Olá!
Neste momento entramos em um período de recesso, retornando as matérias no final de janeiro de 2018.
Muito obrigada aos nossos leitores, que acompanham o nosso trabalho e auxiliam na sua divulgação.
Ano que vem retornaremos com mais pesquisas para vocês!
Um ótimo natal e um ano ano próspero, com muita paz, saúde e felicidade!
Abraços,
Ismênia e equipe.
sábado, 23 de dezembro de 2017
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
Rua Antônio José Alves de Sá
No Bairro Madre Paulina, em São
Joaquim (SC), localiza-se a Rua Antônio José Alves de Sá, que homenageia o
primeiro prefeito (intendente) do município, eleito para o período de 1887 a 1891.
Antônio José Alves de Sá era filho do Comendador
BERNARDINO ANTÔNIO DA SILVA E SÁ (falec. em Lages em 21.08.1880) e de MARIA
ANTÔNIA DA SILVA (Lages, 10.05.1824 - ?).
Nota: Maria Antônia da Silva era filha
de Matheus José de Souza Jr. (01.11.1792 (matriz de Lages,L1, fls.89-v) – 1873)
e de Ana Maria do Amaral (batizada em Lages, 26.10.1793, L2,fls.3). Maria
Antonia, portanto, era neta de Matheus José de Souza, açoriano (1737- 1820),
que muito jovem radicou-se no Rio, onde constituiu família. Após a morte da
esposa, com os dois filhos homens mudou residência para a região de Lages, que
estava sendo desbravada pelo governo português. As duas filhas mulheres
permaneceram no Rio, perdendo o contato com o resto da família. Matheus
engajou-se nos trabalhos de construção do município, chegando a ser vereador,
juiz, ao mesmo tempo que se voltava para a atividade pastoril, como meio de
vida.
Em primeiro
de fevereiro de 1786, em Lages, (matriz, L1, Fls30-v), casa-se com Clara Maria
de Athayde, batizada na matriz de Lages a 17 de abril de 1774, falecida em
13.09.1810 (L2, Fls26), sendo sepultada na igreja, pelo vigário Francisco José
de França. Matheus e Clara tornaram-se o casal patriarca da Família SOUZA em
SC, contemporâneo de Correia Pinto na fundação de Lages, e que comprou na Costa
da Serra, hoje Bom Jardim, de Manoel Márquez Arzão, a Fazenda Nossa Senhora do
Socorro., cerca de 1775. O casal teve sete filhos, ancestrais de
representativas famílias serranas, dentre as quais, sobressai a família de
Matheus José de Souza Júnior, casado com Ana Maria do Amaral, filha do
Sargento–mor João Damasceno de Córdova e Maria de São Boaventura do Amaral e
Silva. Deles descende Maria Antônia, que, ao se casar com o Comendador
Bernardino Antônio da Silva e Sá, tornou-se a mãe do primeiro prefeito de São
Joaquim.
Filhos do Comendador Bernardino Antonio da
Silva e Sá e de Maria Antônia da Silva:
F1
– Tenente ANTÔNIO JOSÉ ALVES DE SÁ, c.c.
CAMILLA MARIA DE JESUS (08/07/1854 - 22/11/1923i), filha de Antônio Pereira de Camargo,
dono da Fazenda “do Curralinho”, em São Joaquim, onde faleceu, muito jovem, em
1854, mordido por uma cascavel. Camilla é filha póstuma, a mais nova de três
filhos.
A mãe de Camilla era “Donana”, Anna Antunes de Jesus,
falecida a 10 de agosto de 1884, 30 anos após o marido, que substituiu na
guarda dos filhos e na direção dos negócios, ampliando-os de modo que o espólio
que recebeu de 16:720$580, por ocasião de sua morte estava em 46:815$361.
Notas:
Donana era
filha de Manoel Palhano de Jesus (em seu inventário de 1841, arquivado no MJ),
conhecido, porém, na comunidade joaquinense, (em Enedino Batista Ribeiro e
Joaquim Galete da Silva, por exemplo), como João Baptista Palhano Prestes c.c.
Constância Maria de Souza, gaúcha, pais de oito filhos, por sua vez, troncos de
importantes famílias serranas. Conta a crônica familiar que Manoel Palhano
Prestes era tio de D. Leucádia, a mãe de Luiz Carlos Prestes.
Os dois
irmãos de Camilla Maria de Jesus eram:
i – JOÃO
PEREIRA CAMARGO (1848 - ?), c.c. Prudência
Domingues Arruda, filha de João Domingues Arruda (1843 - ?) e Henriqueta Maria
dos Santos, pais de 10 filhos, entre ele, Rosendo Pereira Camargo, c.c.
Brasiliana de Araújo, pais do famoso criador de gado franqueiro da Coxilha
Rica, Nelson Araújo de Camargo;
ii – MARIA
ANTONIA DE JESUS (1844 - ?), c.c. Thomás Antônio de Souza ( “Thomazinho”). 13
filhos.
Filhos de Antônio José Alves de Sá e
Camillai:
N1 – José Antônio (nasc. 06/12/1870), c.c. Amélia
Floriana de Lacerda (1868 - 03/09/1906).
N2 – Júlio (nasc. 04/04/1872).
