns potreiros perto de casa, onde mantinham algumas mulas e vacas de cria, para facilitar o manejo.
Meu avô, Elesbão, não tinha no sangue a veia política e, como herdou muitas terras do pai, preferiu seguir a profissão de fazendeiro agropecuarista. Plantava roças de “coivaras” nos dizeres antigos. Cultivavam milho, feijão, aboboras em Rio Rufino, onde tinham terras e por o clima ser um pouco mais quente que na vila de Sant’Ana (Urupema).
Deslocavam-se para lá em mulas de cargueiro e ficavam por um bom tempo até que as roças estivessem prontas. E foi em uma dessas idas, já que usavam picadas, que o João, irmão de meu avô, foi morto pelos índios em uma emboscada, causando uma intriga com a família, que durou muitos anos.
A presença de índios nessa região era muito grande e meus avôs conviviam com eles em volta da fazenda. Morava na fazenda com nossa família uma senhorinha de nome Isabel, a qual chamavam “vó Zabé”, que era criada escrava e costumava sair pelo mato para caçar. Ela tinha muita amizade com os índios, já que em suas caçadas deixava boa parte da caça para eles, que segundo meu pai [Horacides], tinham muito respeito por ela. Vó Zabé caçava anta e porco do mato, e por ser uma mulher forte e destemida, conseguiu a confiança dos índios.
Segundo meu pai, Horacides, quando ela faleceu os índios fizeram uma homenagem a ela, uma espécie de bandeira, confeccionada com coisas da natureza, inclusive com pena de pássaros e toda colorida. Daí vem o nome ‘Morro dos Bugres’, que fica há uns 20 km de Urupema e hoje pertence a Rio Rufino.
Outro relato é quanto ao ‘Morro do Tigre’, pois segundo se contava, foi encontrado na fazenda um touro que trazia restos de um tigre morto e já em estado de putrefação, preso nos chifres, dando assim nome ao morro que até hoje é conhecido por esse nome.
Mais tarde a filha de Elesbão de nome Joaquina, que era casada com um primo de nome Donatilio, ficou com as terras onde hoje se conhece por Raia, bairro dentro de Urupema. Ali teve, por volta dos anos 1950, uma raia de carreiras de cavalos..”



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Nota: Agradecemos a Carlos Solera, Eleni Cássia Vieira e, em especial, a Janete Pereira Stupp (neta de Elesbão), que nos forneceram os dados sobre Elesbão Pereira de Medeiros, sem os quais, não seria possível a construção e a publicação desta matéria.

[i] Dados fornecidos por Indianara Pereira do Prado, a quem agradecemos.
[ii] Dados fornecidos por Vlademir Souza, a quem agradecemos.