N3 – Dorvina (nasc. 1875).
N4 – Adolphina (Adelina) (nasc. 29/08/1876), c.c. José
Cecílio Pereira.
N5 – Emilia (Adilia) (nasc. 21/10/1878)
N6 – Bernardino (nasc. 10/04/1880).
N7 – Anália (nasc. 19/041882).
N8 – Donária (nasc. 01/02/1891).
N9 – Maria Ignácia (nasc. 1894), c.c. Theodoro
Francisco Siqueira (nasc. 1883).
N10 – Mercedes.
Retomando
os filhos do Comendador Bernardino Antonio da Silva e Sá e de Maria Antônia da
Silva:
F2
– ANNA, c.c. João Antunes Sobrinho.
F3 – BERNARDINO ANTONIO (nasc. 1843),
casou-se duas vezes:
- Ana Maria Luizai;
-
Lucinda Lopes (1865 - 22/09/1910)i.
F4
– ILDEFONSO ALVES DE SÁ, casado.
F5
– AMÉLIA, c.c. José Madruga de Córdova;
F6 – LEOPOLDINO ALVES DE SÁ (nasc. 16/12/1850),
casou-se duas vezes:
- Silvina Joaquina da Rosai;
-
Izabel da Silva Nery (nasc. 1870)i.
F7
– MARIA ANTÔNIA (02/05/1854 - 04/11/1925i), c.c. João Domingos Moreira Branco (1852
- 22/02/1925).
F8
– JOSEPHA, c.c. João José Fernando.
F9
– JÚLIO ANTÔNIO DA SILVA E SÁ, c.c. Cândida Olivia Pereirai.
F10
– ADELINA, c.c. Manoel Madruga de Córdova.
F11
– JOÃO ANTÔNIO DA SILVA E SÁ (nasc. 02/12/1862), c.c. Maria Casemira dos Santos.
A família tinha fazenda, chamada “Três Imbus”, no
Distrito de “Baguais”, hoje Campo Belo do Sul. Possuía também cinco escravos e uma
casa de residência em Lages.O inventário do Major Bernardino Antônio da Silva e
Sá, de 1880, encontra-se arquivado no Museu do Judiciário de SC, em
Florianópolis. Trabalhou no inventário o Juiz de órfãos, Dr. Manoel Cardoso Vieira
de Mello, tendo funcionado como Escrivão de Órfãos: João José Theodoro da
Costa.
Sobre a nomeação do Intendente:
Nos primeiros tempos da vida política independente dos
Municípios, o Intendente (prefeito) era nomeado diretamente pelo Presidente da
Província (Governador), mas escolhido entre os sete vereadores eleitos pelo
povo. A primeira Câmara de São Joaquim foi escolhida no dia 7 de maio de 1887,
com a presença do sr. Presidente da Câmara Municipal da cidade de Lages,
Belisário José de Oliveira Ramos, sendo eleitos os seguintes cidadãos: Marcos
Baptista de Souza, Mateus Ribeiro de Souza, José Rodrigues de Souza, Policarpo
José Rodrigues, Aureliano de Souza e Oliveira, João de Deos Pinto de Arruda,
Antonio José Alves de Sá.
Segue
transcrição da ata da posse:
CÂMARA
MUNICIPAL:
“Aos
sete dias do mês de maio do ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, de
mil oitocentos e oitenta e sete, nesta vila de São Joaquim da Costa da Serra,
na sala da casa determinada para as funções da Câmara Municipal, pelas dez
horas da manhã, aí presente o sr. Presidente da Câmara Municipal da Cidade de
Lajes, Belisário José de Oliveira Ramos, comigo Secretário do Seu cargo, abaixo
nomeado, compareceram os cidadãos Mateus Ribeiro de Sousa, Capitão Marcos
Batista de Sousa, tenente Antônio José Alves de Sá, alferes José Rodrigues de
Sousa, João de Deus Pinto de Arruda, Aureliano de Sousa e Oliveira e Policarpo
José de Sousa, digo, Policarpo José Rodrigues, eleitos vereadores da câmara da
mesma vila, para servirem no corrente quadriênio de mil oitocentos e noventa; o
sr. Presidente nos deferiu o juramento
dos Santos Evangelhos em um livro deles, em que cada um por sua vez pôs a sua
mão direita, prometendo de bem desempenharem as funções de vereadores da dita
Câmara de São Joaquim da Costa da Serra, e promover o quanto em si couber os
meios de sustentar a felicidade pública. E como assim disseram mandou o sr.
Presidente lavrar este termo, em que assinam como os juramentos. Eu, João da
Cruz Silva, Secretário, que o escrevi, fiz a entrelinha que diz – Policarpo
José Rodrigues. (Ass.) Belisário José d’Oliveira Ramos, Marcos Batista de
Souza, Mateus Ribeiro de Souza, José Rodrigues de Souza, Policarpo José Rodrigues, Aureliano de Souza
e Oliveira, João de Deos Pinto de Arruda, Antônio José Alves de Sá”
Fonte:
(Ribeiro, 1941).
Naquela data, era Presidente da Província, em sua 37ª
gestão, o sr. Francisco José da Rocha, do Partido Liberal, que governou Santa
Catarina de 29.09.1885 a maio de 1888. Esses acontecimentos ocorreram durante o
último Gabinete Ministerial de D. Pedro II antes da Proclamação da República
(15.11.1889) e que pertencia ao Partido Liberal, dirigido pelo Visconde de Ouro
Preto. Por essa razão, foi escolhido como Primeiro Intendente do Município um
vereador filiado a essa agremiação política: ANTONIO JOSÉ ALVES DE SÁ.
![]() |
Rua Antônio José Alves de Sá, São Joaquim (SC). |
Referências
Banco
de Dados de Joaquim Galete da Silva, Enedino Batista Ribeiro, Ismênia R.
Schneider.
CARVALHO, José
Murilo. A Criação da Ordem.
3ª Edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
MUSEU DO
JUDICIÁRIO CATARINENSE. Inventário do
Major Bernardino Antônio da Silva e Sá, de 1880. Florianópolis.
MUSEU DO
JUDICIÁRIO CATARINENSE. Inventário de
Anna Antunes de Jesus de 1884. Florianópolis
OLIVEIRA,
Sebastião Fonseca. Aurorescer das
Sesmarias Serranas. Porto Alegre:
Edições EST, 1996.
RIBEIRO,
Enedino Batista. São Joaquim, Notícia
Estatístico-Descritiva. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Departamento Estadual de Estatística. Estado de Santa Catarina. Publicação n.
23. Florianópolis, 1941.
[i]
Dados disponibilizados pelo pesquisador Rogério Palma de Lima.
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
Rua Genovêncio Mattos
No centro da
cidade de São Joaquim (SC), entre as ruas Leonel Machado e Domingos Martorano,
localiza-se a Rua Genovêncio Mattos, que recebeu esse nome em homenagem a mais
um personagem importante da Região Serrana.
GENOVÊNCIO DA SILVA MATTOS nasceu em
04.08.1863, batizado em 25.10.1864, na Igreja São João Batista, em Imaruhy-SCi, filho de Joaquim da Silva Mattos Sobrinho
(nome jurídico), mais conhecido por Joaquim das Palmas da Silva Mattos (02/05/1831
- 25/10/1916[i]),
e de Theodora Alves da Silva (20/09/1840 - 15/12/1937).
Nota: Joaquim das Palmas era filho de João Zeferino de Mattos (1799
- 26/04/1843) e Anna Zeferino de Mattos (ou Anna Joaquina da Conceição Cardoso,
de Tubarão). Theodora era filha do Tenente Coronel José Alves da Silva e de
Albina Maria.
Genovêncio foi um grande líder
político serrano do Partido Liberal, condecorado com a patente de Coronel da
Guarda Nacional, pelo então Presidente da República Prudente de Moraes[ii].
Nota:
Durante o período do Império e parte do da República, os indivíduos poderosos e
de grande influência política eram também considerados responsáveis pela
segurança do país. Dessa forma deveriam organizar os cidadãos aptos com o fim
de servirem em situações de emergência, em unidades militares da Guarda
Nacional. De acordo com o efetivo organizado, recebiam então os postos
militares correspondentes. A Guarda Nacional foi extinta em 1922, mas a
denominação permaneceu como forma de tratamento respeitoso a uma pessoa
importante.
![]() |
Figura 1 - Genovêncio da Silva Mattos (Fonte: Página de Glacy Weber Ruiz. Acervo de Cida Mattos Ribeiro). |
Casou em primeiras núpcias, em 25/01/1889[iii]
(Lages, SC), com CAMILLA NUNES DE SOUZA BORGES (ou Camilla Nunes da Silva)
(nasc. 1871, bat. 21.12.1871, na Matriz de Lages-SC, com um mês de idade,
falec. 13.11.1908 em S. Joaquim-SC), filha de Joaquim Fermino Nunes e Maria
Antonia de Souza Borges.
F1. Alcidia da
Silva Mattos (nasc. 04.02.1890, em São Joaquim-SC, bat. 03.02.1890, falec.
19.01.1901, em S. Joaquim-SC). Faleceu com onze anos de idade[v].
F2. Orlades
Matos (nasc. 30.06.1891, em São Joaquim-SC).
F3. João Mattos
(Janjão) (nasc. 07.09.1892, bat. 30.11.1892, falec. 01.07.1929, São Joaquim-SC).
Embora tenha falecido solteiro, deixou descendentesi.
F4. Julio Nunes
Mattos (nasc. 29.10.1895), c.c. Abrilina Godoy Azevedo (14/11/1898 - 05/08/1969[vi]), filha de Geraldo Caetano Azevedo (1868
- 1922) e Maria Antonia de Godoy (nasc. 23/01/1879).
F5. Eutília
Matos (ou Otília) (nasc. 23.10.1897), faleceu por afogamento no Rio Rondinha.
F6. Maria Matos
(nasc. 30.09.1900 em São Joaquim-SC), c.c. Abel José da Luz.
F7. Maria Benta Matos
(nasc. 13.03.1904, bat. 03.04.1904, em S. Joaquim-SC).
F8. Joaquim
Matos (nasc. 04.04.1906, bat. 15.04.1906, em S. Joaquim-SC), c.c. Otillia Mattos.
F9. José Matos (nasc.
17.06.1902, bat. 10.08.1902, em São Joaquim-SC - 17/01/1987), casamento a
25.01.1929 com Otília Caetano Mattos (ou Otilia Antonia Barboza) (13/11/1911 -
17/08/1982).
José Matos era
comerciante, tinha Armazém de Secos e Molhados em São Joaquim, SC.
Genovêncio da Silva Matos casou, em segundas núpcias, no dia
07.03.1910, com IZABEL ANTONIA DE GODOY (1880 - 22.11.1955), filha de Joaquim
Antonio de Godoy (15/05/1852 - 08/06/1929) e Ana Cavalheiro do Amaral (1857 -
27/12/1921).
Filhos:
F1. Pedro Matos
(nasc. 23.02.1910 - 18/02/1988), casou em 1934 com Helena Mattos (nasc.
08.01.1914, falec. 21.09.1991), filha de Saturnino da Silva Mattos e Maria Anna
de Jesus.
F2. Ondina (ou
Hundina) (nasc. 13.03.1912).
F3. Valdivia
Matos Bathke (Iva) (nasc. 30/11/1913iv).
F4. Sérgio
Mattos (nasc. 09.09.1915, em S. Joaquim - SC, bat. 25/12/1915, na matriz de São
Joaquim, falec. 12.10.1994, em Curitiba-PR). Casou em São Joaquim-SC a
23.09.1938 com Julieta Melchiades Nunes de Souza (02.07.1920, em Urubici-SC - 14/03/2009vi), filha de Manoel Melchiades de Souza
Machado e Bernardina Lídia Nunes.
F5. Samuel Matos
(nasc. 18/04/1918), c.c. Ruth Nunes (nasc. 11/06/1924vi). Samuel faleceu em acidente
automobilístico.
F6. Anna Matos
Ribeiro (nasc. 02.07.1926, em S. Joaquim – SC), casada com o pecuarista Hermelino
da Silva Ribeiro (08/08/1885 - 27/01/1967), filho de Cathólico da Silva Ribeiro
(15/12/1852 - 21/11/1887) e de Joana Rodrigues (Gertrudes) Pereira (nasc. 23/06/1861).
Anna faleceu em 26/05/2014vi.
F7. Adriano (09/01/1928
- 10/04/1929, em S.Joaquim-SC, faleceu com idade de 1 ano e 3 meses).
Genovêncio faleceu a 13.02.1960 e foi sepultado no Cemitério Santo Anjo
da Guarda, em São Joaquim-SCii.
![]() |
Figura 2 - Rua Genovêncio Mattos, São Joaquim (SC). |
[i]
Inventário de Joaquim das Palmas da
Silva Mattos (1917). Inventário Judicial Registrado a Fls 11 do L1º (Sem
Testamento), Juízo de Direito da Comarca de São Joaquim da Costa da Serra.
[ii]
RUIZ, Glacy Weber. Genovêncio da Silva
Mattos. Disponível em: http://www.familiasilvamattos.com.br/genovencio_silva_mattos.html.
Acesso em: 27/11/2017.
[iii]
Documento localizado por Tânia Costa. Matrimônio
de Genovêncio da Silva Mattos e Camila Nunes, 1889. Disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HT-61N9-ZTP?wc=MQ51-H2S%3A337699901%2C337699902%2C338202301&cc=2016197.
Acesso em: 27/11/2017.
[iv]
Documentos disponibilizados por Tânia Aparecida Costa e Rogério Palma de Lima e
Matéria de Glacy Weber Ruiz: Genovêncio da Silva Mattos. Disponível em: http://www.familiasilvamattos.com.br/genovencio_silva_mattos.html.
Acesso em: 27/11/2017.
[v]
Documentos disponibilizados no site Genoom por Tânia Costa e Rogério Palma de
Lima. Nascimento de Alcidia da Silva Mattos: https://familysearch.org/pal:/MM9.3.1/TH-267-12696-48651-13?cc=2016197&wc=MQ5Y-7WL:337699901,337699902,337716001 e Óbito de Alcidia da Silva Mattos.
Disponível em: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HY-6RQV-G5?i=199&cc=2016197.
Acesso em: 30/11/2017.
[vi]
Dados disponibilizados por Rogério Palma de Lima no site Genoom.
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
Viagem à Serra Catarinense
Hoje selecionamos algumas imagens representativas de nossa Serra Catarinense, fotografadas durante viagem a Bom Jardim da Serra e São Joaquim.
Dentre elas, podemos ver a Casa de Pedra (Fazenda do Socorro)*, a Serra do Corvo Branco, o Canyon Laranjeiras, avistado da Fazenda Rincão da Palha (Bom Jardim da Serra, SC) e o Mirante dos Pinheiros (São Joaquim, SC).
Fotos de Daniela Ribeiro Schneider e José Manuel Palop Herreros.
* Matérias sobre a Casa de Pedra:
http://genealogiaserranasc.blogspot.com.br/2017/03/casa-de-pedra-150-anos_30.html
http://genealogiaserranasc.blogspot.com.br/2012/08/novos-fatos-sobre-casa-de-pedra-da.html
Dentre elas, podemos ver a Casa de Pedra (Fazenda do Socorro)*, a Serra do Corvo Branco, o Canyon Laranjeiras, avistado da Fazenda Rincão da Palha (Bom Jardim da Serra, SC) e o Mirante dos Pinheiros (São Joaquim, SC).
Fotos de Daniela Ribeiro Schneider e José Manuel Palop Herreros.
Xaxim na Fazenda Rincão da Palha. |
![]() |
Mirante dos Pinheiros. |
* Matérias sobre a Casa de Pedra:
http://genealogiaserranasc.blogspot.com.br/2017/03/casa-de-pedra-150-anos_30.html
http://genealogiaserranasc.blogspot.com.br/2012/08/novos-fatos-sobre-casa-de-pedra-da.html
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
Rua Prudente Cândido da Silva
No Bairro Três Pedrinhas, em São
Joaquim (SC), localiza-se a Rua Prudente Cândido da Silva, em homenagem a:
PRUDENTE CÂNDIDO DA SILVA FILHO (04/12/1942 - 28/02/1999), “Tio
Pruda”, c.c. Lílian Hering.
Ele era filho
de pai com o mesmo nome, PRUDENTE CANDIDO DA SILVA (25.04.1904 – 30.08.1977), e
de CÂNDIDA PALMA CANDIDO (09.06.1904 – 29.04.1953).
Prudente (o
pai), por sua vez, era filho de Vidal Cândido da Silva e de Teodorina Cardoso
Rocha.
Cândida Palma era
filha de Ignácio da Silva Mattos (“Inácio Palma”) (1860 - 15/07/1935) e de
Esmênia Pereira Machado (27/01/1869 - 16/09/1934) (“Ismênia Palma”), conhecida
família de São Joaquim (SC).
Nota: Mais informações
sobre o casal Cândida Palma e Prudente Cândido da Silva (pai) e seus filhos em:
https://genealogiaserranasc.blogspot.com.br/2014/04/filhos-de-ignacio-da-silva-mattos-e.html
Prudente Cândido
da Silva Filho teve importante participação social e política no município de
São Joaquim (SC), onde foi prefeito[i].
![]() |
Figura 1 - Prudente Cândido da Silva Filho, "Tio Pruda". Fonte: São Joaquim de Fato. (Foto do início de fevereiro de 1999) |
![]() |
Figura 2 - Rua Prudente Cândido da Silva, São Joaquim (SC). |
De acordo com site do DEINFRA, há
também uma rodovia que recebeu o seu nome:
Rodovia Prudente Cândido da Silva (DEINFRA[ii])
Denomi-nação
|
Rodovia/
acesso
|
Km
inicial
|
Km
final
|
Início
do segmento
|
Fim
do segmento
|
PRUDENTE CÂNDIDO
DA SILVA FILHO
|
SC-110
|
421,569
|
436,836
|
Entr. SC-390
(p/ Bom Jardim da Serra)
|
São Jqm
(Entr. Norte SC-114/SC-390)
|
SC-114
|
274,579
|
306,272
|
Rio Lavatudo
|
São Jqm
(Entr. Norte SC-110/SC-390)
|
|
SC-390
|
364,827
|
392,042
|
Entr. SC-110
(p/ Urubici)
|
Bom Jardim
da
Serra
(Entr. SC-450)
|
Vejamos um texto
de Glauco Silvestre, publicado em seu site, “São Joaquim de Fato”, onde conta
um pouco da vida de Prudente, conhecido por muitos como “Tio Pruda”.
“Saudades: 12 anos sem Tio Pruda
(por Glauco Silvestre, texto publicado no site São Joaquim de Fato, 2011[iii])
Se
estivesse entre nós, hoje (quatro de dezembro de 2011), Tio Pruda iria
completar 69 anos de vida.
Sabe
aquele amigo que todo mundo tem prazer em bater papo por tempo e que envolve as
rodinhas de conversa?! Ele era articulador, irônico, extrovertido e boa praça.
Tio Pruda nos deixou cedo e provocou um vácuo,
um vazio na cidade. Tinha bom
relacionamento e trânsito com todos, até mesmo os adversários políticos.
Prudente
Cândido da Silva Filho, nasceu no dia quatro de dezembro de 1942 na Fazenda São
José do Alecrim, na localidade de Murta (Lomba) em São Joaquim. SC. Filho de
Prudente Candido da Silva e Cândida Palma, casou-se com Lilian Hering Silva e
teve quaro filhos: Ciro Eduardo Cândido Silva, os gêmeos Carlos Cândido Silva e
Claudio Cândido Silva, e Prudente Cândido Silva Neto.
Foi
personagem lendário da vida social e política de São Joaquim devido ao seu
grande senso de humor e presença de espírito, alimentando ainda na atualidade o
ideário político da cidade ao qual serve como modelo de probidade e conduta,
além de ser invocado pela facilidade de relacionamento com todas as facções
políticas de sua época, onde foi respeitado e admirado.
Na
vida profissional, foi formado em direito e jornalismo pela UFPR (Universidade
Federal do Paraná), foi advogado militante na comarca de São Joaquim, vereador
por uma legislatura, prefeito municipal 1983 até 1988, secretário executivo no
governo Vilson Kleinubing de 1991 ao início de 1994. Diretor da SANTUR por nove
meses em 1994. Faleceu no dia 28 de fevereiro de 1999 em Florianópolis, aos 56
anos de idade, quando exercia o cargo de Diretor Financeiro da CIASC no governo
Esperidião Amin.
Carismático
Tio
Pruda tinha conversa sincera e bem humorada, nunca perdia a paciência e
conhecia muita, muita gente. Em São Joaquim sabia de habitante por habitante.
Um dos seus filhos, o mais novo, o Pruda, quando criança costumava brincar com
o pai nas horas vagas com a lista telefônica. “Pai! Onde mora o Sr. fulano de
tal… em seguida ele respondia, rua tal, próximo daquele lugar. E todas as
respostas eram exatas”.
Ele
era muito conhecido também em outras cidades, no calçadão da rua Felipe Schmidt
em Florianópolis – cidade berço de políticos – por exemplo, alguns amigos quase
se irritavam ao andar com ele. “Não é possível! A gente leva mais de uma hora
pra atravessar o calçadão, muita gente conhece ele e vai conversar”, disse um
cunhado.
Outro
fato inédito aconteceu em São Paulo capital, em viagem que fazia com o
ex-prefeito Rogério Tarzan. Ao parar o carro em uma sinaleira Tarzan o
provocou. “Tio Pruda. Você que é metido a conhecer todo mundo, quero ver se
conhece alguém aqui nessa cidade hoje!” Ao terminar o comentário um homem se
aproxima do carro, mete a cabeça pelo vidro e diz: “Ô Tio Pruda! O que é que
faz aqui ômi do céu…” Era um joaquinense que residia em São Paulo, mas que por
essas coincidências do destino passava ali naquele momento.
Mais algumas histórias risonhas:
Uma
das histórias foi sobre a visita do então Presidente da República José Sarney
em São Joaquim na Festa da Maçã, quando ele era prefeito. “O presidente
assegurou ao Tio Pruda em seu discurso que iria viabilizar verbas para o
município. Em seguida Tio Pruda completou: “E é verdade, pois eu sempre
acreditei em homem que usa bigode grande”.
Outra:
Amigos
diziam que ele nasceu fazendo piada. “Tio Pruda quando na adolescência estudava
no ginásio Diocesano em Lages foi flagrado pelo Frei Clemente colando na prova.
Disse o professor ao Tio Pruda: “Prudente não seja tão imprudente, ao que ele
respondeu: Frei Clemente não seja tão inclemente”.
(Texto
com informações do site Fraternidade Serrana).”
Algumas dessas histórias encontram-se
gravadas em pedra no Mirante dos Pinheiros[iv],
localizado logo após o portal de saída para Lages, na SC-438. Infelizmente,
essas narrativas contadas pelo povo joaquinense sobre o ex-prefeito Prudente Cândido
da Silva Filho, estão quase apagadas.
Além disso, conforme notícia do Portal Serra SC (Jornal Mural Online): “Algumas pedras foram arrancadas e tiradas do
local por vândalos. Não se trata de apenas escritos para descontrair, mas um
verdadeiro arquivo popular. Em algumas inscrições aparece o nome do autor, em
outras, autoria de domínio público”.
Segundo notícia de janeiro de 2017[v],
para auxiliar na conservação do local, a Prefeitura Municipal de São Joaquim
(SC), por iniciativa de seus colaboradores, realizou no dia 21 de janeiro
[2017], um Mutirão de limpeza no Mirante dos Pinheiros.
![]() |
Figura 4 - Mirante dos Pinheiros, São Joaquim (SC). Fonte: HORCEL, L. Gazeta do Povo[vi]. |
Referências
[i]
AMURES, Associação dos Municípios da Região Serrana. Galeria Ex-Prefeitos. Publicado em 23/08/2016, atualizado em
16/02/2017. Disponível em: http://www.amures.org.br/cms/pagina/ver/codMapaItem/83632.
Acesso em: 12/11/2017.
[ii]
DEINFRA, Departamento Estadual de Infraestrutura, Diretoria de Planejamento e
Projetos, Gerência de Planejamento de Infraestrutura. Denominação de Trechos de Rodovias Sob Jurisdição do DEINFRA.
Disponível em: http://www.deinfra.sc.gov.br/jsp/relatorios_documentos/doc_rodoviario/download/denominacao_de_trechos_por_denominacao.pdf
[iii]
SILVESTRE, Glauco. Saudades: 12 anos sem
Tio Pruda. São Joaquim de Fato. Dezembro de 2011. Disponível em: http://saojoaquimonline.com.br/saojoaquimdefato/?p=2789#comments.
Acesso em: 08/11/2017.
[iv]
Gravações em pedra: causos do Tio Pruda que poucos conhecem. Portal Serra SC, Jornal Mural Online.
Publicado em 25 de Maio de 2010. Disponível em: http://www.serrasc.com.br/index.php?option=com_content&view=article&catid=388:noticias&id=471:gravacoes-em-pedra-causos-do-tio-pruda-que-poucos-conhecem.
Acesso em: 12/11/2017.
[v]
ZANETTE, Andressa. Mutirão faz limpeza
no Mirante dos Pinheiros. Município de São Joaquim, SC. Publicado em
27/01/2017. Disponível em: http://www.saojoaquim.sc.gov.br/noticias/index/ver/codNoticia/405976/codMapaItem/4689.
Acesso em : 12/11/2017.
[vi]
HORCEL, Luciane. Entre montanhas e vales
da serra catarinense. Publicado em 22 de abril de 2010, alterado em 29 de
janeiro de 2015. Disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/turismo/entre-montanhas-e-vales-da-serra-catarinense/.
Acesso em: 12/11/2017.
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
Dr. Agripa de Castro Faria - Relatos de Enedino Batista Ribeiro
Dando
continuidade à matéria anterior sobre o Dr. Agripa de Castro Faria,
apresentamos alguns trechos do livro “Gavião-de-Penacho: memórias de um serrano”,
de Enedino Batista Ribeiro (1999). Eles narram um pouco da história do médico
na cidade de São Joaquim e da sua parceria com Enedino, farmacêutico na cidade.
Inicialmente,
Enedino discorre sobre a compra que fez da farmácia de Hilário Bleyer, farmacêutico
prático. Segundo o relato, o Sr. Bleyer afirmava ter o objetivo de se
estabelecer em outra localidade, e não mais em São Joaquim (SC). Contudo,
depois de seis meses, ele abriu uma nova farmácia no município, recebendo os
receituários do Dr. Módena.
Assim
Enedino (1999, p. 474-475[i]) descreveu
os fatos:
“O Sr. Hilário
Bleyer [...] com a conivência do Dr. Módena, começou a fazer-me, na farmácia,
uma concorrência desabusada e desleal, procurando incompatibilizar-me com a
opinião pública da minha terra.
E como ninguém
é rei em sua terra, eu levava a pior, caindo vertiginosamente o movimento da
farmácia por falta de receituário. Eu não tinha, legalmente, meios de combater
o meu concorrente, que tinha farmacêutico diplomado, que dava nome à sua
farmácia.
De qualquer
forma, eu precisava lutar, mas para isso precisava ter, pelo menos, um médico que
receitasse para a minha farmácia, e foi o que fiz. Em fins de julho, vim com
Lídia, minha esposa, a Florianópolis, hospedando-nos no Hotel Moura, na Praça
XV de Novembro. O principal objetivo de nossa viagem à Capital do Estado era
arranjar um médico que quisesse ir clinicar em São Joaquim, receitando
exclusivamente para minha farmácia, no sentido de enfrentar a difícil situação
criada pelo Sr. Hilário Bleyer e pelo Dr. Vicente de Módena.
De passagem
por Lauro Müller, entrei em contato com o Dr. Agripa de Castro Faria, que ali
exercia a medicina. Depois de lhe explicar minuciosamente a situação – de
verdadeira guerra das farmácias -, Dr. Agripa me disse que iria para São
Joaquim clinicar, receitando só para a minha farmácia, desde que eu lhe
arranjasse clientela. Gostei do moço, da sua franqueza, me parecendo um homem
leal.
De regresso a
São Joaquim, estudei a situação e conversei com os amigos, inclusive com todos os
membros da família de minha mulher.
Recebendo
apoio de grande número de amigos e parentes, conversei outra vez com o Dr.
Agripa, ficando determinada a sua ida para São Joaquim, nas condições por nós
estabelecidas.”
Na
sequência, Enedino destinou um subtítulo de seu livro ao Dr. Agripa, conforme
segue abaixo:
Agosto de 1926
Dr. Agripa de Castro Faria
Texto de Enedino
Batista Ribeiro (1999, pgs. 475-477[i])
"Vindo
de Lauro Müller, em condução fornecida por mim, chegou a esta cidade [São
Joaquim-SC] o Dr. Agripa de Castro Faria, médico natural da cidade de Campos,
do Estado do Rio de Janeiro.
Fui
esperar o novo médico nas Tijucas, em casa do meu cunhado Antônio Vieira do
Amaral, cuja mulher, minha mana Olívia, encontrava-se doente, ameaçada de
aborto. Os detalhes já não lembro, mas sei que ela foi o primeiro doente que o
Dr. Agripa atendeu em São Joaquim.
Demonstrou
desde logo que era bom médico na sua especialidade – Clínica Médica -,
impondo-se, de imediato, à confiança do público.
Conforme
já contei em capítulo anterior, o Dr. Agripa vinha receitar exclusivamente para
a minha farmácia. Foi sempre de uma lealdade absoluta, nunca receitando para a
outra farmácia. [...]
De minha vez
não perdia tempo, tratava de angariar clientes para o Dr. Agripa, entre os meus
amigos e parentes. Foi uma luta dura, férrea e que durou anos.
Dr. Agripa
morou sempre conosco em casa; era como um irmão. Só nos deixou depois de quase
três anos de convivência diária, no dia de seu casamento, para morar na sua
própria casa.
O novo
facultativo era homem simples, de gênio alegre e folgazão, de sorte que caiu no
gosto do povo, fazendo boa amizade e franca camaradagem com os joaquinenses,
que viam um amigo no novo médico. Igualmente, logo assimilou nossos costumes e
até carreirista ficou, apreciando muito esse esporte, assistindo e mesmo atando
corridas de cavalos, tendo gasto boa soma de dinheiro.
Era de se ver
e ouvir o Dr. Agripa, ao pé do fogo, falando em corridas, naquele linguajar
floreado e pitoresco dos aficionados do querido esporte serrano.
Dessa forma,
terminou o ano de 1926, fazendo, o Dr. Agripa boa clínica com o seu consultório
sempre repleto de clientes, além das viagens frequentes que fazia a cavalo pelo
interior do município, viagens penosas e cansativas, sempre, porém, muito
lucrativas."
Referência
RIBEIRO, Enedino Batista. Gavião-de-Penacho: memórias de um
serrano. Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina (IHGSC); co-edição
da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina. Florianópolis: IHGSC,
1999.
[i]
Com correções de Ismênia Ribeiro Schneider, novembro de 2017.
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Rua Agripa de Castro Faria
Ainda no Centro da cidade de São
Joaquim (SC), localiza-se a Rua Agripa de Castro Faria, um importante médico e
com atuação política em Santa Catarina. Em sua homenagem, seu nome também foi
atribuído a uma rua em Florianópolis e a outra em Urubici (SC).
Nasceu em 02 de abril de 1901, em
Campos, RJ[i]. Filho
de Antônio Joaquim de Castro Faria (diretor do Liceu de Campos, onde também
lecionava matemática[ii])
e de Francisca Barbosa de Castro Faria[iii].
Diplomado em
medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. “Transferiu-se pouco
depois de formado para Santa Catarina, onde abriu uma clínica em São Joaquim”iii. Conforme conta Enedino Batista Ribeiro,
em seu livro Gavião-de-Penacho (1999, p. 476), Dr. Agripa receitava
medicamentos exclusivamente para a sua farmácia, também localizada em São
Joaquim (SC).
![]() |
Figura 1 - Dr. Agripa de Castro Faria. (Fonte: PIAZZA, 1994). |
simpático à Aliança Liberal e à Revolução de
1930, no pleito de outubro de 1934,
elegeu-se deputado à Assembléia Constituinte de Santa Catarina na legenda
da Coligação por Santa Catarina, composta pela Legião Republicana Catarinense,
o Partido Social Evolucionista e o Partido Republicano Catarinense. Segundo-secretário da Assembléia,
participou da elaboração da Constituição promulgada em agosto de 1935 e
permaneceu no exercício do mandato até o advento do Estado Novo (10/11/1937),
que suprimiu as câmaras legislativas do país.
Em seguida, dirigiu o Centro de Saúde de Florianópolis, foi titular de uma
diretoria da Secretaria de Saúde Pública e diretor do Serviço de Assistência
aos Psicopatas do Estado de Santa Catarina de 1940 a 1943. Neste último
ano, assumiu a diretoria do Hospital
Colônia Santana, onde permaneceria até 1950.
Com a reconstitucionalização do país que se
seguiu à queda do Estado Novo (29/10/1945), elegeu-se no pleito suplementar de janeiro de 1947, deputado estadual pelo Partido Social
Democrático (PSD). Por essa mesma legenda e nesse mesmo pleito, elegeu-se suplente do senador por Santa Catarina
Francisco Benjamim Gallotti. Em outubro de 1950, elegeu-se deputado federal por Santa Catarina na legenda do PSD,
assumindo o mandato em fevereiro de 1951. Em novembro de 1954, porém, a
dois meses do final da legislatura, desligou-se da Câmara para ocupar no Senado
a vaga deixada pelo titular, que renunciara ao mandato. Exerceu o mandato de senador por apenas dois meses, até janeiro de 1955.
De
1958 a 1965 foi assistente da presidência da Legião Brasileira da Assistência
em Santa Catarina.
Faleceu em junho de 1965.
Era casado com Ecilda Castro Faria, com quem
teve duas filhas.
De acordo com dados de Enedino
Batista Ribeiro (1999, p. 528), D. Ecilda era filha de Fulgentino Vieira Borges (“Tico”).
Dr Agripa e a esposa Ecilda tiveram as filhas: Terezinha de Castro Faria e
Maria Lívia Faria Vila-Verde (PIAZZA, 1994, p. 277).
![]() |
Figura 2 - Rua Agripa de Castro Faria, São Joaquim (SC). |
Referências
[i] Brasil, Senado Federal. Agripa de Castro Faria. 2017. Disponível em: https://www25.senado.leg.br/web/senadores/senador/-/perfil/3112
e Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), da Escola de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Agripa de Castro Faria. 2017. Disponível em: http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/agripa-de-castro-faria.
[ii]
Jornal de Laguna, 2015. Disponível em: http://jornaldelaguna.com.br/archimedes-de-castro-faria/
. Acesso em: 23/10/2017.
[iii] Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), da Escola de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Agripa de Castro Faria. 2017. Disponível em: http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/agripa-de-castro-faria.
RIBEIRO, Enedino Batista.Gavião-de-Penacho: memórias de um serrano. Instituto Histórico e
Geográfico de Santa Catarina (IHGSC); co-edição da Assembleia Legislativa do
Estado de Santa Catarina. Florianópolis: IHGSC, 1999.
PIAZZA, W. F. (org.). Dicionário Político Catarinense. Florianópolis: Assembleia
Legislativa do Estado de Santa Catarina, 1994.
Assinar:
Postagens (Atom)